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Todas as minisséries de 1990 - da TV Globo
O Guarani - Rede Manchete
A obra televisiva de 1991, foi escrita por Walcyr Carrasco que se inspirou no romance O Guarani de José de Alencar. Contou com a direção de Marcos Schechtman, ficou no ar entre 19 de agosto a 28 de setembro e rendeu à Rede Manchete 13 pontos de audiência.
A história original foi escrita por José de Alencar em 1857, como uma novela, mas tendo os capítulos publicados no jornal impresso Diário do Rio de Janeiro entre janeiro e abril. O primeiro episódio foi liberado no 1º dia do ano e no final do mesmo o romance completo foi publicado como livro com pequenas alterações em relação ao que já era de conhecimento público.
Essa obra fez de José de Alencar um autor super reconhecido e foi republicada por diversas editoras, atualmente encontra-se em domínio público, ou seja, qualquer pessoa pode transformar o livro em novela, série, filme, obra de teatro... no que quiser sem ter que pagar direitos autorais.
Na época a Angélica era a maior estrela da Manchete e já tinha atuado em três filmes dos Trapalhões, Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva em 1988, Os Trapalhões Na Terra Dos Monstros em 1989, e Uma Escola Atrapalhada em 1990. Na TV, como atriz, esse foi o seu primeiro papel. Na época, com 17 anos, quase completando 18, fez par romântico com Leonardo Brício que já tinha 28 anos.
Ele estreou como ator em 1984, no Teatro. Na TV a sua estreia aconteceu em 1989 com uma pequena participação na novela Tieta, depois fez a minissérie Na Rede De Intrigas na Rede Manchete e, então, O Guaraní. Ou seja, essa foi a sua terceira obra televisiva e já tinha trabalhado com Angélica no ano anterior, em 1990, no filme Uma Escola Atrapalhada.
Quanto ao Walcyr Carrasco, essa foi a sua segunda obra para a televisão. Ele ajudou no roteiro do seriado Joana que estreou em 1984 na Rede Manchete e depois teve a segunda temporada exibida no SBT em 1985, mas como um folhetim para chamar de seu, o primeiro foi a novela Cortina de Vidro que passou no SBT em 1989. Então, de uma certa forma eram todos iniciantes, do autor aos protagonistas.
Foi a estreia de Luigi Baricelli que interpretou o Dom Diogo de Mariz, e de Leila Lopes que no papel de Severina. Mas O Guarani teve nomes bem conhecidos também, a Nani Venâncio que ficou super famosa quando estrelou a vinheta de Pantanal estava presente, foi o último trabalho na televisão do ator Caíque Ferreira que faleceu em 1994 por complicações do vírus HIV, e a super famosa Monique Evans interpretou a indígena Truíra, ela já tinha atuado em outras obras da Manchete e da Globo também, mas depois disso só voltou a atuar em 2008 na série Aliece produzida pela HBO.
Vários outros atores experientes e respeitados na dramaturgia fizeram parte do elenco, além de indígenas de verdade. Esse foi um grande trunfo da Manchete.
A vinheta de abertura mostra cenas da minissérie com um efeito alaranjado tendo a música Ópera Indígena de Priscilla Ermel de fundo. Ela usou alguns acordes da ópera O Guarani de Carlos Gomes, de 1870.
A história se passa na primeira metade do século 17, quando o português D. Antônio de Mariz mantém a lideraça de sua casa-forte, às margens do Pequequer que é afluente do Rio Paraíba, sob duras ordens de disciplina. Mas acaba acolhendo também um bandos de mercenários que apenas querem explorar as riquezas da tera.
Loredano, o vilão da história, tem como plano destruir toda a família, mas Cecília conta como acompanhante o forte e corajoso Peri, que apesar de se envolver em perigos para defender a moça, ainda é visto como um animal por algumas pessoas pelo fato de não ser cristão.
Os portugueses não eram amigos dos nativos, aliás, eram tratados como alvo de uma vingança pelos indígenas depois de Diogo, filho de D. Antônio e irmão de Ceci, ter tirado a vida de uma criança da região ao confundi-la com uma onça.
Durante o ataque dos nativos aos portugueses, D. Antônio entrega Ceci aos cuidados de Peri depois de o batizá-lo e provoca uma grande explosão ao atear fogo no depósito de munições da casa tirando a vida de todos os presentes.
