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Álbum Xou da Xuxa

No dia 6 de agosto de 1986 foi lançado o álbum Xou da Xuxa, o segundo de sua carreira. O primeiro foi Xuxa e Seus Amigos lançado em 1985 quando ela ainda apresentava o programa Clube da Criança na Rede Manchete. Esse álbum deu origem aos especiais de Natal que virou uma tradição na Globo e perdurou por quase todo o tempo em que foi contratada da emissora. 

O disco Xou da Xuxa aconteceu de uma maneira bem inusitada, desde o repertório até o encarte, foi sendo produzido do jeito que dava e revolucionou o mercado musical. Algumas faixas foram compostas por indivíduos que não eram compositores, ou músicos. E algumas dessas que fizeram sucesso foram feitas como brincadeiras de pais para filhos.

Como Xuxa estava envolvida com toda a concepção do programa, desde o cenário ao conteúdo, lembremos que a estreia foi atrasada dois meses porque ela não gostou do resultado com o primeiro cenário e pediu para refazer tudo e cabe enfatizar que no primeiro projeto não tinha a nave que virou seu maior símbolo, pois, ela também esteve envolvida na produção do seu disco. Mais precisamente na produção de três das 10 faixas que compuseram o álbum.

Mas a ideia não era produzir um disco, essa decisão foi da gravadora após ver o resultado das três canções gravadas e o Guto Graça Melo que tinha produzido as três ficou encarregado de completar o álbum e usou uma técnica que já era bem conhecida entre os produtores musicais, a voz guia. Isso gera confusão até hoje devido a má interpretação das declarações de Guto. Ele disse que produziu a ⁠Nina Pancevski (foto), que era sua namorada na época, para colocar voz nas músicas e aí muita gente repete que a voz do disco não é a voz da Xuxa.

É sim. A Nina fez a voz guia, ou seja, ela gravou as músicas para que a apresentadora na hora de colocar a voz no estúdio, seguisse a sua gravação. É a mesma coisa que nós fazemos quando cantamos junto com a música que gostamos, a diferença é que Xuxa estava dentro de um estúdio e as músicas eram inéditas, ela não conhecia na voz de ninguém.

Naquela época não existia auto-tune que corrige a voz, então, mesmo com voz guia, a Xuxa precisou gravar várias vezes cada faixa até o Guto se dar por satisfeito e ter um bom material. Como ela não era cantora, não tinha experiência com canto, em algumas gravações certas partes da música ficavam boas, outras não... depois ela acertava o tom em certos trechos e errava em outros... E assim, Guto precisou fazer alguns recortes pegando as partes que ficavam boas de cada gravação até montar toda a música.

E ele disse algumas vezes, pelo menos em uma entrevista eu vi ele falar, que depois de montar a música pedia para a Xuxa ouvir repetidas vezes e cantar toda ela do jeito que tinha ficado. Porque, segundo ele, tentando imitar a si mesmo, uma pessoa consegue fazer melhor do que tentantdo imitar outra. E faz sentido porque o que deu trabalho para conseguir, depois o cérebro, o corpo, tem o registro, recorda o que precisa fazer para chegar naqueles tons.

Outro detalhe das declarações do Guto é que o diretor da Som Livre pediu para ele produzir o disco com canções infantis, mas com o melhor que existia do rock nacional. E teve composições de Rita Lee, Roberto de Carvalho, Frejat... Participação do Evandro Mesquita que era da Banda Blitz... O álbum é puro suco dos anos 80.


Doce Mel

A primeira faixa do lado A é Doce Mel (Bom Estar com Você), de Claudio Rabello e Renato Corrêa. Essa é uma das músicas que Xuxa estava envolvida na produção e foi escolhida para a abertura do programa e ganhou um vídeo clipe produzido pelo Fantástico. Renato Corrêa (foto) que foi integrante do grupo Golden Boys é pai de Rodrigo, um dos integrantes do grupo Os Abelhudos, que contou em uma live que seu pai tinha recebido a incumbência de produzir o instrumental de Doce Mel e não estava conseguindo os acordes iniciais, e foi ele que dedilhou no violão o som que entrou na introdução da música.

Há quem diga que esse acorde inicial de Doce Mel é uma versão sampleada da introdução de outro clássico infantil, Lindo Balão Azul de Guilherme Arantes e a ideia partiu do compositor Lincoln Olivetti. Caso seja verdade, a cópia ficou melhor do que a original e ficou tão marcante que é comparada com The Final Countdown de Europe e  Jump de Van Halen. Em 1988, a Xuxa regravou a música para a abertura do programa, é nítida a diferença na voz dela.


Turma da Xuxa

A segunda faixa é Turma da Xuxa, de Reinaldo Waisman e Robson Stipancovich... Essa foi outra faixa em que Xuxa esteve envolvida na produção para o projeto inicial de dos temas do programa. Os compositores não eram exatamente compositores, o Reinaldo Waisman era o cenografista do da Xuxa e fazia todo e qualquer desenho que fosse necessário. A arte da capa do segundo e do terceiro disco do programa é dele. Foi ele quem criou as fantasias do Dengue e do Praga, criou e interpretou o Moderninho. Então, música não era a sua área.

Quem o ajudou na composição foi Robson Sipancovich (foto) que trabalhava no departamento de som e música das obras do Mauricio de Souza, de onde Reinaldo Waisman saiu para trabalhar com a Xuxa. Robson exercia funções de gravação, mixagem e consultoria de áudio, e atuou também como editor de áudio e imagem em projetos de documentários, jornais e institucionais em São Paulo. A música também ganhou um vídeo clipe.


Peter Pan

A terceira faixa é: Peter Pan, de Rita Lee e Roberto de Carvalho. Dois artistas super consagrados na música brasileira. Eu acho a música uma fofura, mas nunca vi a Xuxa performa-la.


