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Sandra Annemberg


A TV Globo tem uma grande vantagem em relação as outras emissoras pelo alcance de sua programação e pela influência que exerce na opinião pública e até na cultura do nosso país, mas ao mesmo tempo, devido ao padrão que criou para manter esse ar de superioridade, engessa seus artistas. Com algumas exceções, os programas são sempre muito roteirizados e aí só com muito carisma para roubar a cena. E Sandra conseguiu.


Sandra Annemberg descontruiu o jeito sério de fazer jornalismo na Globo e conquistou a simpatia do público, mas sua carreira não se limita ao jornalismo e nem a Globo, pois ela atuou em várias outras áreas, e em várias outras emissoras também.


Sandra Annenberg nasceu em São Paulo, no dia 5 de junho de 1968. Ela é filha de um engenheiro eletrônico e de uma produtora de televisão, ou seja, cresceu nos estúdios de uma emissora, mais precisamente da TV Cultura, que era onde sua mãe trabalhava. Na época, decidiu que queria trabalhar na TV, e já sonhava atuar no cinema, mas começou fazendo comerciais mesmo, aos sete anos. Fez mais de cinquenta.


Em 1982, com quatorze anos, tornou-se repórter do programa da TV Gazeta Crig-Rá, de jovens para jovens, da produtora independente Olhar Eletrônico. O programa foi dirigido pelo hoje cineasta Fernando Meirelles. Ela fazia reportagens sobre sexo e entrevistava pessoas na rua com conversas pautadas na sexualidade, especialmente dos jovens. Ali se iniciou a construção de sua inclinação profissional ao jornalismo. E em 1983, aos quinze anos, tornou-se apresentadora do programa Show do Esporte ao lado de Luciano do Valle e Juarez Soares.

Em 1984, Sandra comandou o TV Criança, também na Rede Bandeirantes, e junto com ela tinha a participação de algumas crianças, dentre elas estava a Ticiane Pinheiro. O programa ia ao ar diariamente, às 15h, apresentando desenhos animados, jogos entre as crianças e levando atrações musicais, mas a Sandra ficou tempo no comando do infanti.

Em 1986, ela fez uma pequena participação no espetáculo Um Dia Muito Especial, ao lado de Tarcísio Meira e Glória Menezes e começou a fazer a Escola de Arte Dramática na USP. Só começou, porque não finalizou. Ela voltou à TV Cultura para comandar o programa esportivo Vitória, além do programa de música clássica Grandes Concertos e dos Festivais de MPB.

Em 1987, estreou no elenco do programa Bronco, transmitido ao vivo, onde contracenou com Ronald Golias, Renata Fronzi e Nair Bello. Era o mesmo formato do Sai de Baixo, tudo acontecia dentro de um apartamento, e o cenário era montado em um teatro com plateia que acompanhava as gravações.

A sua estreia em uma teledramaturgia aconteceu em 1988, na minissérie Chapadão do Bugre, na Band. Ela contou no programa Que História É Essa Porchat? que era o seu sonho trabalhar com o diretor Walter Avancini e pediu um papel, mas o elenco já estava fechado. No entanto, uma das atrizes acabou saindo e ela a chamou, e já na sua primeira cena teve que ficar nua.


Depois, no mesmo ano, ela foi para a Globo para fazer o seriado Tarcísio & Glória. No ano seguinte, em 1989, Sandra esteve em três teledramaturgias, a primeira foi a novela Pacto de Sangue que foi produzida para celebrar o centenário da abolição da escravidão, ocorrido em 1888. Foi uma obra fechada, ou seja, quando estreou, em maio, todos os capítulos já tinham sido gravados, e a audiência não foi grande coisa não, mas não se podia fazer nada. Essa foi a primeira novela a ter música sertaneja na trilha sonora.


A segunda obra em que ela atuou foi a novela Cortina de Vidro, escrita por Walcyr Carrasco, que estreou no SBT no mês de outubro, um mês depois do fim de Pacto de Sangue. No entanto, essa novela, apesar de ter passado no SBT, tinha muitos atores da Globo no elenco porque a novela foi produzida por uma produtora independente, o SBT basicamente exibiu a novela, mas não interferiu em nada. Depois disso a Globo refez o contrato com seus atores com uma clausula de exclusividade em obras para a TV, para evitar que isso acontecesse outra vez.


E enquanto Cortina de Vidro estava no ar, Sandra apareceu na minissérie República, em novembro. Foi mini mesmo, teve só quatro capítulos. Depois, em 1990, ela integrou o elenco da minissérie A, E, I, O... Urca, finalizando sua fase de atriz para se dedicar a apresentação novamente e foi contratada pela, quem diria,  Record, onde apresentou o programa Sport Shopping Show, ao lado de Osmar Santos, além do Super Esporte e do TV Franchising, que ia ao ar aos domingos às 7h.

Chamou tanto a atenção que a direção da Globo lhe convidou a voltar para a emissora e ela passou a fazer parte do telejornal São Paulo e um mês depois estreou no Jornal Nacional, como a moça do tempo. Ela foi a primeira mulher a ter um quadro fixo no telejornal e a entrar todo dia no ar. Na época os âncoras eram Sergio Chapelen e Cid Moreira. Deu iniciou ao curso de jornalismo e se formou pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado.