Peri e Ceci vivem o drama de um românce improvável, já que um deles nunca estará totalmete integrado na cultura do outro, então, a moça toma a atitude de se jogar ao rio que está subindo rapidamente devido a uma forte tempestade e o rapaz salta em seguida com o propósito de salvá-la, no entanto, sua intenção era que ambos não pudessem mais voltar à terra firme para que fossem imortalizados em meio ao habitat do jovem guerreiro.
Curiosidades
O Peri de Walcir Carrasco é da etnia Aimoré, um grupo indígena que ocupava o sul da Bahia, norte do Espírito Santo e Minas Gerais. Eram nômades e se alimentavam de carne humana.
O personagem do livro de José de Alencar é da etnia Guaitacá que vivia entre o sul do Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro, temidos pelos portugueses, apesar de negociar com eles sem contato direto. Costumavam deixar coisas em um ambiente limpo para depois recolher o que os europeus dexavam como troca.
Tinham a pele mais clara e uma estatura maior do que os demais indígenas da região. Corriam bem e nadavam bem, então, como os portugueses que queriam ocupar a região não se viam fisicamente equiparados deixaram roupas contaminadas por varíola no ambiente de troca, a doença dizimou toda a populão já que os indígnes não tinham anticorpos.
Antonio Carlos Gomes compôs a Ópera O Guarani em 1870, quando já estava na Itália. A obra foi usada como trilha do filme O Guarani, em 1979, com o ator David Cardoso no papel de Peri e a atriz Dorothée Marie Bouvyer como Ceci. Ele ficou muito conhecido pelos vários filmes eróticos que ele protagonizou ao longo de sua carreira.
A Ópera O Guarani de Carlos Gomes também serviu de trilha para o filme O Guaraní de 1996, que contou com Márcio Garcia no papel de Peri e a atriz Tatiana Issa como Ceci.
Desde 1935, no governo de Getúlio Vargas, as rádios transmitem, obrigatoriamente um noticiário com os principais acontecimentos do país, sempre às 19h. Em 1938, a transmissão radiofônica foi nomeada de A Voz do Brasil e tem como tema de abertura a Ópera O Guarani de Carlos Gomes.
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Riacho Doce
No dia 31 de julho de 1990, a TV Globo levou ao ar a minissérie Riacho Doce, uma belíssima teledramaturgia com um elenco de estrelas em um cenário paradisíaco. Foi mais uma produção da casa para prender os telespectadores que mudavam de canal para acompanhar a novela Pantanal na Rede Manchete, e dessa vez usando as mesmas estratégias.
Aguinaldo Silva ficou incumbido de escrever Riacho Doce, e desde o início do projeto até a sua estreia foram apenas dois meses de trabalho, ou seja, a toque de caixa, pois a emissora não podia perder tempo. Ele optou por essa trama porque já conhecia o enredo através do livro de José Lins do Rego, lançado em 1939, que levava o mesmo nome da minissérie e que tinha lido em sua infância. O autor se encarregou de dar vida aos personagens e construir com muita liberdade na adaptação, embora preservando a sensualidade e as emoções da obra original, e o diretor Paulo Ubiratan se encarregou de acrescentar as belíssimas imagens do fundo do mar, inspirado em um episódio do Globo Repórter sobre Fernando de Noronha.
Enquanto no livro a protagonista é Edna, natural da Suécia, que se muda para o Brasil para acompanhar o marido Carlos, transferido para o litoral de Alagoas a fim de trabalhar na exploração de petróleo. Na minissérie ela se chama Eduarda, e embora tenha passado um período na Suécia, é catarinense e acompanha o marido que quer resgatar a carga de um navio afundado no litoral nordestino. De pele muito clara, distinta dos residentes do vilarejo que estão acostumados a tomar muito sol, a moça se apaixona pelo pescador Nô, com quem acaba se envolvendo amorosamente e provocando desconforto aos nativos da região que estimulados pela feiticeira do local a atacam com paus e pedras.
Apesar do nome, Riacho Doce, a trama se desenrola no litoral, ou seja, as cenas subaquáticas foram feitas no mar, que como sabemos é de água salgada. O título da obra se trata do nome do local onde tudo acontece.
