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Todas as minisséries de 1990 - da TV Globo


Pantanal estreou no dia 27 de março, de 1990, ia ao ar após a novela das oito da Globo. Ou seja, não concorria diretamente. Na época, estava acabando a novela Tieta, foi durante os seus últimos capítulos que estreou Pantanal, e na semana seguinte Rainha da Sucata entrou no ar, que apesar de não agradar muito o público porque os personagens, sobretudo Maria do Carmo, gritava de mais, a audiência não sofreu grandes alterações. A influência da concorrente afetou basicamente o horário da linha de shows que vinha logo em seguida.


Em cada dia da semana a Globo exibia alguma coisa diferente, tinha filmes na Tela Quente, séries enlatadas e programas humorísticos, eram dois, o Chico Anysio Show e TV Pirata. Esses dois últimos acabaram sendo eliminados da grade no decorrer do ano e para fazer frente a Manchete, a Globo produziu minisséries durante o ano todo.

Desejo

No dia 27 de maio, estreou Desejo, escrita por Gloria Perez, com direção geral de Wolf Maya. Contou com Tarcísio Meira, Vera Fischer, Guilherme Fontes, Marcos Winter, Marcos Palmeira, Cláudio Cavalcanti, Leonardo Villar e Nathália Timberg nos papéis principais. A trama contou em 17 capítulos, de forma romanceada, o episódio conhecido como A Tragédia da Piedade, quando o escritor Euclides da Cunha foi morto por Dilermando de Assis, amante de sua mulher Ana Emília Ribeiro.


Como a emissora costumava estrear as minisséries na terça-feira, para acostumar o público a acompanhar os capítulos sem perder a audiência para Pantanal, a estreia aconteceu no domingo. E foi ao ar até o dia 22 de junho.

A, E, I, O… Urca
No dia 24 de junho, estreou A, E, I, O… Urca.  Idealizada por Carlos Manga e Doc Comparato, foi escrita por Antonio Calmon e Doc Comparato, com direção de Maurício Sherman e Dennis Carvalho. Contou com Débora Bloch, Carlos Alberto Riccelli, Renata Sorrah, Marcos Paulo, Raul Cortez, Beatriz Segall, Herson Capri, Carla Marins e Pedro Cardoso nos papéis principais. 


A minissérie é ambientada no boêmio bairro da Urca, nas décadas de 1930 e 1940, nos chamados anos de ouro do Rio de Janeiro. Em meio à efervescência da Segunda Grande Guerra que envolveu boa parte do planeta, no Brasil, o Rio de Janeiro viveu momentos de glamour no Cassino da Urca. A minissérie é repleta de tramas carregadas de mistério que envolvem perseguição política, anti-semitismo, crimes e espionagem internacional.


A, E, I, O… Urca  teve 13 capítulos, foi ao ar até 13 de julho, e ganhou uma trilha sonora. O álbum tem 14 faixas, mesclando músicas nacionais com internacionais.

Boca do Lixo
No dia 17 de julho, estreou Boca do Lixo, escrita por Silvio de Abreu, e dirigida por Roberto Talma. Contou com Sílvia Pfeifer, Alexandre Frota e Reginaldo Faria como protagonistas. Foi a estreia de Silvia Pfeifer como atriz, até então ela atuava como modelo, e foi bastante criticada pela sua atuação.


Silvia Pfeifer foi escolhida depois da recusa de Christiane Torloni, e porque o autor queria dar um ar elegante na personagem. Silvia Pfeifer desfilava e fotografava para marcas caras e reconhecidas no exterior, então, tinha o perfil que Silvio de Abreu queria. E, detalhe, ele estava escrevendo Rainha da Sucata, e se ausentou da novela, que foi continuada por Alcides Nogueira, para se dedicar a minissérie. Apesar de ter entregado o texto para a Globo em 1989.

A história é sobre uma mulher que começou sua carreira artística fazendo fotografias para revistas masculinas e cinema nacional, no período das pornochanchadas. Já em decadência, se casou com um industrial que a assediava como fã, e passaram a viver na cidade de Rio Negro sem nem suspeitar que ela era a peça de um jogo de crime e adultério arquitetado pelo seu então marido para sumir depois de um golpe envolvendo muito dinheiro.


A ideia original era que a minissérie tivesse dez capítulos, mas foram reduzidos a oito para se encaixar na grade da emissora que voltou a apresentar a minissérie em seus dias originais, de terça a sexta-feira. O último capítulo foi ao ar no dia 27 do mesmo mês, e ganhou um álbum com a trilha sonora que contém uma música da Madonna, Justify My Love, e músicas da minissérie Desejo também.