Em abril de 1993, foi promovida a apresentadora do Fantástico junto com Celso Freitas e Fátima Bernardes, onde ficou até 1996. Foi quando conheceu o seu marido, o jornalista Ernesto Paglia. Esses jornalisticos eram produzidos no Rio de Janeiro, ela, então, pediu para sair e voltou para São Paulo, onde ficou até o ano seguinte apresentando e atuando como editora-executiva do jornal SPTV 1ª Edição.


No ano seguinte, em 1997, acumulou as funções de apresentadora e editora-executiva do Jornal da Globo, e em 1998, voltou ao Rio de Janeiro para assumir as mesmas funções no comando do Jornal Hoje. Por pouco tempo porque em 1999 a redação do telejornal foi transferida para São Paulo.

No entanto, em outubro do mesmo ano, com a mudança de formato do Jornal Hoje, Sandra foi morar em Londres para atuar como correspondente internacional e chefe do escritório local da Globo. Ela só voltou a trabalhar no Brasil em 2002, quando retornou ao SPTV 1ª Edição ao lado de Chico Pinheiro.

Em 2003, ela voltou para a apresentação do Jornal Hoje com Carlos Nascimento, que migrou para a Band em 2004, e Evaristo Costa assumiu o posto, formando a dupla de apresentadores mais carismática do jornalismo da nossa TV. Ambos seguiam o roteiro, mas tinham algumas reações espontâneas diante de algumas falhas entre eles na bancada, ou de algum imprevisto no decorrer do telejornal.


E a Sandra foi acumulando funções na TV, em 2005 ela assumiu a função de editora-chefe e apresentadora na parte da manhã do telejornal Globo Notícia. A partir de 2012, ainda assumiu a apresentação dos programas Globo Cidadania, Globo Ecologia, Globo Ciência, Globo Educação, e, Globo Universidade e Ação, que em 2014, foram reunidos em um só programa que se passou a chamar Como Será.

Ah, e ainda tinha o Jornal Nacional que ela apresentava aos finais de semana e cobria folgas dos apresentadores. Tudo isso mudou em setembro de 2019 quando ela passou a apresentar somente o Globo Repórter ao lado da saudosa Gloria Maria. Na época, essa mudança soou estranho porque pareceia mais um castigo, uma aposentadoria forçada, do que uma promoção, já que seu tempo de tela foi reduzido muito, ou seja, ela desapareceu na TV. E vários rumores, vários comentários em programas de fofoca diziam que ela não estava contente com a mudança.


Em 2008, Sandra recebeu o prêmio Mulher Imprensa como melhor âncora do país. Voltou a ganhar o prêmio em 2009, 2014 e 2016. E em 2013, ganhou o troféu de Melhor Jornalista na premiação Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão referentes ao ano de 2012.

Todas as novelas em que Xuxa atuou


Xuxa Meneghel começou na TV fazendo figuração em programas da TV Globo e tem atuações em diversos filmes do nosso cinema, além dos seus próprios, mas ela já deu suas contribuições também com a nossa teledramaturgia. Ela gravou participação em muitos programas e esteve em vários humorísticos, mas o post é sobre as novelas, então veja a lista das quais contaram com sua nobre presença.

Elas Por Elas

A primeira aparição de Xuxa como atriz na teledramaturgia, aconteceu em junho de 1982, na novela Elas Por Elas, interpretando a personagem Ieda, em forma de sonho da protagonista. Ela contracenou com o ator Reginaldo Faria no episódio exibido em 24 de junho daquele ano.

Sonho Meu

11 anos depois, em 1993, Xuxa já era famosíssima, do extremo sul ao extremo norte da América, na Europa, África e Ásia. Quando fez uma participação na novela Sonho Meu, na qual tinha sua voz, com José Augusto, no tema de abertura. Os dois pariticiparam do último capítulo da novela, em um show gravado na Ópera de Arame em Curitiba.

Torre de Babel

Em 1998, Xuxa estava bombando na TV com o programa Planeta Xuxa, onde recebia cantores dos mais distintos segmentos musicais. Na época, passou a novela Torre de Babel que tinha em um dos seus núcleos os irmãos Boneca e Johnny Percebe, enquanto um que se achava feio e cantava de verdade, o outro que era mais exibido dublava a voz do irmão.



A farsa foi descoberta no programa Domingã do Faustão, mas coube a Xuxa, no episódio final, revelar a farsa e apresentar ao público o verdadeiro dono da voz.

Pecado Capital

No ano seguinte, em 1999, na novela Pecado Capital, outra vez a apresentadora e o seu programa foram destaques em um dos capítulos.

Nesse caso, foi o infantil Xuxa Park, quando os netos de Salviano Lisboa, Rubinho e Nandinho, levaram o menino de rua Pastel para conhecer a apresentadora.

Ti Ti Ti

Depois disso, só em 2011, é que Xuxa apareceu de novo, e foi na novela Ti Ti Ti. No episódio do dia 29 de janeiro, ela atuou como ela mesma no aniversário de Jaqueline.


A personagem vivida por Claudia Raia era uma de suas maiores fãs na trama e tinha Ilariê como a música de sua vida.