Para a série da TV as cenas foram gravadas em Pernambuco, algumas na praia Carne de vaca, distrito de Goiana, a última praia pernambucana que faz fronteira com o litoral paraibano, e também no arquipélago de Fernando de Noronha.
Além de Vera Fischer interpretando a Eduarda, Herson Capri que fazia o papel de seu marido, o Carlos Anderson, e Carlos Alberto Riccelli que interpretou o pescador Nô Nunes, Luiza Tomé interpretou a Francisca, Nelson Xavier o capitão Laurindo Ventura e Fernanda Montenegro a Vó Manuela Nunes, também faziam parte do núcleo principal. E a trama ainda teve a participação de Ewerton de Castro, Beth Goulart, Suzy Rego, Pedro Vasconcelos e Osmar Prado, entre outros atores.
O enredo gira em torno do romance proibido de Eduarda e Nô, pois ela é casada e ele tem o corpo fechado para o amor, magia feita pela Vó Manuela, a pessoa mais temida e respeitada do lugar, que esperava que seu neto seguisse o seu legado. Qualquer mulher que se apaixonasse por ele, ou ousavam tentar alguma coisa com o rapaz, acabavam sofrendo uma trágica consequência. Para a protagonista não foi diferente e, apesar de ter sido salva pelo seu amado de um linchamento, ambos acabam isolados em uma praia deserta, distante do alcance de qualquer pessoa o que dá a entender que se suicidaram no mar quando ficaram a deriva depois da fuga.
A minissérie ganhou um disco com a trilha sonora com Luiza Tomé na capa. O disco tinha 12 faixas.
1 - Estudo em Mi Maior Opus 10: André Kostelanetz.
2 - O Bem e o Mal: Danilo Caymmi.
3 - O que é o Amor: Selma Reis.
4 - Iluminada (Balada No.1 em Sol Menor): Ithamara Koorax.
5 - Manuela: Ary Sperling.
6 - Iniciação: Ary Sperling.
7 - O Bem e o Mal: Instrumental.
8 - Morena: Maria Bethânia.
9 - O Sonho se Perdeu: Milton Guedes.
10 - Flor da Idade: Bebel Gilberto.
11 - Lamentos do Mar: Ary Sperling.
12 - Pescadores: Ary Sperling.
Curiosidades.
Em 1991, a minissérie foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, dividindo espaço com a novela Top Model, e foi reprisada novamente em 1998, em 30 capítulos, dentro da faixa Tempo de Verão, exibida no lugar do seriado Malhação que estava no hiato entre a terceira e a quarta temporada. Foi lançada em vídeo nos anos 90, depois em uma caixa com 5 DVDs em 2007, e entrou no catálogo do serviço de streaming Globoplay em janeiro de 2021.
A personagem Cristina, interpretada por Suzy Rêgo, deveria ter sido feita por Tatiana Toffoli. E Helena, interpretada pela atriz Beth Goulart, deveria ter sido feita por Cássia Kiss que chegou a ir para Fernando de Noronha, mas se desentendeu com o Diretor Paulo Ubiratan e foi cortada do elenco.
Vários moradores da praia de Carne de Vaca, em Pernambuco, foram figurantes da trama. Depois do fim das filmagens, algumas pessoas queriam mudar o nome da praia, de Carne de Vaca para Riacho Doce, mas parte da população não aceitou a ideia.
No entanto, existe um bairro chamado Riacho Doce, no litoral de Maceió, em Alagoas, também conhecido como praia da Sereia e foi palco de uma disputa envolvendo interesses estrangeiros norte-americanos e alemães, por volta de 1935, em relação a pesquisas sobre petróleo que eram ali desenvolvidas. Provavelmente isso tenha inspirado José Lins do Rego para escrever o romance.
E o livro Riacho Doce também foi adaptado para o cinema com o título de Bela Donna, um filme brasileiro e estadunidense de 1998, com Eduardo Moscovis interpretando o pescador Nô e Natasha Henstridge no papel de Donna, que na minissérie é Eduarda, interpretada por Vera Fischer.
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Boca do Lixo.
Anos Rebeldes.
A Pedra Do Reino.