Garoto Problema

A quarta faixa é: Garoto Problema de Frejat e Guto Goffi. Guto é músico, letrista, e foi um dos fundadores da banda Barão Vermelho pela qual passou Cazuza e Frejat como vocalistas. A música Garoto Problema tem a participação de Evandro Mesquita que fazia muito sucesso com a banda Blitz e essa faixa tem duas versões, a primeira em que a Xuxa parece desanimada e entrou nas primeiras 100 mil cópias e a segunda em que ela canta com mais vontade e substituiu a primeira versão nas edições seguintes do disco.


Meu Cãozinho Xuxo

Completando o lado A, a quinta faixa é:  Meu Cãozinho Xuxo de Rogério Enoé e Messias Corrêa com Xuxa já tinha trabalhado na Manchete. A letra foi inspirada na paixão que a apresentadora nutria pelos eu cachorro e se emocionou bastante quando lhe apresentaram a música chegando a dizer que não conseguiria gravar porque choraria o tempo inteiro e chorou, tem até uma parte da música em que ela simplesmente deixa de cantar. Segundo a própria apresentadora, durante a gravação o Xuxo também estava presente no estúdio e seu latino e choro também foram inseridos na faixa.

A razão de a canção ser tão emocionante para Xuxa é porque o cachorro do seu irmão tinha recém falecido em decorrência de uma enfermidade que Xuxo também tinha. Então ela achava que sua mascote morreria a qualquer momento, no entanto, permaneceu com ela por 14 anos.


She-Ra

Abrindo o lado B, a primeira faixa é: She-Ra, de Joel e Tavinho Paes. Tavinho Paes era poeta, letrista, e idealizou a letra de She-Ra como uma bossa nova dedicada à sua filha ⁠Dianna, pelo seu aniversário.

Depois, em parceria com Joel que era conhecido como ⁠Joe Euthanázia, apresentou a música para alguns intérpretes e a Virginia da Banda Metrô adorou, mas ninguém gravou e a letra caiu nas mãos de Guto Graça Mello que a inseriu no álbum da Xuxa como rock. E que rock, ouça essa introdução...


Amiguinha Xuxa

A segunda faixa é: Amiguinha Xuxa de Rogério Enoé e Messias Corrêa. Essa foi a outra música que Xuxa esteve envolvida na produção e foi interpretada diariamente durante os cinco primeiros anos do Xou da Xuxa quando ela saia da nave. O pedido que Xuxa fez é que a música que serviria de abertura do programa fosse bem alegre e enquanto conversavam sobre a atração, Rogério criou os primeiros acordes da música em um violão que Pelé tinha dado de presente para ela, na época os dois ainda eram namorados. Em 1990, a música foi regravada com uma nova roupagem instrumental.


Meu Cavalo Frankenstein

A terceira faixa é: Meu Cavalo Frankenstein de Mário Lúcio de Freitas e Tati. Tati, embora não soe masculino, é um homem, Antonio Palladino. Os dois compuseram várias canções infantis nos anos 80 e assinaarm quase todas as versões das músicas temas do seriado Chaves que o SBT exibiu.


Quem Qué Pão

A quarta faixa é: Quem Qué Pão, de Tuza e J. Corrêa. Essa música, segundo declarações de Guto Graça Mello, foi feita por Aretuza, que era assessora de imprensa na Som Livre, como brincadeira com seus filhos. A música se tornou um dos hits mais fortes do álbum e tocava diariamente no primeiro bloco do programa...


Miragem Viagem

E para fechar o álbum, a quinta faixa é: Miragem Viagem, de Ronaldo Bastos, na voz de Patricia Marques. A letra é uma versão de "Black Orchid, de Stevie Wonder. Diante da dificuldade da Xuxa em cantar, Guto poupou a máximo que pode em cada faixa, em algumas delas sua voz aparece bem pouco, em Garoto Problema quase não se nota, e em Miragem Viagem não tem a sua voz.

Gal Costa também gravou uma versão de Black Orchid intitulada Orquídea Negra, mas a música não foi lançada em nenhum disco. Agora está disponível no Youtube.


O diretor da Som Livre esperava que o álbum vendesse aproximadamente 100 mil cópias. Se isso acontecesse já seria considerado um sucesso, no entanto, antes de chegar nas lojas já tinha vendido 300 mil cópias mais ou menos. O sucesso do álbum foi tão estrondoso que superou as vendas de fenômenos da época, como o grupo ⁠RPM e o cantor Roberto Carlos e foi por causa desse disco que foi criado o certificado de Disco de Diamante.

Isso aconteceu, segundo Guto Graça Melo, porque João Araújo reclamou que teria que optar entre produzir discos para colocar no mercado ou interromper a produção para fazer discos de platina para a Xuxa. O álbum vendeu aproximadamente 2 milhões e 700 mil cópias e foi certificado com um Disco de Diamante. E em 2025 a Pro-Música Brasil (PMB) corrigiu essa falha, auditou a venda superior a 2 milhões de exemplares com a emissão de dois Certificados de Diamantes.

No dia 9 de agosto de 1986, na mesma semana do lançamento do disco, Xuxa realizou um show no parque Playcenter, em São Paulo para promover o álbum e a partir dessa apresentação surgiram outros convites para shows. Há boatos de que ela teria participado do programa Cassino do Chacrinha cantando uma das músicas, mas até hoje nunca surgiu qualquer registro que comprovasse. O que se tem no Youtube é uma participação de quando ela ainda apresentava o Clube da Criança.

E não foi feito nenhum ensaio fotográfico para o Disco. O encarte é o mais bonito que já foi produzido para um álbum da Xuxa. Cada letra das músicas acompanha um desenho feito por Reinaldo Waisman. É colorido, divertido, é lindo.