As Brasileiras

Em 2012, Xuxa foi um pouco além, fez duas participações na teledramaturgia e protagonizou um episódio do seriado As Brasileiras. Não é telenovela, nem série, ou minissérie, mas eu achei interessante colocar nesse vídeo essa participação pelo peso da sua atuação.


Não foi uma participação em um programa de humor, ela protagonizou um episódio inteiro. Xuxa interpretou Rita, no episódio A Fofoqueira De Porto Alegre que foi ao ar no dia 22 de março.

Cheias De Charme

Em 2012, Xuxa ficou morena para uma campanha de tinta de cabelo, foi quando ela apareceu em um dos capítulos da novela Cheias De Charme. Na ocasião, Cida, personagem de Isabelle Drummond, vai a um evento de moda acompanhada de Brunessa, interpretada por Chandelly Braz, e encontra a apresentadora nos bastidores. Rola uma tietagem de uma para outra, porque as personagens são fãs de Xuxa, que é fã também do trio Empreguetes.

Guerra dos Sexos

Ainda em 2012, Xuxa esteve no último capítulo da novela Guerra dos Sexos para dar vida a uma personagem que foi vivida por Regina Casé na primeira versão do folhetim.


A personagem que ela interpretou se chama Terezinha Romano e é citada várias vezes na trama como a amiga fofoqueira de Fro, personagem de Marianna Armellini.

Os Dez Mandamentos

Em 2015, a novela Os Dez Mandamentos, da Record, fez um grande sucesso e conquistou bons índices de audiência, em algumas ocasiões batendo até a Globo.


Na época, a Xuxa apresentava o programa que levava o seu nome na emissora e fez uma paródia da trama caracterizada de egípcia.


A direção resolvou coloca-la oficialmente na trama como figurante, caracterizada de hebreia, durante uma cena em que Moisés, personagem de Guilherme Winter, está com as pedras dos dez mandamentos de Deus.

Tarã

E só dez anos depois, é que temos Xuxa de volta em uma teledramaturgia, mais precisamente em uma série, interpretando a personagem Ylla em Tarã, produzida pela Disney, que tem Angélica também. Que, apesar de ter sido anunciada sua estreia para 2025, as gravações aconteceram em 2022.


Percebeu que as atuações da Xuxa tiveram um hiato de 10 anos, ou um pouco mais, entre uma aparição e outra nas novelas? Primeiro foi em 1982, depois só em 1993, aí na década de 90 ela fez algumas atuações, não foram todas tão próximas, mas depois da última, em 1999, só voltou em 2011. E, então, fez várias meio seguidas até 2015, e só reapareceu em 2025, considerando a série da Disney. 

Quais novelas as Paquitas fizeram


O cargo de Paquita foi o ponta pé inicial para a vida artística de dezenas de meninas que atuaram com a Xuxa nos vários programas que ela apresentou na TV Globo. Hoje vamos ver quem são as Paquitas atrizes e quais novelas elas fizeram até 2025. E, detalhe, eu vou contabilizar apenas telenovelas e minisséries, ou séries, que não deixam de ser telenovelas mais curtas, mas muitas delas fizeram bem mais trabalhos na atuação do que vai aparecer aqui.


A Letícia Spiller, por exemplo, interpretou uma personagem hilária n'Os Trapalhões, a Andréa Veiga e a Andreia Faria também trabalharam com Os Trapalhões. Outras fizeram paricipações em programas de humor, gravaram especiais, episódios do programa Você Decide, seriados... Nada disso eu estou contabilizando, entrarão para a conta só as novelas e as séries feitas no Brasil.

Paquita Andrea Veiga

A primeira da lista é a primeira Paquita, que se chamava Paquita, a Andrea Veiga. Sua primeira novela foi Gente Fina em 1990. No ano seguinte, em 1991, ela atuou na novela Salomé, e na série O Portador. Seis anos depois, em 1997, esteve em Malhação.

Fechando as contas, Andrea Veiga atuou em quatro teledramaturgias da nossa TV.

Xiquita Sorvetão Andréia Faria

A segunda Paquita da lista é a Xiquita Sorvetão, a Andréia Faria, que não chegou a atuar, propriamente dito, em nenhuma novela, ela fez algumas participações, mas está valendo também. A sua primeira participação foi antes de ser Paquita, foi na novela Dona Beija, da Rede Manchete, que passou em 1986. Depois disso, só em 1998 é que fez outra participação em Malhação.


Levando em consideração essas duas participações, Andreia Faria atuou em duas teledramaturgias da nossa TV.

Pituxa Alemã Luise Wischerman

A terceira da lista é a Pituxa Alemã, a Luise Wischerman. Após deixar o grupo das Paquitas ela atuou na série Filhos do Sol, da Rede Manchete, em 1991, antes de mudar para a Europa onde também gravou séries Alemãs com locações na Alemanha, na Espanha e no Canadá. Em 2000, ela deu uma passadinha pelo Brasil e atuou na minissérie Aquarela do Brasil.


Contabilizando os trabalhos feitos no Brasil, Luise Wischerman atuou em duas teledramaturgias da nossa TV.

Catuxa Ana Paula Guimarães.

Para fechar a primeira geração das Paquitas, temos a Catuxa, a Ana Paula Guimarães. Ela fez uma participação na novela Cara & Coroa em 1995. Depois integrou o elenco de Malhação onde atuou em 1996 e 1997. No ano seguinte, em 1998, atuou em sua última telenovela, em Pecado Capital.

