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Boneco Ken e boneco Bob
A Barbie saiu da cabecinha de Ruth Handler, que na época, quando as bonecas eram representações de bebês, ela notou que sua filha brincava com bonecas de papel fazendo de conta que eram adultas. Então, percebeu que poderia haver um nicho de mercado não explorado e deu a ideia para seu marido de produzir uma boneca com corpo adulto. Ele, o Elliot, era cofundador da empresa de brinquedos Mattel, ou seja, ambos tinham o queijo e a faca na mão, mas o empresário não ficou entusiasmado, nem os diretores da empresa.
Aí durante uma viagem à Alemanha em 1956, ela se deparou com uma boneca de brinquedo chamada Bild Lilli que tinha a figura adulta e era exatamente o que tinha em mente, então comprou três delas. Deu uma para a filha e levou as outras que serviram de modelo para a versão da Mattel.
O nome foi uma homenagem a sua filha Barbara. Assim nasceu a Barbie que estreou na American International Toy Fair em Nova York em 9 de março de 1959.
Dois anos depois, Ruth resolveu dar um namorado para a Barbie e criou o boneco Ken, homenageando o seu filho Kenneth. No Brasil a Barbie só chegou em 1982, pela Estrela, e o Ken em 1984.
O Ken tem nome, sobrenome e toda uma história. Ele se chama Kenneth Sean Carson, nasceu em 1961, natural de Wisconsin, nos Estados Unidos, e tem um irmãozinho chamado Tommy. Ken foi criado para ser a contraparte masculina da loirinha que vive num mundo cor-de-rosa e ganhou o seu pequeno universo próprio.
O boneco original da Mattel é loiro, bronzeado, tem olhos azuis e chegou às prateleiras trajando um short vermelho e uma camisa listrada, além de calçar sandálias praianas. No entanto, ao chegar no Brasil ele recebeu um nome diferente, Bob. E tinha os cabelos negros.
O fato, é que assim como a Barbie, o Ken tem inúmeras versões. Ele pode ser encontrado com etnias distintas, vários penteados e acessórios, diversas cores de cabelos, modelitos então, nem se fala. Ou seja, ele também é um ícone fashion. E atua em muitas profissões, como veterinário, salva-vidas, bombeiro e jogador de futebol... e nome foi modificado no Brasil porque nós não fazemos diferença das letras M e N no final das palavras, soa igual, então para evitar a confusão de Ken com Quem, ele virou Bob. Por pouco tempo, porque em 1987 ele passou a ser chamado de Ken como no resto do mundo.
Um detalhe curioso é que o Ken, apesar de ter sido uma homenagem ao filho da criadora, ele não é um boneco para meninos.
Para os meninos tinha o Falcón que era a Barbie masculinizada, pois assim como ela, ele tinha roupas diferentes, acessórios, carros... mas era tudo como apologia a aventura e violência. Já o Ken, sempre foi homem metrossexual, ou seja, aquele que cuida muito da aparência, da roupa... foge dos padrões heteronormativos.
Curiosidades
A boneca Lilli que serviu de modelo para a Barbie foi baseada em uma personagem popular que aparece em uma história em quadrinhos desenhada por Reinhard Beuthin para o jornal Bild. Era uma loira sensual, uma garota trabalhadora e não hesitava em usar homens para conseguir o que queria. A boneca foi vendida pela primeira vez na Alemanha em 1955, era só para adultos, mas tornou-se popular entre as crianças também.
A primeira boneca Barbie estava disponível nas versões loira e morena, ela usava um maiô listrado de zebra em preto e branco e um rabo de cavalo. Foi comercializada como uma modelo de moda adolescente. As primeiras bonecas foram fabricadas no Japão, com roupas costuradas à mão por trabalhadoras japonesas. Cerca de 350 mil bonecas foram vendidas durante o primeiro ano de produção.
Em 1992, a Mattel lançou a versão Earring Magic Ken, para alavancar as vends do boneco. Ele usava uma blusa violeta transparente com um colete roxo, calça preta, mocassim nos pés, luzes no cabelo, brinco na orelha esquerda e um colar com um pingente de argola. A ideia é que fosse um look descolado, jovial, rebelde. Mas ficou parecido com o visual das raves, na década de 1990, eram frequentadas, majoritariamente, por gays.