A contra capa tem um X que divide a lista das músicas do A e do lado B, com um mosaico de imagens dos primeiros programas que foram ao ar. E a capa tem uma foto feita pelos fotógrafos estadunidenses Joseph Kienny e James Redá para a agência Ford Models, da qual Xuxa era modelo contratada.

O Guto escolheu a foto porque ele achava que a pose fazia uma alusão a letra X. A Xuxa não gostou da escolha e chegou a esconde-la para que não fosse replicada, mas foi convencida pelo diretor da Som Livre que era uma boa escolha. Imagino que ele estava pensando no apelo que a imagem tinha porque Xuxa usa uma blusa transparente que deixa os seios visiveis, isso deu o que falar, mas essa é a pose mais icônica de suas capas de disco.


Curiosidades

Em 1987, a Associação Brasileira de Produtores de Discos deu o Prêmio Villa-Lobos ao álbum como Melhor Álbum Infantil do Ano. E foi o primeiro disco da Xuxa que entrou na lista dos 10 discos mais vendidos no Brasil.

O lançamento em CD do disco Xou da Xuxa aconteceu pela primeira vez em 1995, e teve duas faixas bônus: Parabéns da Xuxa e Papai Noel dos Baixinhos que tinham sido lançadas no álbum Karaokê da Xuxa em 1987.

Em outubro de 2025, a cantora estados-unidenses Doja Cat, recriou a pose da capa do disco no videoclipe de sua canção Gorgeous do álbum Vie. 

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Disco - Xuxa 10 Anos

A passagem da Xuxa pela Globo, apesar dela ter feito vários programas, ficou marcada pelo Xou da Xuxa que serviu de modelo para todos os programas infantis que vieram na mesma época, e para os que surgiram depois. E uma das características do Xou era celebrar datas festivas, Páscoa, São João, dia das crianças, Natal, o aniversário da Xuxa, aniversário do programa, programa de edição 1000... tudo se convertia em programa especial.

E no ano de 1996, Xuxa celebrou seus 10 anos de TV Globo em um evento como se toda a sua carreira se limitasse a esse tempo. Ou seja, os três anos de modelo e outros três anos de Clube da Criança foram ignorados. Teve Xuxa Park Especial, um especial que passou a noite, e foi lançado o álbum Xuxa 10 anos, em junho.

Na época, Xuxa apresentava o Xuxa Park e o Xuxa Hits que era um quadro do Xuxa Park e depois, em 1997, se converteu em Planeta Xuxa. E Xuxa estava percorrendo o país com a turnê Sexto Sentido desde 1994, na ocasião do lançamento do álbum homônimo. Em 1995, mesmo tendo lançado o disco Luz No Meu Caminho ela continuou com o mesmo show e em 1996 teve uma reedição, a terceira, então ela aproveitou para divulgar o álbum 10 anos também.

O 10 Anos foi o décimo nono álbum da Xuxa. Ela teve quase dois discos lançados por ano nesse tempo de TV Globo. Vamos fazer as continhas, em 1985 teve seu primeiro disco oficial, o Xuxa e Seus Amigos, quando ainda apresentava o Clube da Criança na Manchete. Antes ela já tinha gravado participações em algumas faixas e uma música solo no álbum Clube da Criança, mas este não entra na sua discografia.

Depois, já na Globo, lançou o Xou da Xuxa em 1996, o Xegundo Xou da Xuxa em 1987, e no mesmo ano teve o Karaokê Da Xuxa. No ano seguinte, em 1988, lançou o Xou Da Xuxa 3, no comecinho de 1989 lançou a trilha sonora do filme Super Xuxa Contra Baixo Astral, e no mesmo ano o 4º Xou Da Xuxa.

No começo de 1990 chegou no mercado brasileiro o primeiro Xuxa em espanhol, que já tinha sido lançado no ano anterior no mercado externo, e ainda em 90 tivemos o lançamento do Xuxa 5. Depois, em 1991 foi lançado o Xuxa em espanhol 2 e o Xou Da Xuxa Seis.

Em 1992 teve o lançamento do Xuxa em espanhol 3 e o Xou Da Xuxa Sete. Em 1993 nós tivemos o disco só com o nome dela, Xuxa, sem título e sem número, e no mercado externo teve um álbum com a mesma capa que era uma compilação dos três lançamentos em espanhol, intitulado Todos Sus Êxitos.

Em 1994 foi lançado no Brasil o ábum Sexto Sentido e no mercado externo o álbum El Pequeño Mundo que tem 10 faixas que são versões de Sexto Sentido e cinco inéditas. No ano seguinte, em 1995, tivemos o álbum Luz No Meu Caminho, e em 1996, antes do lançamento de Tô De Bem Com a Vida, tivemos Xuxa 10 anos. São, portanto, 19 discos.

Xuxa 10 anos foi produzido por Michael Sullivan, com coordenação artística de Marlene Mattos e Xuxa Meneghel. E direção artística de Aramis Barros. O álbum tem 13 faixas, das quais cinco são versões originais, cinco são remixagens em ritmo tecno/dance que estava em moda na época, e três são inéditas.



A primeira faixa é: Valeu, com o subtítulo 10 Anos de Amor, de Michael Sullivan e Aloyzio Reis. Essa é a primeira música inédita do álbum.

A segunda faixa é: Tindolelê, de Cid Guerreiro, remixada. O remix é do DJ Memê.

A terceira faixa é: Dança da Xuxa, de Prêntice e Ronaldo Monteiro de Souza, remixada. O remix é do DJ Humberto Mello.

A quarta faixa é: Brincar de Índio, de Michael Sullivan e Paulo Massadas, remixada. O remix é do DJ Cuca. 