Depois disso Ana Paula Guimarães passou a trabalhar por de trás das câmaras, o seu saldo é de três teledramaturgias da nossa TV.

Xiquitita Surfista Roberta Cipriani

Abrindo a segunda geração, temos a Xiquitita Surfista, a Roberta Cipriani que experimentou a carreira de atriz, mas não gostou muito da experiência. Seus trabalhos como atriz se limitaram a uma participação em Salsa & Merengue, em 1996, e em Malhação, em 1997.

Ou seja, Roberta Cipriani autou em duas teledramaturgias da nossa TV.

Pituxa Pastel Leticia Spiller

A nova Pituxa, a Pituxa Pastel, Leticia Spiller, já sabia que queria ser atriz desde sempre e logo que deixou o grupo, em 1992, ela atuou em Despedida de Solteiro. Depois, em 1994, conquistou o público, os diretores, autores e o coração de Marcelo Novaes ao protagonizar Quatro Por Quatro. E a partir de então, emendeou uma novela na outra. No ano seguinte, em 1995, esteve em Cara & Coroa, em 1996 em O Rei do Gado, em 1997 em Zazá. Em 1999 em Suave Veneno, em 2000 em Esplendor, em 2002 em Sabor da Paixão, em 2003 em Kubanacan, em 2004 em Senhora do Destino, em 2007 em Amazônia de Galvês a Chico Mendes. Em 2007 em Duas Caras, em 2009 em Viver a Vida, em 2011 em Malhação, em 2012 em Salve Jorge, em 2013 em Joia Rara, em 2014 em Boogie Oogie, em 2015 em I Love Paraisópolis, em 2016 em Sol Nascente, em 2017 em Os Dias Eram Assim, e em 2018 em O Sétimo Guardião.


E ao longo desse tempo todo ela ainda recusou papeis, a Jade de O Clone, era ela a primeira opção. Ao todo, Letícia Spiller atuou em 21 teledramaturgias da nossa TV.

Catuxa Jujuba Juliana Baroni

A nova Catuxa, a Catuxa Jujuba, Juliana Baroni, também tem uma longa lista de novelas em seu curriculum. Ela estreou em Cara & Coroa em 1995. No ano seguinte, em 1996, já estava em Salsa & Merengue. Depois, em 1998 atuou em Malhação, em 2000 em Uga Uga, em 2004 em Celebridade, em 2005 em A Lua Me Disse e em 2006 em O Profeta. Como até então não tinha protagonizado nenhum folhetim, ela aceitou o convite da Band para ser a protagonista da novela Dance Dance Dance em 2007. Depois disso atuou em Ribeirão do Tempo em 2010, e em Balacobaco em 2012, na Record. Em 2015, ela estreou no SBT, na novela Cúmplicces de Um Resgate.

Ao todo, Juliana Baroni autou em 11 teledramaturgias da nossa TV e gravou também a novela A Senhora Das Águas, em Portugal, em 2001.

Xiquita Bibi Bianca Rinaldi

A segunda Xiquita, a Xiquita Bibi, Bianca Rinaldi, é outra das Paquitas com um longo curriculum de atuações, ela também estreou em Cara & Coroa em 1995, onde fez uma pequena participação. Depois, outra participação relâmpago em 1995 na novela Explode Coração. Em 1997 ela ganhou mais espaço em Malhação, onde ficou até 1998. Depois disso, foi para o SBT, onde atuou em Chiquititas, em 1998 e 1999. De volta à Globo, fez uma participação em Terra Nostra, em 1999. E, então, voltou para o SBT, onde atuou em Pícara Sonhadora em 2001, e em Pequena Travessa em 2002. Em 2004, ela ganhou seu grande papel na novela A Escrava Isaura, da Record, onde se tornou uma grande estrela da casa. Em 2005 atuou em Prova de Amor, em 2007 em Caminhos do Coração, em 2008 em Os Mutantes, em 2010 em Ribeirão do Tempo, e em 2013 em José do Egito. Em 2014, voltou para a Globo e atuou na novela Em Família, em 2018 esteve em Malhação. Em 2023, voltou ao SBT para gravar a novela A Infância de Romeu e Julieta.

Entre idas e vindas, Bianca Rinaldi atuou em 16 teledramaturgias da nossa TV.

Babu Bonitona Barbara Borges

Abrindo a Nova Geração, temos a Babu Bonitona, a Barbara Borges, que entrou no grupo em 1995 e saiu em 1998 para se dedicar a atuação. Na TV, ela estreou em 2001 na novela Porto dos Milagres. Depois, em 2002 esteve em Malhação (2002), em 2004 em Senhora do Destino, em 2007 em Pé Na Jaca e em Duas Caras. Depois disso, em 2009, ela foi para a Record onde atuou em Bela a Feia, e também em Balacobaco no ano de 2012, em Belaventura no ano de 2017, e em A Rainha da Pérsia no ano de 2024.

Então, fazendo as continhas, Barbara Borges atuou em nove teledramaturgias da nossa TV.