Riacho Doce
No dia 31 de julho, estreou Riacho Doce. Foi escrita por Aguinaldo Silva, com direção de Paulo Ubiratan e Reynaldo Boury, baseada no romance homônimo de José Lins do Rego. Contou com Vera Fischer, Carlos Alberto Riccelli, Herson Capri, Luiza Tomé, Nelson Xavier e Fernanda Montenegro nos papéis principais.


A minissérie foi produzida às pressas, a equipe teve dois meses para coloca-la no ar. A Globo usou as mesmas táticas da novela Pantanal mostrando cenas de natureza exuberante, diálogos lentos, e nudez, ao som de músicas instrumentais. As cenas foram feitas no arquipélago de Fernando de Noronha e na praia de Carne de Vaca, distrito de Goiana, última praia pernambucana, fazendo fronteira com o litoral paraibano. As cenas de estúdio foram gravadas na Cinédia, no Rio de Janeiro.


Ao todo, foram 40 capítulos, o último foi ao ar no dia 5 de outubro. Riacho Doce teve um álbum musical com canções nacionais e músicas instrumentais, com a atriz Luíza Tomé na capa.

La Mamma
No dia 8 de outubro, estreou La Mamma, baseada na peça homônima de André Roussin, de 1957, que era uma adaptação teatral do romance O Belo Antônio, de Vitaliano Brancati, de 1907. A adaptação para a TV foi feita por Augusto César Vanucci e Paulo Figueiredo, com roteiro de João Bethencourt e direção de Vanucci. Contou com Dercy Gonçalves e Cesar Filho nos papéis principais.


A história gira em torno de uma mãezona que enfrenta a pacata cidade mineira de Bom Jesus da Moóca, lotada de maridos preocupados com a chegada de seu filho Manfredo Antônio, que desperta a tentação em todas as mulheres que encontra em seu caminho. Com medo que o rapaz desperte o interesse em suas esposas, os maridos ciumentos da cidade, reunidos no Clube dos Cornos, contratam um pistoleiro profissional para recebê-lo.

Ao saber do complô armado contra o filho, a Mamma faz tudo para protegê-lo. Aconselhada pelo espírito do falecido marido Manfredão, decide promover o casamento do filho com Soninha, para pôr fim à sua fama de conquistador. Mas depois do casamento, a preocupação da Mamma passa a ser a reputação de Manfredo Antônio, que não cumpre seus deveres de marido.


Dercy Gonçalves já tinha feito La Mamma no teatro. E essa foi a última atuação como ator de César Filho, no mesmo ano, ele tinha atuado no seriado Alô Doçura com Virginia Novick, no SBT. A minissérie tem apenas cinco capítulos, é mini mesmo, e só existe por uma razão, a produção de Araponga estava atrasada, então para tapar o buraco na grade de programação foi escrita La Mama, que estreou e acabou na mesma semana, foi ao ar do dia 8 a 12 de outubro.

Araponga
No dia 15 de outubro, estreou a novela Araponga. Escrita por Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar, teve direção geral de Cecil Thiré. E contou com as atuações de Tarcísio Meira, Christiane Torloni, Taumaturgo Ferreira, Paulo José, Lúcia Veríssimo, Flávio Galvão, Ary Fontoura, Eloísa Mafalda, Edgard Amorim e Carla Marins nos papéis principais.


A novela estava prevista para substituir Rainha da Sucata, mas foi adiantada para o horário das minisséries com a finalidade de manter o público e frear a audiência de Pantanal. O roteiro foi desenvolvido em conjunto por Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar, que escreviam os capítulos individualmente e reuniam-se para discutir o rumo geral da história.

O título da novela seria Ponto Futuro, mas foi alterada por Dias Gomes em referência ao uso costumeiro de codinomes por espiões do serviço de informações da ditadura militar brasileira que usavam nomes de animais. O protagonista, ex-agente do regime, adotou o da ave araponga.

Foi a segunda novela de Luiza Brunet que tinha atuado em Cambalacho, em 1986, além de ter feito duas rápidas participações em outras produções da emissora. Ela estampou as capas dos dois álbuns da novela, a trilha sonora nacional e a trilha sonora internacional.


Com essa novela a Globo finalizou sua estratégia para frear a perda de telespectadores para a Manchete, porque Araponga só acabou no dia 29 de março de 1991, quase quatro meses depois de Pantanal, totalizando 143 capítulos.

Com o adiantamento e alteração de horário de Araponga, para substituir Rainha da Sucata a Globo encomendou outra história para Cassiano Gabus Mendes, que escreveu às pressas Meu Bem, Meu Mal. As gravações começaram uns 15 dias antes da estreia e o elenco foi montado com os atores que estavam disponíveis, boa parte deles eram iniciantes, como Adriana Esteves, Lisandra Souto, Mylla Christie, Fábio Assunção... e a protagonista Silvia Pfeifer.