A quinta faixa é: Jogo da Rima, de Zé Henrique, Ângela Mattos e Marcelo Faria. Essa música é uma versão de The Name Game, de Shirley Ellinston e Lincon Chases. O remix é do DJ Memê.

A sexta faixa é: Nosso Canto de Paz, de Dido Oliveira. O remix é do DJ Humberto Mello, a introdução me faz lembrar a primeira temporada de Malhação, soa parecido com a trilha da novela que era majoritariamente dance, euro-dance.

A sétima faixa é: Dez Anos, de Álvaro Socci e Cláudio Matta. É a segunda faixa inédita do álbum, muito bonita e ganhou um vídeo clipe também muito bonito. essa música fecha o lado A do disco.

Abrindo o lado B, a primeira faixa é: o maior hit da Xuxa, o imbatível Ilariê, de Cid Guerreiro, Dito e Ceinha. Nesse lado do disco as músicas são as versões originais.

A segunda faixa é: o clássico dos clássicos Doce Mel que tem como subtítulo Bom Estar Com Você, de Cláudio Rabello e Renato Corrêa.

A terceira faixa é: Arco-Íris, de Michael Sullivan, Paulo Massadas e Ana Penido. Outro hino da Xuxa.

A quarta faixa é: Lua de Cristal, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. A música que sintetiza as mensagens da Xuxa, desde sempre, querer poder e conseguir.

A quinta faixa é: Festa do Estica e Puxa, de Bell Marques e Wadinho Marques.

E fechando o álbum, a sexta faixa é: Vamos Comemorar, de Marcos Monteiro e Márcio Monteiro. É a terceira música inédita do álbum, com bastante destaque para as Paquitas Nova Geração.

Xuxa 10 anos tinha sido anunciado que seria o último álbum da Xuxa a ser lançado em vinil, e não foi. O último foi Tô De Bem Com a Vida. Xuxa 10 anos foi relançado em CD em 2005, 2006 e 2008 pela Som Livre. Na época do lançamento original, o disco vendeu aproximadamente 500 mil cópias e recebeu certificado de platina, correspondente a 250 mil cópias.

Andrea Veiga, Àngela Mattos e Aline Barros gravarama a música Minha Rainha que foi a mais marcante da celebração dos 10 anos de Xuxa na Globo. Foi apresentada no Xuxa Park especial e ganhou um vídeo, mas, lamentavelmente, não entrou no álbum.

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Novelas brasileiras tem trilha sonora no exterior?

As novelas brasileiras ficaram famosas em muitos países, são vários que transmitem nossos folhetins já há muito tempo, de diversas maneiras. Uma das mais famosas e que mais influência exerceu no exterior foi A Escrava Isaura de 1976, estrelada por Lucélia Santos. Na China, passava apenas um capítulo por semana e tinha grande repercussão. Em Cuba, fez tanto sucesso que o governo de Fidel Castro determinou o cancelamento do racionamento planejado de energia elétrica durante o horário da novela. Na Rússia também deu o que falar, inclusive a palavra fazenda foi incorporada oficialmente ao vocabulário da população do país por influência do folhetim. 

E A Escrava Isaura foi tão impactante que parou até uma guerra. Nos anos de 1990, durante os ataques entre Bósnia e Sérvia, ambos os países interromperam os combates para acompanhar a trama. Na hora da novela os soldados baixavam as armas para sentar diante da televisão.

Quando comparamos as nossas novelas com as estrangeiras que passam no Brasil um detalhe que chama muito a atenção é a falta de uma trilha sonora impactante. Quanto toca alguma coisa é uma música instrumental neutra, além dos nossos folhetins se estenderem por mais meses. Mas o que ignoramos é que nossas tramas, quando vendidas para o exterior, são compactadas e não têm a mesma trilha sonora que apresentam no Brasil. Isso porque tem muito merchandising e diversas cenas são criadas apenas para que seja usado uma música de fundo que servia para alavancar a venda dos álbuns musicais. Tem ainda as barrigas que as vezes se formam naquelas fases em que o diretor tem que esticar as situações para fechar os capítulos quando o autor atrasa os textos, ou mesmo quando o autor precisa fazer alterações a pedido da emissora.

Então, essas enrrolações, merchandising, e tudo o que é desnecessário, sai fora. As novelas ficam mais a cara de Dona Beja produzida pela HBO, ou Guerreiros do Sol e Todas As Flores da Globoplay, que são mais enxutas, dinâmicas, e mais curtas.

Em relação aos temas musicais, isso depende de algumas circustâncias. Para a emissora que produz uma novela e quer colocar música na trilha sonora, ela precisa de uma autorização prévia chamada licença de sincronização. A emissora paga uma taxa única para os donos dos direitos da música, é valor que se divide entre a gravadora que detém o fonograma e o intérprete da música. E outra taxa vai para a editora que é a empresa que paga o compositor pela autoria da letra e da melodia.

Não dá para sair usando música assim de qualquer jeito, porque a gravadora, o cantor e o compositor precisam receber. Então, toda vez que uma novela vai ao ar na TV aberta, na TV fechada ou no streaming, a emissora gera o direito de execução pública e precisa pagar ao Ecad, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, mesmo que seja reprise. O Ecad repassa 85% do valor que recebe para as associações de música, que distribuem o dinheiro aos artistas proporcionalmente ao número de vezes que a música tocou na novela. E o compositor é quem recebe a maior fatia desse repasse. 

A Globo que é a maior produtora de telenovelas no Brasil criou um monte de selos discográficos, a mais importante usou o nome fantasia Som Livre, cuja razão social se chama SIGLA (Sistema Globo de Gravações Audiovisuais LTDA). Essa gravadora servia para lançar no mercado fonográfico os temas dos programas da emissora, dentre os quais, os discos das novelas eram bem rentáveis. O recordista de venda, que passou dos dois milhões de cópias foi o vollume 1 de O Rei do Gado.