Grazi Modelão Graziella Schimitt

A outra Paquita da Nova Geração que se deu muito bem como atriz foi a Grazi Modelão, a Graziella Schimitt. Sua estreia em folhetins aconteceu em 2004 em Malhação, onde ficou até 2005. Depois, em 2007 esteve em Pé Na Jaca, em 2008 em A Favorita, e em 2009 voltou para Malhação, encerrando sua fase na TV Globo. Em 2011, estreou no SBT, na novela Amor e Revolução. Em 2017, migrou para a Record, onde atuou em O Rico e o Lázaro, em em 2023 em Reis.

Sendo assim, Graziella Shcimitt atou em sete teledramaturgias da nossa TV. mas ela foi além, em 2013, protagonizou a novela Belmonte.

Mis Queimados Gisele Delaia

Para fechar o grupo da Nova Geração, temos a Mis Queimados, a Gisele Delaia. Em 2006, ela fez uma participação na novela Paixões Proibidas da Band. Em 2007, ela esteve na novela Luz Do Sol na Record.

Então, no saldo, Gisele Delaia tem duas atuações em teledramaturgia da nossa TV.

Tatá Thalita Ribeiro

Abrindo a Geração 2000, temos a Tatá, a Thalita Ribeiro que foi Paquita até meados de 2002, quando o grupo foi extinto. Em 2003, ela atuou em A Casa Das Sete Mulheres, em 2005 esteve na novela América, e em 2007 atuou em duas telenovelas e em duas emissoras distintas, passou primeiro por Malhação, e depois esteve em Luz do Sol, na Record. Em 2009, atuou em A Lei e o Crime, na Record, e no mesmo ano voltou para a Globo, onde atuou em Caras & Bocas. E em 2011, atuou em Araguaia.

Depois disso, mudou de ramo, foi para o jornalismo. Fechamos a conta de Thalita Ribeiro com sete teledramaturgias da nossa TV.

Pastelzinho Monique Alfradique

A seguinte da lista é a Pastelzinho, a Monique Alfradique. Sua estreia em telenovelas aconteceu em 2003, em Agora É Que São Elas, e no mesmo ano esteve Malhação. Em 2005 atuou em A Lua Me Disse, em 2006 em Malhação outra vez, em 2008 em Beleza Pura, em 2009 em Cinquentinha. Em 2010 em Cama de Gato, em 2011 em Fina Estampa, em 2015 em A Regra do Jogo, em 2018 em Deus Salve O Rei, em 2019 em A Dona do Pedaço, em 2023 em Elas Por Elas, e em 2025 em Êta Mundo Melhor!.

Só deu Globo, Monique Alfradique atuou em 13 teledramaturgias da nossa TV.

Cabritinha Lana Rhodes

Para finalizar a nossa lista temos a Cabritinha, a Lana Rhodes. Sua estreia como atriz aconteceu em 2006, em Alta Estação, depois, em 2007, ela atuou em Caminhos do Coração, em 2008 em Os Mutantes, em 2010 em A História de Ester, em 2011 em Rebelde, e em 2014 em Plano Alto. Todas da Record. Em 2016, ela voltou para a Globo na novela Rock Story. Em 2019 gravou para a Globoplay a minissérie Se Eu Fechar Os Olhos, depois, em 2022, a novela Nos Tempos do Imperador, e no mesmo ano, fez uma participação em Cara e Coragem. No ano seguinte, em 2023, migrou para o SBT, onde gravou a novela A Infância de Romeu e Julieta.

Fechando a conta, Lana Rhodes atuou em 11 teledramaturgias da nossa TV.

Tetê, Stephanie Lourenço

A Tetê, Stephanie Lourenço, também é atriz, ela já atuou em várias produções para o Teatro e para o Cinema, mas não encontrei nem um registro de trabalho dela em telenovelas.


Pituxita Bonequinha Ana Paula Almeida

Em um artigo da internet, a A Pituxita Bonequinha Ana Paula Almeida disse que já atuou também e chegou a fazer testes para algumas novelas.

Carreira, luta e adeus de Sandra Bréa


Sandra Bréa era uma mulher linda, ousada, talentosa que marcou as décadas de 70 e 80 como uma das maiores estrelas da televisão brasileira,  mas que também foi muito além das novelas. Ela rompeu tabus, enfrentou preconceitos e viveu intensamente até o último instante.


Teve uma carreira de sucesso em mais de 20 anos de TV Globo. Uma das sexy simbol dos anos de 1970 e 1980, que cantava e dançava, além de atuar, o que propiciou trabalhar em programas de diferentes perfis, como humorísticos e musicais, mas que teve uma série de relações conturbadas, inclusive com sua própria família, e partiu cedo demais, em 2000, aos 47 anos.


Sandra Bréa Brito nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de maio de 1952. Ela iniciou sua carreira aos treze anos de idade, como modelo, e aos catorze, seguiu para o teatro de revista do Rio de Janeiro, onde estrelou Poeira de Ipanema. Como atriz estreou, em 1968, na peça Plaza Suite, tendo sido escolhida para o papel pelo diretor João Bittencourt e pela atriz Fernanda Montenegro.


Em 1970, aos 18 anos, foi contratada pela TV Globo, estreando na telenovela Assim na Terra Como no Céu. Em 1972, atuou na novela O Bem Amado, de Dias Gomes, interpretando seu primeiro grande papel, a personagem Telma. Em seguida, atuou em Os Ossos do Barão e Corrida do Ouro, Escalada, O Pulo do Gato, Memórias de Amor, Elas por Elas, Sabor de Mel, Ti Ti Ti, Bambolê, Pacto de Sangue, Gente Fina e Felicidade.