O Guarani - Rede Manchete

A obra televisiva de 1991, foi escrita por Walcyr Carrasco que se inspirou no romance O Guarani de José de Alencar. Contou com a direção de Marcos Schechtman, ficou no ar entre 19 de agosto a 28 de setembro e rendeu à Rede Manchete 13 pontos de audiência.

A história original foi escrita por José de Alencar em 1857, como uma novela, mas tendo os capítulos publicados no jornal impresso Diário do Rio de Janeiro entre janeiro e abril. O primeiro episódio foi liberado no 1º dia do ano e no final do mesmo o romance completo foi publicado como livro com pequenas alterações em relação ao que já era de conhecimento público.

Essa obra fez de José de Alencar um autor super reconhecido e foi republicada por diversas editoras, atualmente encontra-se em domínio público, ou seja, qualquer pessoa pode transformar o livro em novela, série, filme, obra de teatro... no que quiser sem ter que pagar direitos autorais.

Na época a Angélica era a maior estrela da Manchete e já tinha atuado em três filmes dos Trapalhões, Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva em 1988, Os Trapalhões Na Terra Dos Monstros em 1989, e Uma Escola Atrapalhada em 1990. Na TV, como atriz, esse foi o seu primeiro papel. Na época, com 17 anos, quase completando 18, fez par romântico com Leonardo Brício que já tinha 28 anos.

Ele estreou como ator em 1984, no Teatro. Na TV a sua estreia aconteceu em 1989 com uma pequena participação na novela Tieta, depois fez a minissérie Na Rede De Intrigas na Rede Manchete e, então, O Guaraní. Ou seja, essa foi a sua terceira obra televisiva e já tinha trabalhado com Angélica no ano anterior, em 1990, no filme Uma Escola Atrapalhada.

Quanto ao Walcyr Carrasco, essa foi a sua segunda obra para a televisão. Ele ajudou no roteiro do seriado Joana que estreou em 1984 na Rede Manchete e depois teve a segunda temporada exibida no SBT em 1985, mas como um folhetim para chamar de seu, o primeiro foi a novela Cortina de Vidro que passou no SBT em 1989. Então, de uma certa forma eram todos iniciantes, do autor aos protagonistas.

Foi a estreia de Luigi Baricelli que interpretou o Dom Diogo de Mariz, e de Leila Lopes que no papel de Severina. Mas O Guarani teve nomes bem conhecidos também, a Nani Venâncio que ficou super famosa quando estrelou a vinheta de Pantanal estava presente, foi o último trabalho na televisão do ator Caíque Ferreira que faleceu em 1994 por complicações do vírus HIV, e a super famosa Monique Evans interpretou a indígena Truíra, ela já tinha atuado em outras obras da Manchete e da Globo também, mas depois disso só voltou a atuar em 2008 na série Aliece produzida pela HBO.

Vários outros atores experientes e respeitados na dramaturgia fizeram parte do elenco, além de indígenas de verdade. Esse foi um grande trunfo da Manchete.

A vinheta de abertura mostra cenas da minissérie com um efeito alaranjado tendo a música Ópera Indígena de Priscilla Ermel de fundo. Ela usou alguns acordes da ópera O Guarani de Carlos Gomes, de 1870.

A história se passa na primeira metade do século 17, quando o português D. Antônio de Mariz mantém a lideraça de sua casa-forte, às margens do Pequequer que é afluente do Rio Paraíba, sob duras ordens de disciplina. Mas acaba acolhendo também um bandos de mercenários que apenas querem explorar as riquezas da tera.

Loredano, o vilão da história, tem como plano destruir toda a família, mas Cecília conta como acompanhante o forte e corajoso Peri, que apesar de se envolver em perigos para defender a moça, ainda é visto como um animal por algumas pessoas pelo fato de não ser cristão.

Os portugueses não eram amigos dos nativos, aliás, eram tratados como alvo de uma vingança pelos indígenas depois de Diogo, filho de D. Antônio e irmão de Ceci, ter tirado a vida de uma criança da região ao confundi-la com uma onça.

Durante o ataque dos nativos aos portugueses, D. Antônio entrega Ceci aos cuidados de Peri depois de o batizá-lo e provoca uma grande explosão ao atear fogo no depósito de munições da casa tirando a vida de todos os presentes.

Peri e Ceci vivem o drama de um românce improvável, já que um deles nunca estará totalmete integrado na cultura do outro, então, a moça toma a atitude de se jogar ao rio que está subindo rapidamente devido a uma forte tempestade e o rapaz salta em seguida com o propósito de salvá-la, no entanto, sua intenção era que ambos não pudessem mais voltar à terra firme para que fossem imortalizados em meio ao habitat do jovem guerreiro.


Curiosidades


O Peri de Walcir Carrasco é da etnia Aimoré, um grupo indígena que ocupava o sul da Bahia, norte do Espírito Santo e Minas Gerais. Eram nômades e se alimentavam de carne humana.