Então, a Som Livre era a empresa responsável por negociar os fonogramas que a Globo usava nos folhetins. Muitas vezes as gravadoras aceitavam ceder seus artistas de graça em troca do seu nome aparecer no encarte do álbum e que o artista ganhasse exposição no horário nobre, então, o lucro vinha depois, com as vendas de shows e dos discos próprios daquele cantor. Essa tática não se limitava só aos cantores nacionais, as novelas projetaram muitos cantores internacionais no Brasil.

Mas a Madonna não concordou com isso não, e deu um baita prejuízo para a Globo. Não foi exatamente um prejuízo, mas a emissora perdeu um dinheirão porque colocou a música Crazy For You na trilha internacional da novela A Gata Comeu, em 1985, com autorização da representante da Warner no Brasil. Só depois de o disco já ter sido colocado nas lojas a matriz da gravadora, nos Estados Unidos, ficou sabendo e disse que não podia, que o contrato da rainha do pop não permitia esse tipo de coisa, então, tiveram que recolher os LPs e trocar a faixa por Smooth Operator da cantora Sade.

Bom, a Som Livre negociava o uso das músicas só no Brasil, então, a Globo começou a fazer parcerias com as gravadoras internacionais para conseguir mais opções para os discos das suas novelas e já aproveitava para ganhar um dinheirinho lançando os discos dos artistas estrangeiros no Brasil, além de lançar parte do seu casting no exterior. Teve o selo Globo Columbia que era uma parceria da Globo com a Sony Music, a dona da marca Columbia na época.

Teve o selo Globo Polydor que era uma parceria da Globo com a Polydor Records.

Teve o selo Globo Records que era uma parceria com a RCA Records.

E o selo Globo Discos que operava somente no Brasil e nasceu com o intuíto de lançar coletâneas, trilhas internacionais alternativas e karokes, como foi o caso do Karaokê da Xuxa, mas durou apenas quatro meses, de agosto a dezembro de 1987.

Através da Globo Records a emissora comercializava as trilhas sonoras da teledramaturgia e dos seus artistas no mercado internacional. No entanto, nem todas as músicas que estavam nos discos do Brasil eram liberadas para o mercado internacional. Como nem sempre havia acordo entre as gravadoras, ou entre os artistas, a Globo também fazia muitas músicas encomendadas especialmente para as novelas.

Isso facilitava a liberação da música para o exterior e também no sentido inverso. Ou seja, tal como aconteceu com a música da Madonna no disco de A Gata Comeu, nem sempre a Som Livre recebia autorização para usar as músicas que queria, ou tinha que pagar muito caro pelo fonograma, então, era muito comum que cantores brasileiros gravassem em inglês e usassem outros nomes para que não fossem identificados. O Tiago Iorc, antes de ficar famoso no Brasil, gravou várias músicas internacionais para novelas da Globo.

Além disso, em todos os discos sempre tinham algumas faixas que eram feitas exclusivamente para a novela, geralmente as instrumentais, mas teve disco que foi 100% original. Foi o caso de O Bem-Amado, de 1973, e Cambalacho de 1987.

A novela Que Rei Sou Eu, de 1989, entrou na lista dos folhetins que teve quase todas as faixas originais, a maioria foi composta para a trama.

Obviamente as emissoras querem faturar quando vendem suas novelas para o exterior, e como os custos para liberar uma música em nível mundial são extremamente altos, os contratos com as gravadoras são específicos para o Brasil. Então, é mais vantajoso que as músicas da trilha sonora sejam retiradas ou substituídas na edição internacional por canções instrumentais genéricas. 

E com a expansão do streaming os acordos para uso de músicas nas novelas precisaram ser revisados, talvez por isso as novelas diminuiram bastante suas trilhas. Tudo precisa passar por mais filtros e as novelas estão tomando ares de séries.

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Vídeo com Paquita desconhecida - cantora espanhola grava Ilarie.

 A Xuxa é uma caixinha de surpresa, ela não para de nos surpreender. Dessa vez, liberou um vídeo inédito da música Chindolele, a versão em espanhol de Tindolele, que entrou para o segundo álbum Xuxa em espanhol. Aquele que tem a mesma capa usada no Xou da Xuxa Seis, mas que não tem nenhuma versão desse disco em espanhol.

O vídeo foi gravado no cenário do Xou da Xuxa de 1991, mesclando as cenas com imagens com da turnê do disco Xuxa 5. E junto com Xuxa estão presentes nove Paquitas, as do programa do Brasil: Roberta Cipriani, Priscila Couto, Juliana Baroni, Cátia Paganote, Bianca Rinaldi, Leticia Spiller, Ana Paula Almeida e Flávia Fernandes. E a nona é a Maria Rollo, a Paquita espanhola.

Essa menina foi apresentada no Xou da Xuxa em 1991, ela venceu um concurso feito na Espanha e a sua única participação como Paquita foi na visita que ela fez no Brasil. Em 1992, Xuxa gravou o Xuxa Park na Espanha e estiveram presentes a Leticia Spiller, Ana Paula Guimarães, Ana Paula Almeida, Cátia Paganote, Bianca Rinaldi, Roberta Cipriani, a Paquita peruana Maricielo Efio e Andrea Veiga, mas Maria Rollo não participou de nenhuma gravação.



Agora, dando um salto de 35 anos no tempo, chegamos até o dia 22 de maio de 2026, quando a cantora espanhola Melody lançou seu novo single, Ilariê.

