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Maio de 1996

Sangue do Meu Sangue

No dia 4 de maio de 1996, chegou ao fim a novela Sangue do Meu Sangue, no SBT. O folhetim era um remake da original produzida em 1969 pela TV Excelsior e esperava-se que alcançasse pelo menos 25 pontos de picos, mas se manteve com 11 de média e 13 de pico. Os autores se desentederam, os capítulos tiveram cenas escritas fora de ordem e o autor da versão original, Vicente Sesso, entrou para salvar a audiência desagradando boa parte do elenco.

O ator Osmar Prado chamou o autor de irresponsável e inescrupuloso por ter sido muito deselegante com atores e adaptadores. Mas outros atores como Lucélia Santos, Marcela Muniz e Delano Avelar ficaram satisfeitos com as modificações que foram feitas em relação a seus personagens na obra. Sangue do Meu Sangue teve um álbum com a trilha sonora.


Explode Coração

No dia 4 de maio de 1996, chegou ao fim a novela Explode Coração, na TV Globo. Foi escrita por Glória Perez e teve direção geral de Dennis Carvalho.  Tereza Seiblitz e Ricardo Macchi interpretaram o casal de ciganos que sofreram muitos desencontros ao longo do folhetim. Essa novela foi o início das misturas de culturas que ficaram caracterizadas nas obras de Gloria Perez como O Clone, Caminho das Índias e Salve Jorge. Tem um vídeo aqui no canal sobre Explode Coração.


O Fim do Mundo

No dia 6 de maio de 1996, estreou O Fim do Mundo, na TV Globo, escrita por Dias Gomes e com direção geral de Paulo Ubiratan. A novela teve apenas 35 capítulos e tinha sido escrita para ser exibida na faixa de horário das minisséries, mas como a produção de O Rei do Gado estava atrasada, substituiu Explode Coração já que Glória Perez não podia esticar sua novela até que a sucessora estive pronta para estrear. Tem um vídeo aqui no canal sobre essa novela.


Antônio Alves - Taxista

No dia 6 de maio de 1996, estreou a novela Antônio Alves - Taxista, no SBT. É uma versão da telenovela argentina Rolando Rivas - taxista, de 1972, foi produzida pela produtora argentina Ronda Studios com Fábio Júnior no papel principal. Além dele estiveram no elenco a Guilhermina Guinle, Rubens Caribé, Eliete Cigarini, Elaine Cristina, Daniela Camargo e Murilo Rosa nos papéis principais. O elenco viajou para Buenos Aires para gravar a novela, mas teve cenas gravadas em São Paulo e Florianópolis também. 

Fábio Júnior recusou interpretar o protagonista de O Fim do Mundo na Globo, mas aceitou protagonizar Antonio Alves - taxista como forma de homenagear seu pai, que era taxista, e pela oportunidade de contracenar com sua esposa na época, a Guilhermina Guinle, que, por sua vez, foi uma condição que ele impôs para aceitar a novela.

Sônia Braga foi convencida a aceitar o papel da antagonista Odile após assistir os primeiros capítulos de Éramos Seis. Já faziam 16 anos desde sua última novela no Brasil, quando depois que se mudou para os Estados Unidos para se dedicar a filmes em Hollywood. No entanto, após gravar as primeiras cenas, o salário de um milhão de reais não foi suficiente para segura-la e rompeu o contrato alegando que o texto era de péssima qualidade e a produção de baixo orçamento, bem diferente de Éramos Seis. O alto salário não pagaria os prejuízos que a obra causaria em sua imagem.

E tinha razão, vários críticos apontaram falhas de continuidade, muitos erros gramaticais e ortográficos e péssima iluminação. A novela estreou com 13 pontos, mas foi perdendo público gradativamente e chegou a marcar 4 pontos. Em 1997, a equipe da Folha deu a Antônio Alves - Taxista o Troféu Santa Clara como pior programa de 1996.

Branca Camargo ocupou o papel de Sonia Braga, mas a personagem teve o nome alteradao para Claudine. e a novela teve um álbum com a trilha sonora com 13 faixas, das quais três são de Fábio Júnior.


Colégio Brasil

No dia 6 de maio de 1996, estreou a novela Colégio Brasil, no SBT. Foi produzida pela JPO Produções com roteiro de Yoya Wursch, a roteirista de Sonho de Verão com as Paquitas e os Paquitos, e dirigida por Roberto Talma e José Paulo Vallone. Giuseppe Oristânio, Maria Padilha, Patrícia de Sabrit, Taumaturgo Ferreira e o ex-integrante do grupo Dominó Afonso Nigro fizeram parte do elenco.

O cenário de maior parte da trama é o colégio Brasil, cujas cenas foram realizadas em uma escola cenográfica de mil e oitocentos metros quadrados, idealizada por Waldir Gunter no bairro nobre paulistano Indianópolis. O tema de abertura foi Chovendo na roseira na voz de Mônica Salmaso, e a trilha ainda contou com canções de Tom Jobim, João Marcelo Bôscoli, Adriana Calcanhoto e Djavan. Colégio Brasil teve 10 pontos de média.


