Quinze Anos
No dia 1º de outubro de 1991, estreou a novela mexicana Quinze Anos, no SBT. O nome, Quinceañera, foi exibida pelo canal Las Estrellas, da Televisa, em outubro de 1987. Foi a segunda telenovela de Thalía, a primeira tinha sido a Pobre señorita Limantour, no mesmo ano. E foi a segunda telenovela escrita por René Muñoz, adaptada do filme de mesmo nome e de autoria dele próprio. O folhetim inovou ao ser tornar um dos primeiros no México a tratar de assuntos até então considerados tabus, tais como gravidez na adolescência, drogas e gangues.
A trama gira em torno de Beatriz e Maricruz, interpretadas por Thalia e Adela Noriega, que estudam juntas e são melhores amigas de classes econômicas distintas. Ambas estão prestes a completar quinze anos e sonham com suas respectivas festas de debutantes, mas apesar dessa primeira impressão parecer um conto de fadas, esse sonho rosa se perde na densidade dos dramas que ambas passam como vítimas de personagens de carater duvidosos.
A novela foi a primeira teledramaturgia do México pensada para o público adolescente. A produtora Carla Estrada encontrou resistência dos executivos da Televisa na escalação dos atores, mas conseguiu dar os papèis para os profissionais que acreditava serem os melhores para a trama, lançando alguns novatos no mercado televisivo.
Adela Noriega, com 18 anos na época, estava cotada para protagonizar Rosa Selvajem que acabou sendo feito por Verónica Castro. Ou seja, Adela interpreta uma menina de 14 anos, com 18, e Verónica Castro interpreta uma jovenzinha quando já tinha 35 anos. Thalia estava mais próxima da sua personagem, ela tinha 16 anos quando Quinceañera estreou. E outro detalhe, a sua primeira telenovela foi um fracasso de audiência e repercussão, ela era integrante do grupo Timbiricheentão, então, esse segundo papel é que realmente ficou mais marcante em sua carreira de atriz, antes das Marias que fez depois.
Paulina Rubio que também integrava o grupo Timbiriche e é super conhecida no México, foi a primeira opção para o papel de Beatriz na novela, mas ela recusou o convite pelo fato da personagem engravidar, o que poderia manchar sua carreira. Ironicamente ela coleciona escândalos ao longo dos anos em que atua como artista, e se tornou uma das maiores rivais de Thalia na época em que dividiam palco.
Quinceañera sofreu forte censura do governo mexicano que não permitia a exibição de temas sensíveis e algumas, pasme, palavras consideradas desaforadas, como amante. Então a equipe da novela teve que modificar as palavras proibidas e um estupro que ocorreria foi abordado como um fato que ocorreu apenas na cabeça da protagonista.
No SBT, a novela alcançou uma média de 15 pontos, um sucesso para a emissora. Em setembro de 1997 foi apresentada também pela CNT, e em 2000, ganhou um remake chamado Primer amor... a mil por hora, protagonizada por Anahí, exibida no SBT em 2003. Depois, em 2012 teve outro remake mais suavizado chamado Miss XV exibido na Nickelodeon e no Canal 5 do Mexico.
Jardim Botânico de Curitiba
No dia 5 de outubro de 1991, foi inaugurado o Jardim Botânico de Curitiba, capital do Paraná, que se tornou o cartão postal da cidade. O parque possui uma área de 278 mil metros quadrados, no bairro Jardim Botânico. O que pouca gente sabe, eu que morei dez anos lá nem tinha me dado conta é que o nome oficial do parque é Jardim Botânico Francisca Rischbieter, é uma homenagem a uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano da cidade.
A principal estufa foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século 19, e mantém espécies da Floresta Atlântica. Do seu interior é possível ter uma vista privilegiada do jardim, a sua frente, que lembra um labirinto. O parque é bem grande, muito agradável, muita gente vai para tomar sol, fazer pique-nique, e tem muitos turistas.
Tem também um Espaço Cultural com exposições permanentes e venda de livros, e musceu com biblioteca e auditório. Atualmente o Museu Botânico de Curitiba tem o quarto maior herbário do país, com aproximadamente 400 mil plantas secas preparadas para coleção e no parque funciona um centro de pesquisa da flora do Paraná e do Brasil.
Uma das zonas abertas ao público é o Jardim das Sensações, onde se pode tocar em plantas de diferentes formas, texturas e aromas, além de percurso de água e cascata construída para proporcionar uma experiência bem agradável. Em 2007, o Jardim Botânico de Curitiba foi o monumento mais votado numa eleição para escolha das Sete Maravilhas do Brasil, promovido pelo site Mapa-Mundi, mas a equipe deixou o parque de foram, alegando falta de critérios nos conceitos de avaliação.
Mundo da Lua
No dia 6 de outubro de 1991, estreou o seriado Mundo da Lua, na TV Cultura. Foi criado e escrito por Flávio de Souza que contou com uma grande equipe de roteiristas e direção de Roberto Vignati.
Luciano Amaral, com 12 anos na época, foi o protagonista da série, interpretando Lucas, que tinha ganhado um gravador de seu avô paterno, o Orlando, interpretado por Gianfrancesco Guarnieri, no seu aniversário de dez anos e, então, cada vez que algo não lhe saia bem, utilizava o aparelho para gravar histórias de como gostaria que as coisas tivessem acontecido.
Felicidade
No dia 7 de outubro de 1991, estreou a novela Felicidade no horário das seis, na TV Globo. Foi escrita por Manoel Carlos, baseada em obras do autor Aníbal Machado, como A Morte da Porta-Estandarte e Tati, a Garota. Teve direção geral e de núcleo de Denise Saraceni e contou com as atuações de Maitê Proença, Tony Ramos, Vivianne Pasmanter, Herson Capri, Marcos Winter, Edney Giovenazzi, Monique Curi, Maria Ceiça, Laura Cardoso, Yara Cortes, Maurício Gonçalves, Tatyane Goulart, Eduardo Caldas, Umberto Magnani e Ariclê Perez.