Essa é a música mais regravada da Xuxa, algumas apresentadoras que reproduziram o Xou da Xuxa em seus respectivos países gravaram, teve a Angélica Valle, conhecida cantora e atriz mexicana que não teve programa infantil, mas gravou Ilarie. Tem Ilarie em versão chinesa e em 2022 uma banda da Islândia também gravou o hit.

Tem outras versões para discos de crianças, em espanhol. Sem falar as versões da Xuxa mesmo que tem em espanhol, em inglês, em ritmo de carnaval e eletrônica.

Melody, é famosíssima na Espanha, ela começou a cantar ainda criança e em 2025 foi a escolhida para representar a Espanha no festival competitivo Eurovisión. Não ganhou, mas a música Diva virou hit no país.

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Equilibrivm - Anitta

No dia 16 de abril de 2026, Anitta lançou seu oitavo álbum de estúdio, poderia ter sido mais se ela juntasse as várias músicas lançadas desde que ganhou os holofotes em 2012 quando entrou no projeto Furacão 2000, cujo convite aconteceu quando ela publicou um vídeo cantando em seu quarto. Já no ano seguinte, em 2013, ela lançou seu primeiro álbum.

Em 2014 já teve o segundo com duas faixas bônus na edição digital e uma delas é a música Zen, do primeiro álbum, em espanhol. Ou seja, desde o início de sua carreira ela já tinha um pezinho fora do Brasil.

E o grande salto da gata aconteceu em 2015, quando foi lançado o álbum Bang. O vídeo teve uma superprodução que a colocou em outro patamar, na época, vários youtubers reproduziram o vídeo e fizeram paródias.

Essa foi a grande virada da carreira da Anitta e o início de suas transformações estéticas. Depois de mudar o nariz, ela apareceu com os lábios enormes no clipe da música Cravo e Canela e virou meme. Bang ganhou a música Totalmente Demais como faixa bônus no Itunes, que foi tema de abertura da novela Totalmente Demais da TV Globo.

Depois disso ela lançou Paradinha para o mercado de língua hispânica e começou a lançar singles, foram vários. Entre setembro e dezembro de 2017 ela lançou o projeto Check Mate com uma música por mês com vídeo e com parcerias. Teve Na Sua Cara que fez bastante sucesso dentro e fora do Brasil, Vai Malandra, Downtown, Is That For Me... Alguns dos parceiros desse projeto eram DJs já conhecidos no exterior que colocaram a Anitta nas pistas de dança e nas rádios de vários países.

Ela só voltou a lançar um álbum completo em 2019. Foi o Kisses, com 10 faixas, todas com vídeo, e com exceção da primeira música que é solo as outras todas tem pelo menos um outro artista que participa com ela.

Em 2022, teve o álbum Versions Of Me com 15 canções dentre as quais, Envolver, Boys Dont Cry e Girl From Rio foram as que fizeram mais sucesso.

Em 2024 Anitta lançou o álbum Funk Generation, quando ela desistiu de tentar se encaixar no padrão internacional e retornou às suas raízes, o projeto foi bem elogiado, mas foi quando ela passou por um problema de saúde que a fez repensar sua vida.

Ainda em 2024, lançou o álbum Ensaios da Anitta que teve uma reedição em 2025 com seis músicas inéditas e, por fim, chegamos ao Equilibrium.

Anitta quebrou um recorde global no Spotify com a maior estreia de um álbum latino feminino em 2026. Equilibrivm teve um forte desempenho nas primeiras 24 horas e ampla presença nas paradas da plataforma. O projeto apresentou forte retenção com a maioria das músicas ocupando simultaneamente as principais posições das paradas. A capa parece de um álbum de MPB. É algo que Gal Costa faria.

Equilibrium é repleto de elementos das religiões de matiz africana, que como ela mesma diz, começa e termina com uma saudação a Pombagira, mesmo sabendo que menos pessoas vão se abrir e se identificar com o trabalho. E quando foi questionada se ela temia afastar o público mais conservador, foi direta, disse que não trabalha pensando no público conservador. "Acho que eles não estão interessados em mim. Só estão interessados em mim se for para ganhar engajamento, falar mal, tirar vantagem neste sentido. Não teria porque eu pensar nessas pessoas. Fiz esse álbum pensando em mim, e nos meus fãs, no público que gosta de ver eu trazendo novas provocações, novas formas de pensar, novas versões de mim mesma e do meu trabalho."

Durante a produção do álbum Funk Generation Anitta teve problemas de saúde e até achou que ia morrer. Depois afirmou que não morreu, que está viva e agora quer fazer o que lhe dá na telha com alegria e propósito de alma. Disse também que não mudo só a cara fazendo plástica. Se uma pessoa a conhecer hoje, daqui a quatro meses ela estará diferente e espera que para melhor.

Ela diz que o álbum não é só sobre religião, embora seja o que abordem praticamente todos os artigos a respeito. É sobre um estado de espírito e coisas em que acredita. Disse também que esse foi o mais caro que ela já produziu. "Foi o álbum que mais gastei dinherio, sem sacanagem. Mas eu estava feliz e gostando."

Equilibrivm foi gravado quase totalmente no estúdio de sua própria casa, no Rio de Janeiro, e construído a partir de um processo de autoconhecimento.

Na música Ouro, Anitta fala bastante sobre equilíbrio, caminho do meio... dá exemplo de vários extremos que devem ser evitados... é uma faixa falada, só o refrão é cantado, e termina com um mantra de Emanazaul, uma dupla brasileira. 

O álbum tem samba, tem rague, tem funk... algumas partes lembram o funk dos anos 90. Tem música em espanhol e em inglês, mas todas com a presença dos instrumentos de percussão que remetem ao candomblé, a religião da Anitta.