Razão de Viver

No dia 06 de maio de 1996, estreou a novela Razão de Viver no SBT. Foi  escrita por Analy Pinto e Zeno Wilde, com direção geral de Nilton Travesso e Henrique Martins. É um remake da telenovela brasileira Meus Filhos, Minha Vida, escrita por Ismael Fernandes em 1984. Contou com Irene Ravache, Fúlvio Stefanini, Joana Fomm, Adriana Esteves, Marco Ricca, Mayara Magri, Ana Paula Arósio e Eduardo Conde nos papéis principais.

Razão de Viver foi a mais bem avaliada dentre as outras duas que estrearam no mesmo dia, Antonio Alves Taxista e Colégio Brasil. Mas caiu um pouco na audiência em relação as suas antecessoras, a novela teve média geral de 8 pontos.


Backstreet Boys

No dia 6 de maio de 1996 foi lançado o álbum de estreia do grupo Backstreet Boys. A band mais longeva do mercado musical, um verdadeiro fenômeno.

O álbum foi editado várias vezes conforme a popularidade da banda crescia, então, possui versões diferentes nos Estados Unidos, Canadá e Ásia.


Passa ou Repassa

No dia 13 de maio de 1996, Celso Portiolli estreou como apresentador no comando do Passa ou Repassa, nas tardes do SBT, quando a Angélica que estava a frente da atração migrou para a TV Globo. Celso que sempre quis ser apresentador de televisão começou seu namoro com o SBT em 1993, quando passou a enviar ideias de pegadinhas para o programa do Silvio Santos, ele chegou a atuar em algumas delas.

No primeiro programa que Celso assumiu depois da saída da Angélica a plateia não o recebeu bem. Devido o nervosismo, errou seu posicionamento no palco e foi vaiado pelos estudantes que participavam da gincana. Disse, em entrevista, que foi um desastre e que ao chegar em casa tomou vários comprimidos para relaxar e passar o mal-estar. Pensou que tinha perdido a oportunidade de sua vida, mas Silvio pediu que o programa fosse regravado e os números de audiência subiram de 8 para 13 pontos no horário. Em dezembro do mesmo ano o programa voltou aos domingos em edições semanais e ficou no ar até 1998.


Aquela Mulher

No dia  14 de maio de 1996, estreou o programa Aquela Mulher com Marília Gabriela, no canal GNT da Globosat, onde ela entrevistava mulheres que se destacavam em suas áreas, independente de quão famosas eram. O programa durou dois anos e, em abril de 1998, mudou para Marília Gabriela Entrevista passando a incluir entrevistados masculinos também.

Em ambos os programas, Maria Gabriela conversou com mais de 600 entrevistados, entre eles personalidades como Fernanda Montenegro, Cláudia Raia, Rodrigo Santoro, Antônio Fagundes, Luiza Brunet, Reynaldo Gianecchini e Xuxa. Marília Gabriela Entrevista chegou ao fim no dia 2 de dezembro de 2015.


TV Animal

No dia 20 de maio de 1996, Eliana assumiu a apresentação do programa TV Animal, no SBT, que tinha sido apresentado diariamente desde o dia 9 de outubro de 1995 por Angélica que migrou para a TV Globo. Após essa troca de apresentadoras a atração durou poucos meses no ar e muita gente acredita nos boatos de que o público não aceitou a mudança e a audiência caiu.

É verdade que quando Angélica estreou nesse novo formato diário a audiência do horário foi dobrada. Mas com o tempo, os números foram caindo e o SBT decidiu encerrar o TV Animal em julho de 1996, porque já não estava dando o retorno esperado. Porém, Angélica saiu da emissora antes, no final de abril, então, Eliana foi escalada para levar o programa até acabar o contrato com os anunciantes. Não foi pela queda de audiência, pelo contrário, a troca até agradou mais o público, mas o fim já tinha sido decretado e anunciado para os patrocinadores.


O Guarani

No dia 31 de maio de 1996, estreou nos cinemas o filme O Guarani, baseado na obra de José de Alencar, com direção de Norma Bengell e trilha sonora de Wagner Tiso. Contou com Márcio Garcia e Tatiana Issa nos papéis principais de Peri e Ceci, respectivamente. Ainda fizeram parte do elenco os atores Glória Pires, Herson Capri, José de Abreu, Marco Ricca, Imara Reis, Cláudio Mamberti e Tonico Pereira.

A obra, que pretendia ser uma grande superprodução para a retomada do público ao cinema brasileiro, enfrentou problemas técnicos e jurídicos severos, além de sofrer críticas negativas. Alguns artigos o descreveram como adaptação horrenda e caricata, apontando falhas na montagem, ritmo inconstante e atuações pouco convincentes. O filme teve um custo elevado para a época e enfrentou problemas na prestação de contas. O Ministério da Cultura encontrou notas frias e moveu um processo no Tribunal de Contas da União e determinação de devolução de R$ 3,8 milhões da diretora.

Em 1991, a Rede Manchete tinha produzido o romance em forma de minissérie com Angélica e Leonardo Brício nos papéis principais. Tem um vídeo aqui no canal sobre essa obra. Já o filme, não atraiu o público que era esperado e a própria Norma Bengell, em entrevistas anos depois, definiu o longa como a única mácula em sua carreira. 

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