O personagem do livro de José de Alencar é da etnia Guaitacá que vivia entre o sul do Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro, temidos pelos portugueses, apesar de negociar com eles sem contato direto. Costumavam deixar coisas em um ambiente limpo para depois recolher o que os europeus dexavam como troca.

Tinham a pele mais clara e uma estatura maior do que os demais indígenas da região. Corriam bem e nadavam bem, então, como os portugueses que queriam ocupar a região não se viam fisicamente equiparados deixaram roupas contaminadas por varíola no ambiente de troca, a doença dizimou toda a populão já que os indígnes não tinham anticorpos.

Antonio Carlos Gomes compôs a Ópera O Guarani em 1870, quando já estava na Itália. A obra foi usada como trilha do filme O Guarani, em 1979, com o ator David Cardoso no papel de Peri e a atriz Dorothée Marie Bouvyer como Ceci. Ele ficou muito conhecido pelos vários filmes eróticos que ele protagonizou ao longo de sua carreira.

A Ópera O Guarani de Carlos Gomes também serviu de trilha para o filme O Guaraní de 1996, que contou com Márcio Garcia no papel de Peri e a atriz Tatiana Issa como Ceci.

Desde 1935, no governo de Getúlio Vargas, as rádios transmitem, obrigatoriamente um noticiário com os principais acontecimentos do país, sempre às 19h. Em 1938, a transmissão radiofônica foi nomeada de A Voz do Brasil e tem como tema de abertura a Ópera O Guarani de Carlos Gomes. 

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Riacho Doce

No dia 31 de julho de 1990, a TV Globo levou ao ar a minissérie Riacho Doce, uma belíssima teledramaturgia com um elenco de estrelas em um cenário paradisíaco. Foi mais uma produção da casa para prender os telespectadores que mudavam de canal para acompanhar a novela Pantanal na Rede Manchete, e dessa vez usando as mesmas estratégias.

Aguinaldo Silva ficou incumbido de escrever Riacho Doce, e desde o início do projeto até a sua estreia foram apenas dois meses de trabalho, ou seja, a toque de caixa, pois a emissora não podia perder tempo. Ele optou por essa trama porque já conhecia o enredo através do livro de José Lins do Rego, lançado em 1939, que levava o mesmo nome da minissérie e que tinha lido em sua infância. O autor se encarregou de dar vida aos personagens e construir com muita liberdade na adaptação, embora preservando a sensualidade e as emoções da obra original, e o diretor Paulo Ubiratan se encarregou de acrescentar as belíssimas imagens do fundo do mar, inspirado em um episódio do Globo Repórter sobre Fernando de Noronha.

Enquanto no livro a protagonista é Edna, natural da Suécia, que se muda para o Brasil para acompanhar o marido Carlos, transferido para o litoral de Alagoas a fim de trabalhar na exploração de petróleo. Na minissérie ela se chama Eduarda, e embora tenha passado um período na Suécia, é catarinense e acompanha o marido que quer resgatar a carga de um navio afundado no litoral nordestino. De pele muito clara, distinta dos residentes do vilarejo que estão acostumados a tomar muito sol, a moça se apaixona pelo pescador Nô, com quem acaba se envolvendo amorosamente e provocando desconforto aos nativos da região que estimulados pela feiticeira do local a atacam com paus e pedras.

Apesar do nome, Riacho Doce, a trama se desenrola no litoral, ou seja, as cenas subaquáticas foram feitas no mar, que como sabemos é de água salgada. O título da obra se trata do nome do local onde tudo acontece.

Para a série da TV as cenas foram gravadas em Pernambuco, algumas na praia Carne de vaca, distrito de Goiana, a última praia pernambucana que faz fronteira com o litoral paraibano, e também no arquipélago de Fernando de Noronha.

Além de Vera Fischer interpretando a Eduarda, Herson Capri que fazia o papel de seu marido, o Carlos Anderson, e Carlos Alberto Riccelli que interpretou o pescador Nô Nunes, Luiza Tomé interpretou a Francisca, Nelson Xavier o capitão Laurindo Ventura e Fernanda Montenegro a Vó Manuela Nunes, também faziam parte do núcleo principal. E a trama ainda teve a participação de Ewerton de Castro, Beth Goulart, Suzy Rego, Pedro Vasconcelos e Osmar Prado, entre outros atores.

O enredo gira em torno do romance proibido de Eduarda e Nô, pois ela é casada e ele tem o corpo fechado para o amor, magia feita pela Vó Manuela, a pessoa mais temida e respeitada do lugar, que esperava que seu neto seguisse o seu legado. Qualquer mulher que se apaixonasse por ele, ou ousavam tentar alguma coisa com o rapaz, acabavam sofrendo uma trágica consequência. Para a protagonista não foi diferente e, apesar de ter sido salva pelo seu amado de um linchamento, ambos acabam isolados em uma praia deserta, distante do alcance de qualquer pessoa o que dá a entender que se suicidaram no mar quando ficaram a deriva depois da fuga.