Desgraça é a primeira música do álbum. Seguida por Mandinga, que tem participação de Marina Sena. Depois, Caminhador, com participação de Liniker. Bemba, com participação de Luedji Luna. Ternura, com participação de Melly. Deus Existe, com participação de Ponto de Equilíbrio. Caso de Amor, com participação de Os Garotin. Várias Quejas. So Much Love. Pinterest. Nanã, com participação de Rincon Sapiência e KING Saints. Vai Dar Caô, com participação de Ebony e Papatinho. Choka Choka. com participação de Shakira. Meia Noite, com participação de Los Brasileros. E fecha com Ouro.

Sobre a participação de Shakira, as duas já se conheciam, eram amigas, vizinhas em Miami, e foi a colombiana que escolheu a música que queria participar. Anitta mostrou o álbum pra ela, e ela optou por Choka Choka. 

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Discos Xuxa 1991 - Espanhol (2) e Xou da Xuxa Seis

Desde 1984, quando colocou voz em uma música pela primeira vez Xuxa entrou em estúdio todos os anos para gravar em média duas dezenas de canções para os seus álbuns, filmes e especiais, ou para seus lançamentos no mercado internacional.

Em 1991, ela lançou dois álbuns que somam 23 músicas lançadas, além de algumas outras que foram engavetadas. O primeiro Long Play do ano foi disponibilizado no dia 25 de abril, em espanhol. A foto da capa foi feita pelo fotógrafo Paulo Rocha em 1990, no ensaio para o Xuxa 5. Não é a toa que os três últimos LPs do Xou da Xuxa têm o tema praia, pois os registros fotográficos aconteceram no mesmo dia.

A capa é lindíssima, uma das mais bonitas e marcantes dos discos da Xuxa. E diferente dos álbuns lançados no Brasil que levavam o título do programa na capa, no exterior era só o  seu nome. As faixas não sofreram grandes alterações, mas é possível perceber que o instrumental tem uma batida um pouco mais latina. A voz não foi colocada na mesma produção feita para o Brasil, Michael Sullivan e Paulo Massadas davam uma mexida na sonoridade das faixas. Os dois assinam a produção de todas as faixas selecionadas e Gabriela Carvallo ficou responsável pelas versões em espanhol.

A distribuição do álbum ficou a cargo da Globo Records em toda a América, inclusive nos Estados Unidos, e pela RCA Records em alguns países europeus. O disco alcançou a sétima posição na parada Latin Pop Albums da Billboard, permanecendo 27 semanas consecutivas no chart. Também atingiu o primeiro lugar no hit-parade espanhol e ficou na 77ª posição dos 100 álbuns mais vendidos do mundo naquele ano.

Para divulgar o álbum, Xuxa participou do festival de música latina L.A Fiesta Broadway em 28 de abril de 1991, onde cantou Loquita Por Ti, Chindolele, e Luna de Cristal, além de Arco Iris, Ilarié e Danza De Xuxa de seu álbum anterior em espanhol. Chindolele foi lançado para divulgação nas rádios da Espanha e do México como single. Na Argentina, as rádios receberam Luna de Cristal e El Milagro de la Vida.

A primeira faixa do lado A, é: Chindolele, de Cid Guerreiro, Dito e Ceinha. A música fez parte do 4º Xou da Xuxa lançado em 1989, no ano em que foi lançado o primeiro álbum da Xuxa em espanhol.

A segunda faixa do lado A, é: Hada Madrina (Haz de Cuenta), de Osmar Osman e Helio Makumba. Essa música também fez parte do 4º Xou da Xuxa.

A terceira faixa do lado A, é: Tren Fantasma, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Essa faixa entrou no álbum Xuxa 5, de 1990.

A quarta faixa do lado A, é: Lectura, de Mazinho Turle, Dilson Gunan e Barney. Também fez parte do álbum Xuxa 5, de 1990.

A quinta faixa do lado A, é: Alerta, de César Costa Filho, Sérgio Fonseca e Reinaldo Weisman. É outra faixa que fez parte do álbum Xuxa 5, de 1990. 

A primeira faixa do lado B, é: I Love You Xuxu, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Esteve nessa mesma posição no álbum Xuxa 5, de 1990, foi a primeira do lado B.

A segunda faixa do lado B, é: Loquita Por Tí, de Cid Guerreiro e Dito. Essa é a quinta faixa que fez parte do álbum Xuxa 5, de 1990.

A terceira faixa do lado B, é: Crocki Crocki, de Rubens Alexandre. É a única faixa do Xegundo Xou da Xuxa presente no álbum.

A quarta faixa do lado B, é: Luna de Cristal, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Com essa são seis faixas do álbum Xuxa 5, de 1990.

A quinta faixa do lado B, é: El Milagro de La Vida, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Essa música foi a trilha sonora de abertura da novela El Arbol Azul, do canal 13, na Argentina. A novela teve um álbum da trilha sonora com várias músicas brasileiras em versão espanhol, algumas são cantadas por artistas argentinos e outras por brasileiros.

O álbum vendeu 350.000 cópias só na Argentina, foi o álbum mais vendido no ano. Em agosto de 1991, um jornal da Espanha fez uma reportagem sobre o grande sucesso de Xuxa. Em abril de 1992, o Los Angeles Times destacou as vendas do álbum nos Estados Unidos, que vendeu mais de 600 mil cópias. No total, o disco chegou na marca das 2.500.000 cópias.

Cinco meses depois do lançamento de Xuxa 2 em espanhol, foi lançado o disco Xou da Xuxa Seis. O seu lançamento aconteceu em 12 de setembro de 1991 pela Som Livre. O comercial do disco foi estrelado por Deborah Secco, quando estava dando seus primeiros passos na televisão. Antes disso ela tinha feito uma participação na novela Mico Preto e, antes ainda, apareceu na vinheta de abertura do Clube da Criança.