A trama gira em torno de Helena, vivida por Maitê Proença, que vivia na pacata cidade de Vila Feliz, em Minas Gerais, mas se muda para o Rio de Janeiro onde vende as roupas de bebê, da falsa gravidez que culminou no fim do seu casamento, e reencontra Álvaro, vivido por Tony Ramos, por quem se apaixonou antes de se casar. No entanto, ele está noivo de Débora, personagem de Viviane Pasmanter, que é uma verdadeira psicopata devido o ciúme doentio que tem do noivo.
Helena engravida, de verdade, de Álvaro, mas só revela a sua filha, a Bia, vivida por Tatyane Goulart, que ele é seu pai no penúltimo capítulo. E o final é tipo novela mexicana, Débora foge, depois de tentar matar Helena, e fica paralítica depois de sofrer um grave acidente e é levada a Londres para fazer um tratamento e voltar a andar. Depois de cinco anos, Helena engravida novamente de Álvaro e vivem felizes com Bia e Alvinho.
Felicidade foi a primeira novela de Viviane Pasmanter que, antes disso, tinha feito uma fada madrinha no episódio Cinderela do infantil Rá-Tim-Bum da TV Cultura. E marcou o retorno de Manoel Carlos à TV Globo, após oito anos fora da emissora, nesse tempo ele escreveu as minisséries Viver a Vida e Joana, além da novela Novo Amor, na Rede Manchete, e a minissérie O Cometa, na Band.
Ele já tinha entregado a sinopse de uma novela alguns anos antes de receber o convite para voltar a escrever na Globo, mas preferiu uma nova história e criou o enredo de Felicidade. Manoel Carlos era famoso por atrasar a entrega de capítulos, mas a novela substituta seria Mulheres de Areia e Glória Pires engravidou, então, a produção foi adiada e para dar tempo da emissora encontrar outra trama, e assim ele teve que estender o dramalhão de Helena, Álvaro e Débora por mais tempo do que havia planejado.
A vinheta mostra pessoas que mudam de humor quando são envolvidas por um arco-ìris e finaliza com uma menina voando dentro do arco-íris que se converte no nome da novela, ao som da música Felicidade, do grupo Roupa Nova.
A novela teve dois álbuns musicais. A trilha sonora nacional, com a atriz Vivianne Pasmanter na capa, com 14 faixas, das quais duas são do grupo Roupa Nova. Começo Meio e Fim, e o tema de abertura. E a trilha internacional com a atriz Monique Curi na capa, com 14 faixas também.
Pela primeira vez, a Globo reexibiu o penúltimo capítulo da novela em uma sexta-feira, então, como o último capítulo foi ao ar no sábado, a sua reapresentação, de praxe, aconteceu na segunda-feira, antes da estreia da noval novela das seis, Despedida de Solteiro. Felicidade teve média geral de 33,7 pontos, um índice considerado satisfatório por conta da boa repercussão.
O Fantasma da Ópera
No dia 15 de outubro de 1991, estreou a minissérie O Fantasma da Ópera, no horário das novelas das 21h da Rede Manchete. Foi escrita por Paulo Afonso de Lima e Jael Coaracy, que nada mais é do que uma adaptação da obra homônima de Gaston Leroux. Teve direção geral de Del Rangel e contou com Carolina Ferraz, Cláudio Marzo, Tarcísio Filho, Rosamaria Murtinho, Marcos Caruso e um grande elenco.
A história é sobre uma sucessão de crimes que acontecem no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, quando Cristina Andreatti, papel de Carolina Ferraz, se prepara para estrear Marília de Dirceu, ópera inédita assinada pelo maestro Antônio Medeiros, personagem de Sérgio Britto. Rodrigo Alfredo do Vale, interpretado por Cláudio Marzo, dado como morto há vários anos, na verdade, está vivo e habita os porões do teatro, ocultando seu rosto desfigurado. Ele se apaixona por Cristina e tenta provar que não é autor dos crimes acontecidos em série nos ensaios da ópera.
A minissérie da Manchete foi produzida às pressas para servir como um tapa-buraco para que a equipe da novela Amazônia resolvesse alguns problemas que atrasaram a estreia. E a produção estava bem atrasada, era para ter entrado no ar em julho, mas parte da equipe e do elenco contraiu malária e febre amarela, além de encontrarem dificuldades na logística do transporte entre as gravações no meio da mata e no centro urbano.
A História de Ana Raio e Zé Trovão foi estendida por mais três meses além do previsto, e ainda os capítulos iniciais de Amazônia não estavam prontos, então, a direção escalou Geraldo Vietri e Del Rangel para criarem às pressas uma adaptação brasileira de O Fantasma da Ópera. A produção foi gravada de forma rápida e improvisada, o que não passou batido pelas análises dos críticos que lamentaram a falta de cuidado da emissora, e o resultado comercial foi desastroso, derrubou a audiência do horário, que vinha na casa dos 20 pontos para apenas 4 pontos.
Nasceu Nesse Mês
O ator Tyler Garcia Posey nasceu em Santa Mônica, no Estado de Califórnia nos Estados Unidos, no dia 18 de outubro de 1991. Ele começou a atuar em comerciais de TV aos cinco anos e aos seis já estava se apresentando no teatro com seu pai, também ator e roteirista.
Em 2000 fez sua primeira participação em uma produção cinematográfica, no filme Homens de Honra e em 2011 assumiu o papel protagonista da série Teen Wolf, da MTV, durante oito temporadas.
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