A minissérie ganhou um disco com a trilha sonora com Luiza Tomé na capa. O disco tinha 12 faixas.

1 - Estudo em Mi Maior Opus 10: André Kostelanetz.

2 - O Bem e o Mal: Danilo Caymmi.

3 - O que é o Amor: Selma Reis.

4 - Iluminada (Balada No.1 em Sol Menor): Ithamara Koorax.

5 - Manuela: Ary Sperling.

6 - Iniciação: Ary Sperling.

7 - O Bem e o Mal: Instrumental.

8 - Morena: Maria Bethânia.

9 - O Sonho se Perdeu: Milton Guedes.

10 - Flor da Idade: Bebel Gilberto.

11 - Lamentos do Mar: Ary Sperling.

12 - Pescadores: Ary Sperling.


Curiosidades.


Em 1991, a minissérie foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, dividindo espaço com a novela Top Model, e foi reprisada novamente em 1998, em 30 capítulos, dentro da faixa Tempo de Verão, exibida no lugar do seriado Malhação que estava no hiato entre a terceira e a quarta temporada. Foi lançada em vídeo nos anos 90, depois em uma caixa com 5 DVDs em 2007, e entrou no catálogo do serviço de streaming Globoplay em janeiro de 2021.

A personagem Cristina, interpretada por Suzy Rêgo, deveria ter sido feita por Tatiana Toffoli. E Helena, interpretada pela atriz Beth Goulart, deveria ter sido feita por Cássia Kiss que chegou a ir para Fernando de Noronha, mas se desentendeu com o Diretor Paulo Ubiratan e foi cortada do elenco.

Vários moradores da praia de Carne de Vaca, em Pernambuco, foram figurantes da trama. Depois do fim das filmagens, algumas pessoas queriam mudar o nome da praia, de Carne de Vaca para Riacho Doce, mas parte da população não aceitou a ideia.

No entanto, existe um bairro chamado Riacho Doce, no litoral de Maceió, em Alagoas, também conhecido como praia da Sereia e foi palco de uma disputa envolvendo interesses estrangeiros norte-americanos e alemães, por volta de 1935, em relação a pesquisas sobre petróleo que eram ali desenvolvidas. Provavelmente isso tenha inspirado José Lins do Rego para escrever o romance.

E o livro Riacho Doce também foi adaptado para o cinema com o título de Bela Donna, um filme brasileiro e estadunidense de 1998, com Eduardo Moscovis interpretando o pescador Nô e Natasha Henstridge no papel de Donna, que na minissérie é Eduarda, interpretada por Vera Fischer.

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Boca do Lixo.

A minissérie Boca do Lixo estreou no dia 17 de julho de 1990.
Foi escrita por Sílvio de Abreu, em 8 capítulos, e dirigida por Roberto Talma.

Foi a estreia de Sílvia Pfeifer na teledramaturgia. Além dela, Reginaldo Faria, Alexandre Frota, Stênio Garcia, Cláudio Corrêa e Castro, Mário Gomes, Susana Vieira e Tony Ramos, entre outros, atuaram na minissérie.

Cláudia Toledo (Sílvia Pfeifer) é uma bela mulher cuja carreira artística começou de forma bastante promissora. Fazendo fotografias para revistas masculinas e o cinema nacional, no período das pornochanchadas, e se transformou em um símbolo sexual. Mas com a retração da indústria cinematográfica a sua desastrosa experiência em televisão, a carreira de Cláudia entrou em decadência. Porém a vida de Cláudia mudou totalmente ao ser assediada pelo industrial Henrique Ribeiro (Reginaldo Farias), um quarentão solteiro e rico. O inevitável envolvimento entre os dois resultou em casamento e eles foram morar na cidade de Rio Negro, onde Henrique assumiu o seu cargo na metalúrgica herdada pelo seu pai.
Em Rio Negro Cláudia conheceu Tomás (Alexandre Frota), empreiteiro de uma obra de seu marido, um tipo másculo e bonitão com quem se envolveu. Mas o casamento e o adultério fizeram parte de um plano criminoso de Henrique, que precisava desaparecer depois de dar um golpe envolvendo muito dinheiro.

Anos Rebeldes.

A Série Brasileira Anos Rebeldes estreou no dia 14 de julho de 1992, na Rede Globo.
Escrita por Gilberto Braga, em 20 capítulos, foi livremente Inspirada nos livros 1968 – O Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura, e Os Carbonários, de Alfredo Sirkis. Contou com a colaboração de Sérgio Marques, Ricardo Linhares e Ângela Carneiro; tendo direção de Dennis Carvalho, Ivan Zettel e Silvio Tendler, com direção geral de Dennis Carvalho.