Com exceção de Sabor de Mel, feita na Rede Bandeirantes, todas as demais foram feitas na Rede Globo.

Mas Sandra Bréa não se limitou as novelas, ela também atuou na linha de shows, como no humorístico Faça Humor, Não Faça Guerra, onde conheceu Luís Carlos Miele, que veio a ser seu parceiro em uma série de apresentações que misturavam canto e dança. Na tV, o programa se tornou um grande sucesso de crítica e de audiência.


Sandra Bréa foi expoente do Movimento de Arte Pornô. Como era muito bonita, tornou-se um dos principais símbolos sexuais do Brasil, principalmente na década de 1970, tendo posado nua diversas vezes para revistas como Status e Playboy, entre outras. Seus primeiros nus foram feitos ainda na década de 1970, em pleno regime militar, quando esse tipo de coisa era bem menos comum. 

E sua beleza também lhe rendeu convites para filmes eróticos e ela aceitou. Atuou em pornochanchadas e vários filmes de teor adulto, como: Sedução, Cassy Jones, o Magnífico Sedutor, Herança dos devassos, Um uísque antes um cigarro depois, e, Os Mansos. 

Mas essa linda flor não era exatamente uma candura de pessoa. Em julho de 1987, ela foi acusada de disparar quatro tiros contra um motorista. Mas como diz Luciana Gimenez, abafaram o caso, o incidente foi contornado e divulgado como apenas um mal entendido. Pouco tempo depois sua mãe tirou sua própria vida, então, alguma coisa de errado não deveria estar certo em sua família.


Em agosto de 1993, Sandra Bréa revelou à imprensa, corajosamente, que era portadora do vírus HIV, que na busca pelos seus amores, acabou sendo contaminada. Na época, a AIDS assombrava o mundo, porque tínhamos perdido recentemente algumas personalidades muito famosas.

Em 1990, partiu o Zacarias, que até hoje é um tema delicado e com alguns controvérsias, mas segundo as notícias mais recentes, ele era mesmo soro positivo. No mesmo ano, partiu o cantor Cazuza, depois de um longo período de luta contra a vulnerabilidade que o vírus provocava. Em 1991, Fredy Mercury partiu pelas mesmas razões.

Então, assumir ser portadora do vírus do HIV foi de uma coragem imensa, porque pela falta de conhecimento da população, existia muita discriminação. Segundo revelou Welson Rocha no seu canal no You Tube, Meu Brasil de Histórias, ela dizia que não morreria de Aids, morreria como qualquer um, atropelada.

Mas depois dessa revelação, Sandra Bréa praticamente desapareceu da TV. Ela fez uma participação no último capítulo da novela Zazá, em 9 de janeiro de 1998, atuando como ela mesma. Foi uma longa fala em que destacou a importância de dar valor à vida e de lutar contra o preconceito e a discriminação. 

Em dezembro de 1999, seus médicos detectaram um tumor maligno no pulmão em estágio avançado e lhe deram seis meses de vida. No mês seguinte, foi internada e submetida a uma biópsia. A proposta foi de um tratamento à base de quimioterapia e radioterapia, mas ela recusou.


No final de abril de 2000, já praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre, concordou em receber um oncologista. Em 2 de maio, foi levada ao Hospital Barra D'or para fazer uma tomografia computadorizada, mas não soube o resultado, pois morreu dois dias depois em sua casa, em Jacarepaguá.

Sandra Bréa foi sepultada no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Após 15 anos, seus restos mortais foram exumados e foram colocados à espera de um jazigo. Ela deixou um filho adotivo, o Alexandre Bréa Brito, com quem estava brigada na época de sua morte. Ele desapareceu em 2001, e em 2019 foi dado como morto pela justiça.

Turma da Xuxa só para altinhos

A turma da Xuxa sempre chamou muito a atenção do público, independente da idade, e as publicações para adultos não perderam a oportunidade de matar a curiosidade e o fetiche dos mais grandinhos. Veja quem do elenco da rainha dos baixinhos já posou para as lentes dos fotógrafos do jeito que veio ao mundo.
 

Começo essa lista falando da própria Xuxa, ela posou nua em 1981, aos 18 anos, para a revista Status Plus, e em dezembro de 1982, aos 19 anos, para a revista Playboy junto com sua irmã Maruska, também chamada de Mara. Foi com essa irmã que Xuxa entrou em atritos devido a discussões políticas, ela morava em Barcelona, na Espanha, e faleceu em janeiro de 2023, antes de que elas pudessem se acertar.

Andréa Veiga, a primeira Paquita, foi capa da Playboy em setembro de 1988, aos 18 anos, após ter deixado o cargo de assistente do Xou da Xuxa. Ela disse que comprou uma linha telefônica com o dinheiro do ensaio. Parece pouco hoje em dia, mas comprar uma linha telefônica era um investimento, quem comprava telefone se tornava acionista da Embratel.