O Sorriso do Lagarto - Telenovelas.
No dia 4 de junho de 1979 estreou Cabocla, Benedito Ruy Barbosa, na Rede Globo.
As Noivas de Copacana - Telenovelas.
As Noivas de Copacabana estreou no dia 2 de junho de 1992.A minissérie foi escrita por Dias Gomes, e foi dirigida por Roberto Farias. Com 16 capítulos, a trama teve a atuação de Miguel Falabella, Reginaldo Faria, Patrícia Pillar, Hugo Carvana,
Zezé Polessa e Márcia Cabrita, entre outros.
Foi reapresentada em formato de telefilme pela Rede Globo, assim como outras minisséries de grande sucesso, em comemoração aos 50 anos da emissora, no especial Luz, Câmera, 50 Anos, em 20 de janeiro de 2015.
Ambientada em 1989, no Rio de Janeiro, a minissérie tinha como protagonista um assassino em série obcecado por mulheres vestidas de noiva. Ele mata suas vítimas seguindo um meticuloso ritual. Seduz as mulheres e as estrangula em pleno ato sexual, sempre que elas estão vestidas de noiva. Só dessa forma ele consegue atingir o orgasmo.
No dia 2 de junho de 1992 estreou As Noivas de Copacabana, de Dias Gomes, na Rede Globo.
No dia 2 de junho de 2008 estreou A Favorita, de João Emanuel Carneiro, na Rede Globo.
No dia 2 de junho de 2014 estreou Vitória, de Cristianne Fridman, na Rede Record.
Sex Appeal - Telenovelas.
Sex Appeal estreou no dia 1 de junho de 1993, na Rede Globo.Escrita por Antônio Calmon, a minissérie teve 20 capítulos, com direção de Ricardo Waddington e Ary Coslov.
Contou com a atuação de Mário Gomes, Elizabeth Savalla, Dennis Carvalho, Luana Piovani, Nico Puig, Felipe Folgosi, Danielle Winits, Camila Pitanga, Carolina Dieckmann, entre outros.
A trama que abordava o mundo da moda também tinha teor policial e foi responsável por lançar vários atores, como Luana Piovani, Nico Puig, Felipe Folgosi, Danielle Winits, a ex Angeliquete Camila Pitanga, Carolina Dieckmann e Supla, entre outros.
Na trama, Sex Appeal era uma agência de modelos que promovia concursos para escolher uma nova top model. Entre as concorrentes estavam Angel, Patrícia, Vilma, Eva, Andrea e Claudinha.
Desejo.
Hilda Furacão
Hilda Furacão estreou no dia 27 de maio de 1998.Escrita por Glória Perez, foi produzida pela Rede Globo sob direção de Wolf Maya.
Escrava Anastácia
A minissérie Escrava Anastácia, de Paulo César Coutinho, estreou no dia 15 de maio de 1990, na Rede Manchete.Anos Dourados.
A minissérie Anos Dourados, de Gilberto Braga, estreou no dia 5 de maio de 1986.Com 20 capítulos, a trama teve direção de Roberto Talma e contou com a atuação de Malu Mader, Felipe Camargo, Betty Faria, José de Abreu, Nívea Maria, Isabela Garcia, Taumaturgo Ferreira, Antonio Calloni e Vera Gimenez, entre outros.
Lurdinha (Malu Mader) e Marcos (Felipe Camargo) se apaixonam, mas os pais de Lurdinha rejeitam o rapaz por ele ser filho de pais separados. Mas são influenciados por uma professora a aceitar o namoro dos dois, pois acreditavam que, concedendo permissão para o romance, ela logo se desinteressaria dele.
Com o tempo, Lurdinha e Marcos enfrentam outro tabu da época: a virgindade. A jovem chega a perguntar para a mãe se é normal sentir desejo pelo namorado, e Dona Celeste, sempre repressora, responde: “Sexo é pecado. A mulher só pratica o sexo depois de casada, para satisfazer o marido”.
Depois de muitos conflitos, Marcos e Lurdinha terminam juntos e felizes. Dr. Carneiro se suicida quando descobrem que ele tem uma amante, já Celeste não consegue superar o golpe e entra em depressão.




