Contou com a atuação de Malu Mader, Cássio Gabus Mendes, Cláudia Abreu, Marcelo Serrado, Betty Lago, Kadu Moliterno, Pedro Cardoso, Bete Mendes, Deborah Evelyn, Rubens Caribé, Gianfrancesco Guarnieri, Marcelo Novaes, Tuca Andrada, Susana Vieira, Eva Wilma, Maria Padilha e Herson Capri, entre outros.

A trama mostra o romance entre os jovens Maria Lúcia e João Alfredo, na cidade do Rio de Janeiro, e a trajetória de um grupo de colegas do tradicional Colégio Pedro II, desde 1964, quando se forma e se instala no Brasil o regime de ditadura militar, até 1985, altura em que a política governamental terá já influenciado definitivamente os seus destinos.
O destino dos personagens está diretamente ligado ao momento político do país, que não atua, na minissérie, apenas como pano de fundo, como ocorreu com o período histórico da minissérie Anos Dourados, também de Gilberto Braga.

A Pedra Do Reino.

A minissérie A Pedra do Reino estreou no dia 12 de junho de 2007, na Rede Globo.
Escrita por Luiz Fernando Carvalho com a colaboração de Luis Alberto de Abreu e Bráulio foi uma homenagem aos 80 anos do escritor, dramaturgo e poeta nordestino Ariano Suassuna, autor do livro-base Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta e é a terceira realização de Luiz Fernando Carvalho com base em obras do autor paraibano. O diretor já tinha adaptado para a televisão Uma mulher vestida de sol (1994) e A farsa da boa preguiça (1995).

A partir de A Pedra do Reino, Luiz Fernando Carvalho criou o Projeto Quadrante, uma série de programas regionais de dramaturgia através de adaptações de textos literários de autores naturais de cada estado do Brasil. Da mesma forma, atores locais encenariam os textos. A riqueza do projeto esteve na descoberta de talentos regionais: autores, atores, compositores, artistas em geral. O projeto prestigiou o potencial humano de cada cultura regional, superando a visão simplista do cartão postal. Além de A Pedra do Reino, compuseram o Quadrante as minisséries Capitu (2008), baseada no livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Dois Irmãos (2017), de Milton Hatoum.

A história é narrada por Pedro Diniz Ferreira Quaderna, em três momentos. No primeiro, ele está preso durante o período do Estado Novo (1937-1945), em Taperoá, na Paraíba, e começa a escrever sua história, a partir das memórias de seus ancestrais. No segundo, aparece como um velho palhaço que conta seu passado num teatro improvisado no centro do vilarejo. Por fim, enfrenta o juiz corregedor que investiga a morte de seu padrinho, dom Pedro Sebastião Garcia-Barreto.

A minissérie recebeu, em 2008, o prêmio de Melhor Direção de Fotografia, oferecido pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), mas a audiência da estreia foi a menor, da emissora, desde que o Ibope começou a ser medido com os métodos atuais. A Rede Globo ficou em 3º lugar nas tvs abertas, mostrando que as pessoas que consomem telenovelas não estão dispostas a entender tramas mais complexas, ou artísticas, e preferem o padrão água com açúcar dos formatos tradicionais.

O Sorriso do Lagarto - Telenovelas.

O Sorriso do Lagarto estreou no dia 4 de junho de 1991, na Rede Globo.
A minissérie foi escrita por Walther Negrão e Geraldo Carneiro, baseada no livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro, e produzida pela TV Plus com 52 capítulos.
Contou com a atuação de Tony Ramos, Maitê Proença, Raul Cortez, Carlos Augusto Strazzer, José Lewgoy, Lúcia Veríssimo e Alexandre Frota, entre outros.

A trama foge dos padrões das novelas, em que os casos são resolvidos e os bandidos presos, algumas cenas não são finalizadas e situações não são resolvidas.


E ainda:

No dia 4 de junho de 1979 estreou Cabocla, Benedito Ruy Barbosa, na Rede Globo.

As Noivas de Copacana - Telenovelas.

As Noivas de Copacabana estreou no dia 2 de junho de 1992.
A minissérie foi escrita por Dias Gomes, e foi dirigida por Roberto Farias. Com 16 capítulos, a trama teve a atuação de Miguel Falabella, Reginaldo Faria, Patrícia Pillar, Hugo Carvana, 
Zezé Polessa e Márcia Cabrita, entre outros.