Em abril de 1989, a Playboy lançou uma edição especial intitulada Gatas do Xou da Xuxa com Andréa Veiga e Ângela Mattos, irmã de Marlene Mattos e diretora de palco do Xou da Xuxa, que na época tinha 25 anos, em um ensaio pouquíssimo lembrado. Acho que a Ângela foi a única do clan da Xuxa que fez ensaio sensual sem ter sido capa.

Depois delas, Andreia Faria, Paquita da era Xou da Xuxa, foi capa da Playboy em dezembro de 1995, aos 22 anos, mais de cinco anos depois de ter pedido baixa da guarda da rainha. E também foi capa da revista Sexy, em junho de 2002, aos 29 anos. Também em 2002, o seu marido Conrado foi capa da revista G Magazine, aos 35 anos.

Os quatro rapazes do grupo You Can Dance que se tornaram dançarinos do Planeta Xuxa, foram capa, juntos, os quatro de uma vez só, da edição de maio de 1999, da G Magazine. Na época, Kall, Kadu, Tom e Fly tinham entre 22 e 26 anos. Um deles comentou que na época eles perguntaram para a Marlene Mattos se não tinha problema e ela caiu na gargalhada.

Bianca Rinaldi, Paquita da era Xou da Xuxa, foi capa da revista SexyWay, aos 25 anos, em março de 2000. A proposta da revista era fazer um ensaio mais sensual e menos explícita. Ou seja, ela mostra basicamente os seios, mas não deixa de ser um ensaio sensual.

Leandro Rezende, que atuava como DJ no Planeta Xuxa, também em 2000, recebeu o convite e aceitou ser capa da revista Íntima do mês de abril daquele ano, aos 23 anos. O seu ensaio fez parte da era em que os modelos eram fotografos em nudez frontal. Aqui no LOTV você pode ver um vídeo com todos os artistas que foram capas da revista Íntima.

Théo Becker foi um dos vários personagens do Planeta Xuxa, era chamado de fortão, o loiro, porque tinha um moreno também. Ele stampou a capa da G Magazine em novembro de 2001, aos 25 anos. Não foi chamado de Paquito, mas fez fotos com uma fardinha estilo Paquita.

E Renato Vianna, o fortão moreno do Planeta Xuxa, que parecia ser bem mais tímido do que seu colega Théo, também aceitou o convite para expor o corpicho e foi capa da G Magazine do mês de abril de 2002, aos 22 anos. Ele deixou o ramo artístico e lamenta que o ensaio seja divulgado gratuitamente hoje em dia sem gerar nenhum tipo de receita para ele. 

Cátia Paganote, foi a Paquita da era Xou da Xuxa que mais demorou para aceitar o convite de se despir diante de uma lente fotográfica. Ela foi capa da revista Sexy também em 2002, no mês de dezembro, aos 26 anos. E não teve problemas em assumir que foi por pura necessidade financeira.

Adriana Bombom, rompeu com a hegemonia das assistentes loiras da Xuxa ao se tornar dançarina do Planeta Xuxa, ela atuou com a apresentadora até o fim do programa em 2002, e foi capa da revista Sexy em setembro de 2004, aos 30 anos. Pelo fato de não ter ingressado no grupo das Paquitas, levou a melhor, porque ficou ao lado da apresentadora até mais tempo do muitas Paquitas ficaram.

Daiane Amêndola, fez parte do grupo das Paquita da Geração 2000. Depois que o grupo se extinguiu ela atuou como dançarina do Faustão e do Silvio Santos. Foi pouco mais de dois anos depois de ter deixado o cargo de soldadinha da Xuxa que estampou a capa da revista Sexy em novembro de 2004, aos 19 anos. Até este vídeo, ela foi a única de sua geração a ter feito um ensaio sensual.

Barbara Borges integrou o grupo das Paquitas da Nova Geração que foi admitida em 1995. Ela foi a segunda a deixar o grupo, em 1999 para se dedicar a atuação. Seis anos depois, em fevereiro de 2005, foi capa da Playboy, aos 26 anos, e quatro anos depois, em setembro de 2009, foi capa outra vez, da mesma revista, aos 30 anos. Foi a única Paquita da sua geração a fazer ensaio sensual.

Gustavo Moraes, foi um dos novos Papaquitos que estrearam em 2000 no Planeta Xuxa, ele era o romântico e na época tinha 24 anos. Seis anos depois, em agosto de 2006, foi capa da revista G Magazine com, então, 30 anos. Ele disse que chegou a perder alguns trabalhos devido as suas fotos nu na internet.

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Luise Wischermann - Pituxa Alemã

Ela não gravou nem um disco como Paquita, ficou longe da mídia depois que saiu do grupo, mas construiu uma boa história no ramo da arte e conquistou fãs de vários países do  mundo. Luise Wischermann nasceu em Salvador, na Bahia, em 25 de fevereiro de 1974, ela foi uma das primeiras soldadinhas do Xou da Xuxa e depois desapareceu da nossa TV, mas não do mundo artístico.

Quando a Xuxa migrou da Manchete para a Globo, em 1986, ela levou a Andrea Veiga que já tinha recebido o apelido de Paquita no Clube da Criança, e para o Xou da Xuxa a Marlene Mattos pediu para que uma agência de modelos enviasse uma menina para fazer teste como assistente de palco, a enviada foi a Andreia Faria que inicialmente seria chamada de Paquita 2, mas recebeu o apelido de Xiquita.