A capa é lindíssima, já disse isso, aliás, com exceção do Xou da Xuxa Sete que me parece uma escolha muito preguiçosa, todas as outras capas dos discos Xou da Xuxa são muito bonitas. Essa, para se diferenciar do álbum Xuxa 2 em espanhol tem uma bandeira do Brasil no cantinho de baixo. A grafia do nome dela é a mesma usada na versão em espanhol, e o curioso é que no álbum em espanhol não tem nenhuma música do Xou da Xuxa Seis.

E outra observação. Em 1990 foi lançado o álbum Xuxa 5, não era Xou da Xuxa como os quatro anteriores, mas nesse álbum o nome do programa voltou para a capa, no entanto, em letras bem pequenas. Isso era uma estratégia para vender mais no exterior porque como o som do X do português se diferencia da pronúncia em espanhol e inglês, era melhor não confundir mais do que o próprio nome da Xuxa que precisou de legenda no primeiro álbum em espanhol lançado no Chile.

A primeira faixa do lado A, é: O Xou da Xuxa Começou, de Dido de Oliveira. Apesar do título, a música costumava tocar no final do programa.

A segunda faixa do lado A, é: A Dança do Coco, de Augusto Cezar e Carlos Colla. Foi uma das músicas mais executadas desse disco.

A terceira faixa do lado A, é: Planeta Terra, de Carlão. As músicas da Xuxa eram muito bem produzidas, a sonoridade delas produziram um registro profundo em quem acompanhou o Xou da Xuxa e essa música é uma das marcou profundamente.

A quarta faixa do lado A, é: Quem Sabe Um Dia, de Torcuato Mariano e Claudio Rabello. É uma das minhas preferidas.

A quinta faixa do lado A, é: Bom Dia, de Mário Marcos. É uma regravação conhecida na voz de Chitãozinho e Xororó.

A sexta faixa do lado A, é: Não Basta, de Biafra. É uma versão em português de No Basta, de Franco de Vita. Biafra gravou para o seu álbum Infinito Amor, em 1994, com participação de Christian e Ralf.

A versão em CD tem como sétima faixa a música Xuxa Café, Ed Wilson e Carlos Pedro. Essa música substituiu Quem Quer Pão que foi usada durante as cinco temporadas anteriores do Xou da Xuxa na hora do seu tradicional café da manhã.

A primeira faixa do lado B, é: Hoje É Dia de Folia, de Nando Cordel. É também uma das músicas mais executadas do disco.

A segunda faixa do lado B, é: A Dança do Paloê, de Fafy Siqueira e Sarah P. Benchimol. O refrão é o mesmo da música folclórica Palo Bonito, da República Dominicana.

A terceira faixa do lado B, é: Novo Planeta, de Zé Henrique, Marcelo Azevedo, Marcelo Faria, Val Martins e Angel Mattos. Essa foi a primeira música que Xuxa usou ao descer da nave depois de cinco temporadas cantando Amiguinha Xuxa.

A quarta faixa do lado B, é: Fã Nº 1, de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Deve ter gente que goste dessa música, eu nunca colocaria em nenhuma playlist, apesar de ter uma letra e melodia chiclete.

A quinta faixa do lado B, é: Meu Cachorrinho Pimpo, de Rubens Alexandre. Pimpo foi um cachorro de verdade que a Xuxa ganhou do José Augusto quando eles eram amigos, agora o cara não quer ver ela nem pintada de ouro.

A sexta faixa do lado B, é: Nana Caxuxa, de Moacyr Franco. Não é exatamente uma música, é uma técnica de relaxamento, é para criança dormir.

O Xou da Xuxa seis foi considerado por boa parte da crítica um dos melhores álbuns da carreira da Xuxa. O álbum já saiu com um milhão de cópias e chegou a um milhão e meio no total, mas foi relançado várias vezes, em 1994, 1996, 1997, 2006, 2008 e 2013.

Para promover o álbum Xuxa percorreu várias cidades do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, além de três cidades na Argentina. A turnê começou em 13 de setembro de 1991 e terminou em dezembro do mesmo ano e foi a última a contar com a icônica nave rosa em seu cenário.


Curiosidades


As músicas Corrente do Amor e Tô Aí que entraram para o álbum lançado em 1993, foram gravadas para o Xou da Xuxa Seis.

Xuxa gravou em espanhol a canção Estrela Guia que foi apresentada pela primeira vez no especial de Natal do programa El Show de Xuxa em 1991, mas foi descartada do repertório do álbum Xuxa 2 em espanhol.

A música Festa do Estica e Puxa, do Xegundo Xou da Xuxa, também deveria ter entrado no álbum 2 em espanhol. A versão sem a voz de Xuxa foi executada em alguns programas gravados na Argentina.

Reinaldo Waisman, que também assinou a composição da música Alerta originalmente para o álbum Xuxa 5 e que entrou no Xuxa 2 em espanhol, era o Moderninho do Xou da Xuxa. Além de atuar como desenhista e cenografista ele fazia todas as artes relacionadas a Xuxa e compôs outras faixas de outros álbuns dela.

Em 1995, foi lançada uma coletânea exclusiva em Portugal com 14 faixas de músicas dos álbuns Xou da Xuxa e a capa tem a mesma foto da contracapa do Xou da Xuxa Seis lançado no Brasil e Xuxa 2 no mercado hispânico.

Além da própria Xuxa usar e reutilizar esse ensaio, outras artistas também o reproduziram. A saudosa Xuxa de Portugal, Cristina Passos D'Arco que se lançou como Kika, foi uma. A outra foi a Xuxane Berenguel, a Xuxa de Recife. E, é claro, eu não podia deixar passar a oportunidade quando tive um chapéu parecido em mãos (rsrs).

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