Foi reapresentada em formato de telefilme pela Rede Globo, assim como outras minisséries de grande sucesso, em comemoração aos 50 anos da emissora, no especial Luz, Câmera, 50 Anos, em 20 de janeiro de 2015.
Ambientada em 1989, no Rio de Janeiro, a minissérie tinha como protagonista um assassino em série obcecado por mulheres vestidas de noiva. Ele mata suas vítimas seguindo um meticuloso ritual. Seduz as mulheres e as estrangula em pleno ato sexual, sempre que elas estão vestidas de noiva. Só dessa forma ele consegue atingir o orgasmo. 



E ainda:

No dia 2 de junho de 1975 estreou Ovelha Negra, de Walter Negrão, na Tv Tupi.
No dia 2 de junho de 1975 estreou O Noviço, de Mário Lago, na Rede Globo.
No dia 2 de junho de 1980 estreou A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, na Band.
No dia 2 de junho de 1992 estreou As Noivas de Copacabana, de Dias Gomes, na Rede Globo.
No dia 2 de junho de 2008 estreou A Favorita, de João Emanuel Carneiro, na Rede Globo.

No dia 2 de junho de 2014 estreou Vitória, de Cristianne Fridman, na Rede Record.

Sex Appeal - Telenovelas.


Sex Appeal estreou no dia 1 de junho de 1993, na Rede Globo.

Escrita por Antônio Calmon, a minissérie teve 20 capítulos, com direção de  Ricardo Waddington e Ary Coslov.

Contou com a atuação de Mário Gomes, Elizabeth Savalla, Dennis Carvalho, Luana Piovani, Nico Puig, Felipe Folgosi, Danielle Winits, Camila Pitanga, Carolina Dieckmann, entre outros.

A trama que abordava o mundo da moda também tinha teor policial e foi responsável por lançar vários atores, como Luana Piovani, Nico Puig, Felipe Folgosi, Danielle Winits, a ex Angeliquete Camila Pitanga, Carolina Dieckmann e Supla, entre outros.
O tema de abertura foi "Todo Amor é Bom", do extinto grupo feminino Lilith, em que figurava a então globeleza Valéria Valenssa.

Na trama, Sex Appeal era uma agência de modelos que promovia concursos para escolher uma nova top model. Entre as concorrentes estavam Angel, Patrícia, Vilma, Eva, Andrea e Claudinha.

Paralelamente na trama envolvendo a competição entre as modelos, era apresentado outras histórias como o cotidiano dos irmãos Tony e Júlio, e de Walter, o pai de Angel, um psicopata que perseguia a ex-mulher Margarida.

Desejo.

Desejo estreou no dia 27 de maio de 1990.
A minissérie foi escrita por Glória Perez, com direção de Wolf Maia e Denise Saraceni, com a colaboração de Margareth Menezes e direção geral de Wolf Maia.

A trama contava, de forma romanceada, o episódio conhecido como "A Tragédia da Piedade", quando o escritor Euclides da Cunha foi morto por Dilermando de Assis, amante de sua mulher Ana Emília Ribeiro, indo a fundo no trabalho de pesquisa e reprodução da época (começo do século XX), com os antecedentes do fato ocorrido e, também, os desdobramentos do caso, que culminou na absolvição de Dilermando.

Fez parte do elenco os seguintes atores, Tarcísio Meira, Vera Fischer, Guilherme Fontes, Marcos Winter, Marcos Palmeira, Othon Bastos, Nathália Timberg, Débora Evelyn, Vera Holtz, Eliane Giardini, Marcelo Serrado e Eri Johnson, entre outros.

Hilda Furacão

Hilda Furacão estreou no dia 27 de maio de 1998.

Escrita por Glória Perez, foi produzida pela Rede Globo sob direção de Wolf Maya.

A trama teve 32 capítulos e contou com a atuação de Ana Paula Arósio, que na época era contratada do SBT. Na ocasião, ela foi emprestada para a Globo e após as gravações retomou seu trabalho na emissora paulista.Além de Ana Paula, integraram o elenco os atores, Rodrigo Santoro, Danton Mello, Thiago Lacerda, Rosi Campos, Débora Duarte, Eva Todor, Carlos Vereza, Arlete Salles, Paulo Autran, Mário Lago, Tarcísio Meira, Stênio Garcia, Tereza Seiblitz, Zezé Polessa, Paloma Duarte, Cláudia Alencar, Matheus Nachtergaele, Marcos Frota, Jackson Antunes, Paulo Betti, Eliane Giardini e Luís Mello, entre outros.

A novela foi baseada no livro, que por sua vez, foi baseado na história de juventude de Hilda Maia Valentim, conhecida na zona boêmia de Belo Horizonte, como Hilda Furacão.
Hilda Maia faleceu no dia 29 de dezembro de 2014, aos 84 anos, em um asilo em Buenos Aires, na Argentina.