Além da Paquita e da Xiquita, a Xuxa ainda tinha o Dengue e o Praga, os quatro serviam como assistentes. Ficava a cargo deles manter a ordem no palco e segurar a criançada, o que era um pouco difícil porque o cenário tinha sido pensado para que as crianças se sentissem livres como num parque de diversões, mas a Xuxa tinha que ter espaço para se movimentar e fazer o programa acontecer.

Na época, Xuxa morava em um edifício no Rio de Janeiro, onde também morava a Louise Wischermann que tinha 12 anos apenas. Ela ficou sabendo que a apresentadora tinha se mudado para o seu prédio e um dia que viu a ilustre vizinha chegando de carro, junto com outra menina, correu atrás e teve o primeiro contato com a famosa no estacionamento do edifício.

Umas duas semanas depois, o papagaio da Xuxa voou lá do apartamento dela e entrou na cozinha do apartamento da Louise. Ao ver no elevador anúncios de pedidos de informação sobre o pássaro, a menina subiu até a cobertura para avisar que a ave estava em sua casa, e a apresentadora foi pessoamente para buscá-lo. Esse foi o segundo encontro elas, que conversaram um pouco mais, mas também não passou disso.

Era época de copa de futebol, e no dia seguinte Louise foi pintar a rua, coincidentement na hora de voltar para a casa pegou o mesmo elevador em que estava a Xuxa e a Marlene Mattos. A apresentadora falou para a empresária que aquela era menina que tinha encontrado o papagaio, e a Marlene a convidou para ser Paquita, mesmo sem a aprovação de sua pupila que não via potencial na garota. 

Louise aceitou o convite, mesmo sem saber do que se tratava e começou a participar das gravações do Xou da Xuxa que ainda não tinha estreiado. No primeiro programa que foi ao ar ela está fazendo teste, ainda sem roupa de Paquita, mas foi apresentada por Xuxa como parte da sua trupe. Sua mãe só soube que ela estava gravando o programa um mês depois quando a produção da Globo ligou para avisar do contrato de trabalho.

Louise foi a primeira a receber a farda vermelha e recebeu o nome de Pituxa. Como a Xuxa dava um segundo apelido para as meninas, inicialmente a chamava de Pituxa Óinc Óinc, isso porque quando elas se encontraram no elevador Louise estava suja de tinta. Depois, passou a ser chamada de Pituxa Alemã.

Ainda em 1986, foi aberto o primeiro concurso para eleger uma nova Paquita, a escolhida foi a Ana Paula Guimarães que recebeu o apelido de Catuxa e fez par com a Louise usando a fardinha vermelha também.

Entre as meninas existia uma hieraquria, uma delas era a representante do grupo e também tinha mais contato com a Xuxa no palco, naturalmente a Veiga, mais antiga de todas, tinha essa função, e com a sua saída, em 1988, essa responsabilidade foi passada para a Louise.

Em 1989, Louise recebeu um convite para apresentar um programa em outra emissora, a TV Rio que estava começando suas operações, e disse que só aceitaria ir se a Ana Paula fosse com ela, então, as duas saíram juntas.

Louise disse que saiu do programa porque tinha reprovado um ano na escola e estava indo muito mal de novo devido as viagens em que acompanhava a Xuxa em shows pelo país. Ela acabava perdendo aulas e levou um ultimato do pai, então na outra emissora até poderia se dedicar melhor aos estudos.

O programa na TV Rio só durou um ano porque a emissora faliu, então se dedicou exclusivamente aos estudos até concluir o colegial. Mas em 1991 voltou a se dedicar a TV, ela atuou na minissérie Filhos do Sol, da Rede Manchete, onde interpretou a personagem Lúcia. Depois disso, mudou-se para a Alemanha onde se formou em artes cênicas e passou a atuar como atriz. Lá, trabalhou em diversas peças e acabou conseguindo o papel no seriado Lexx, em 1998, que a levou ao Canadá, à Tailândia e ao Japão para gravações. Ela interpretava um misto de mulher fatal e planta carnívora, que vivia no espaço e se alimentava de seres humanos. Em 1999, também atuou na série dramática Mallorca, produzida pela TV alemã na Espanha, onde morou por um ano, e em 2000, mudou para o Canadá.

Em 2002, Louise voltou à TV brasileira com uma participação na minissérie Aquarela do Brasil, onde interpretou a personagem Tatiana, e no mesmo ano fez uma participação no filme Redentor, de Claudio Torres, interpretando a personagem Celeste. 

No Canadá ficou morando durante 11 anos, nesse período casou-se, montou um banda musical e teve um filho. Um ano antes do menino nascer, em 2005, descobriu que tem esclerose múltipla e em 2011 optou por retornar ao Brasil, já que pode fazer o tratamento  grátis pelo sistem público, enquanto que no Canadá teria que desembolsar 2.500 dólares por mês.

A sua volta virou notícia na TV, pela doença e pelo fato de não ter podido trazer o filho junto que ficou sob a guarda do pai. Passaram-se os anos, ela casou de novo e passou a ajudar o marido, fora da mídia, mas totalmente de bem com a sua história na TV brasileira, reencontrou a Xuxa e as Paquitas, e hoje em dia é uma das eternas soldadinhas mais próximas da apresentadora e das antigas colegas de profissão.

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