Além disso, algumas pessoas diziam que o colar do boneco fazia alusão a um anel peniano. Então, aquele boneco ficou conhecido como o Ken Gay, o que fez com que a companhia parasse de produzi-lo e tirasse de circulação os exemplares à venda. Isso fez com o Earring Magic Ken se tornasse um dos bonecos mais vendidos da marca e pode ser encontrado, para colecionadores, por até US$ 500.
Em 2004, uma bomba caiu sobre o universo dos bonecos mais shippados do planeta com o anúncio da separação de Barbie e Ken, após 43 anos de namoro. O romance hollywoodiano deles chegou ao fim, declarou Russell Arons, vice-presidente de marketing da Mattel. Desde então, os dois mantêm uma relação de amizade.
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Bonecos dos anos 80 e 90
Até a década de 1980 não existiam determinados recursos para produzir brinquedos, como o material mais adequado para preencher as bonecas de pano, ou os mesmos eram muito caros. Essa é uma das razões para a lenda urbana de que o boneco fofão tinha um punhal dentro do seu corpo, que na verdade era uma haste de plástico que servia para dar sustentação a cabeça. Assim que a empresa que produzia o brinquedo encontrou o preenchimento adequado, a tal adaga desapareceu.
Nessa época imperavam as bonecas de pano, a Emilia do Sitio do Pica Pau Amarelo era uma delas, clássica, e outra que se tornou rapidamente a cara dos anos 80 foi a boneca da Xuxa, que media quase um metro e tinha cheiro de erva doce. Fez parte dessa geração também a Baby Flor, que podia ser usada como boneca ou como um vaso de flor. E muitos bichinhos de pelúcia, os Ursinhos Carinhosos estavam entre eles.
Ainda nos anos 80, mas já na virada da década, surgiram as bonecas da Xuxa e da Angélica, estilo Barbie. Foram as precursoras desse modelo que se popularizou na década seguinte. Os anos de 1990 foram repletos de mini celebridades, teve brinquedo com a cara da Sandy da dupla Sandy & Junior, da Wanessa Camargo, das Chiquitas do SBT, da Carla Perez, da Eliana e algumas outras versões que você pode ver com mais detalhes no post Bonecas de apresentadores infantis.
As bonecas perderam um pouco o encanto, mas conquistavam pela tecnologia, ainda que as vezes fosse um pouco duvidosa. A boneca grande da Eliana, por exemplo, andava e a pequena falava aproximadamete 20 mil frases. No fim das contas, as que passaram a fazer parte do desejo dos colecionares são justamente aquelas simples, que não falam, não andam, nem piscam, mas que estão cheias de magia.
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Bonecas de apresentadores infantis
Depois de fazer um post e um vídeo sobre a boneca da Xuxa, que você pode ver aqui, fiquei com vontade de relembrar as outras bonecas de apresentadores infantis dos anos 80 e 90. A maioria daqueles ídolos infantis tiveram a sua versão brinquedo, e alguns até mais do que um modelo de boneco.
Xuxa.
A boneca Xuxa foi lançada pela Brinquedos Mimo em maio de 1987, quando a apresentadora já estava na Globo, no Xou da Xuxa, mas o projeto era mais antigo, pois foi idealizado na época do Clube da Criança, na Rede Manchete.
Segundo algumas informações, em 1985, Xuxa soube da história de uma menina que só dormia com uma boneca de pano inspirada nela, feita pela mãe da criança. O brinquedo media 85 centímetros, foi desenhado por Maurício de Sousa, teve roupas elaboradas pela estilista Márcia Cunha, e tinha cheirinho de erva-doce.
Em 1988 a empresa deu início a produção das Xuxinhas, a versão estilo Barbie, que ganhou vários modelos e acessórios.
Mais tarde, em 1990, foi lançada a coleção conto de fadas, com bonecas em tamanho mediano. E Alguns anos depois a Estrela lançou uma nova versão de boneca, também de tamanho mediano.