Na trama, Hilda Müller, que, pronta para se casar, desiste, após surpreendente revelação da cartomante Madame Janete, e vai parar num prostíbulo de Belo Horizonte. Cercada por prostitutas, vagabundos, travestis e cafetões, ela entra no Maravilhoso Hotel e passa a ocupar o quarto 304. Mas o que levou a rica Hilda Müller a transformar-se na prostituta Hilda Furacão? Dentro desse contexto, o frei Malthus sente que poderia realizar um milagre, exorcizar o demônio de Hilda Furacão. No entanto, os dois se envolvem profundamente em uma trama de emoções e num amor platônico.

Escrava Anastácia

A minissérie Escrava Anastácia, de Paulo César Coutinho, estreou no dia 15 de maio de 1990, na Rede Manchete.

Com direção de Henrique Martins, a minissérie teve 4 capítulos e contou com a atuação de Ângela Correa, Tarcísio Filho, Carolina Ferraz, Neuza Borges e Solange Couto, entre outros.

A minissérie foi reprisada no mesmo ano, de 10 a 13 de setembro.

A trama conta a história em geral dos negros que eram levados da África a força para outros países, tendo que se habituar aos costumes, religião, língua e cultura do homem branco.

A minissérie gira em torno da bondosa, porém sofrida Escrava Anastácia, que ainda com seu nome de batismo Ojú Orun, é caçada na África e brutalmente levada como mercadoria, sofrendo todo tipo de castigo e humilhação, através do navio negreiro rumo ao Brasil, onde é marcada em ferro em brasa, é vendida e passa a se chamar Anastácia. Ela passa a trabalhar num engenho de açúcar, uma grande fazenda, sendo forçada a aprender a língua portuguesa e a cultuar o catolicismo. O homem que a comprou, e agora seu senhor a quem deve obedecer em tudo sem contestar se chama Dom Antônio.

Anastácia revela ter o dom da cura, um dom mediúnico para curar as pessoas com rezas e ervas e passa a fazer essas curas em negros doentes e começa a despertar em seu senhor a atenção por sua imensa beleza, causando muitos ciúmes em sua patroa, Sinhá. Outro homem que fica perdidamente enfeitiçado pela negra é o Feitor Fluentes. Isso desperta a maldade entre o feitor e o senhor da fazenda, que pensam em satisfazer seus desejos sexuais com a pura escrava.

Nesse novo rumo que sua vida tomou, agora ela se tornou um ser infeliz, pois foi privada da liberdade a qual todos tem direito. Ela também sofre por todos os negros que estão na mesma situação de escravos, porém, mesmo sofrendo, seu bondoso coração jamais deixou de ajudar e amar o próximo. Nessa fazenda tudo de mau pode ocorrer a pobre escrava, já que agora ela passou a ser um objeto de trabalho e prazer, e não um ser humano, aos olhos cruéis dos brancos ricos.


Anos Dourados.

A minissérie Anos Dourados, de Gilberto Braga, estreou no dia 5 de maio de 1986.

Com 20 capítulos, a trama teve direção de Roberto Talma e contou com a atuação de Malu Mader, Felipe Camargo, Betty Faria, José de Abreu, Nívea Maria, Isabela Garcia, Taumaturgo Ferreira, Antonio Calloni e Vera Gimenez, entre outros.

Lurdinha (Malu Mader) e Marcos (Felipe Camargo) se apaixonam, mas os pais de Lurdinha rejeitam o rapaz por ele ser filho de pais separados. Mas são influenciados por uma professora a aceitar o namoro dos dois, pois acreditavam que, concedendo permissão para o romance, ela logo se desinteressaria dele.

Com o tempo, Lurdinha e Marcos enfrentam outro tabu da época: a virgindade. A jovem chega a perguntar para a mãe se é normal sentir desejo pelo namorado, e Dona Celeste, sempre repressora, responde: “Sexo é pecado. A mulher só pratica o sexo depois de casada, para satisfazer o marido”.

Depois de muitos conflitos, Marcos e Lurdinha terminam juntos e felizes. Dr. Carneiro se suicida quando descobrem que ele tem uma amante, já Celeste não consegue superar o golpe e entra em depressão.



A Invenção Do Brasil

A minissérie A Invenção do Brasil, de Jorge Furtado, estreou no dia 19 de abril de 2000, na Rede Globo.

A minissérie de 3 capítulos, apenas, falava da descoberta do Brasil pelos europeus. A produção foi transformada em filme e relançada no cinema. O roteiro foi de Jorge Furtado e Guel Arraes e a direção de Guel Arraes.

Contou com Selton Mello, Camila Pitanga, Deborah Secco, Luís Melo, Tonico Pereira, Diogo Vilela, Pedro Paulo Rangel e Débora Bloch nos papéis principais. Narração de Marco Nanini.


E ainda:
Hà 46 anos estreou Minha Doce Namorada de Vicente Sesso, no dia 19 de abril de 1971, na Globo.