A rainha dos baixinhos ganhou sua versão Barbie exclusiva para os Estados Unidos, que, aliás, não parecia com a apresentadora, pois tinha cabelos muito longos e outro tom de pele. O brinquedo vinha acompanhado de uma fita K7 com algumas músicas que Xuxa havia gravado em inglês.
Fofão.
O Fofão foi lançado pela Mimo e ganhou uma versão menor, o Fofinho. É esse o famoso brinquedo que fez correr a lenda de que tinha um punhal em seu interior, que nada mais era do que uma aste para sustentar a cabeça do boneco.
Sérgio Mallandro.
A Mimo lançou o boneco de outro apresentador clássico dos anos 80, o Sérgio Mallandro. O brinquedo media 23 centimetros e era todo articulado.
Gugu.
E quem não era exatamente um apresentadora infantil, mas costumava lançar produtos para crianças, como CDs e jogos, o Augusto Liberato teve a sua versão em boneca. O boneco do Gugu, o Guguzinho, foi lançado em 2010 pela Abrinq.
Mara Maravilha.
A apresentadora Mara Maravilha teve o seu auge na década de 1980 e começo de 1990,no SBT. Depois de se aventurar na Argentina, onde teve um programa de TV, ela retornou ao Brasil e assinou com a Rede Record. Foi nessa época, em 1997, que ela teve a sua boneca lançada com duas versões de roupa, pela Elgaplas.
Angélica.
A Angélica ganhou algumas versões de bonecas, a primeira em estilo Barbie foi lançada pela Estrela, algumas informações dizem que foi em 1989, mas é mais certeza que tenha sido em 1991. Na década de 1990, ela ganhou outros dois modelos, um mediano pela Estrela e outro grande pela Baby Brink.
Eliana.
Na década de 1990, Eliana lançou vários produtos, ela teve inúmeros brinquedos licenciados em seu nome, entre eles pelo menos três versões de bonecas. Uma delas, lançada pela Jesmar, outra maior pela Estrela, que até andava, e ainda uma versão Barbie que falava. Aliás, não foi o único modelo que falava.
Debby.
Debby foi a última apresentadora do Clube da Criança, na Rede Manchete, e teve a sua boneca também, lançada em 1997 pela Baby Brink, em 1997. Essa foi a boneca mais cara de boneca, aliás, a boneca com mais cara da dona que já foi feita.
Pat Beijo.
Antes da Debby apresentar o Clube da Criança, o programa passou pelas mãos da Pat Beijo, e ela ganhou a sua boneca. Era do estilo Barbie que tinha coroa e faixa de Miss. O brinquedo teve uma edição limitada e se tornou uma relíquia.
Jéssica.
Além de Eliana, outra apresentadora que passou pelo Bom Dia & Cia e ganhou uma boneca foi Jéssica Esteves. Na época ela dividia a apresentação do programa com o Cauê, eles formaram a primeira dupla de apresentadores depois que o infantil mudou de formato. Os dois substituiram a Jackelyne. A empresa responsável pelo lançamento foi a Acalanto.
Maísa Silva.
Mais tarde a Cotiplás lançou a boneca daquela que foi uma das apresentadoras mais popular do Bom Dia & Cia, apesar da pouca idade, a Maísa Silva. O brinquedo emitia a voz da menina, reproduzindo a forma que ela atendia as ligações das crianças para brincar com ela. Depois, já na fase de Carrossel e com outro visual, a estrela do SBT ganhou a sua versão da novela. Aliás, todos os personagens infantis da trama receberam as suas versões bonecos.
Carla Perez.
E para finalizar, tivemos a boneca da Carla Perez. Na época em que a Colorama lançou o brinquedo, ela ainda era dançarina do grupo É o Tchan, foi em 1997, mas no ano seguinte a rainha do rebolado estreou como apresentadora do programa Fantasia, no SBT.
A boneca era acompanhada de luvas, ou suspensório, como brinde. Na época gerou-se uma expectativa de como seria o brinquedo, pois Carla era conhecida pela bunda grande, tanto é que havia colocado o dote no seguro, então, ficava a dúvida se a boneca seria bunduda também, mas parece que não foi.
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