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Julho de 1986

Corujão

No dia 4 de julho de 1986, estreou na grade de programação da TV Globo a sessão de filmes Corujão que era uma das melhores opções da madrugada dos finais de semana. O Corujão era apresentado durante as madrugadas de sexta-feira para sábado e de sábado para domingo, e também nas vésperas de feriados. A partir de março de 1998 a faixa de filmes passou a ser diário quando a Globo deu início a sua grade com 24 horas de programação.

Até 1998 a Globo interrompia as transmissões e não era a única, todas as emissoras saiam do ar por algumas horas nas madrugadas por motivos financeiros, técnicos e regulatórios. Como a audiência era baixa, não tinha anunciantes, então dava prejuízo manter o canal funcionando e aproveitavam esse intervalo para fazer manutenção técnica, os equipamentos de transmissão analógica sofriam desgaste e precisavam ser desligados para resfriamento e manutenção corretiva. A MTV foi a primeira emissora a ter uma programação de 24h. 

A sessão de filmes já existia desde 1970, mas se chamava Sessão Coruja, em 1986 passou por uma repaginação completa, não foi só a troca de nomes, ganhou novas vinhetas de abertura e grafismos e de lá para cá já passou por várias fases. Em 2014 teve o seu momento de interatividade bem nos moldes Inter Cine e depois se converteu em Sessão Tapa Buracos, indo ao ar esporadicamente.


Novo Amor

No dia 14 de julho de 1986, estreou a novela Novo Amor na Rede Manchete. Foi escrita por Manoel Carlos, sob direção geral de Herval Rossano e contou com Renée de Vielmond, Nuno Leal Maia, Carlos Alberto, Nathália Thimberg, Ângela Leal, Esther Góes, Jonas Bloch e Diogo Vilela nos papéis principais. A trama gira em torno do triângulo amoroso entre Fernanda, Bruno e Marco Antônio, vividos por Renée de Vielmond, Nuno Leal Maia e Carlos Alberto, respectivamente.

Manoel Carlos saiu da Globo depois ter escrito a novela Sol de Verão, na qual o protagonista Jardel Filho sofreu um ataque cardíaco o que deixou toda a equipe em choque e obrigou o autor a dar outro rumo para a história. Depois disse que não pretendia escrever mais novelas devido ao trauma, mas assinou com a Rede Manchete em 1984 e escreveu a minissérie Viver a Vida e o seriado Joana, que era uma extensão de Malu Mulher. Depois, foi convencido a produzir uma novela e aceitou se fossem só 60 capítulos, que acabou sendo 65.

A intenção de Manoel Carlos era colocar as mulheres como pilares centrais na trama e deixar os homens orbitando em torno delas, como fez em Mulheres Apaixonadas, em 2003. Infelizmente os arquivos da novela se perderam e não existem vídeos disponíveis, pelo menos não no YouTube, pode ser que as fitas foram estraviadas depois da falência da emissora, ou foram usadas para que gravassem outro conteúdo por cima, o que era bem comum na época devido o alto custo do material.

Novo Amor teve um álbum com a trilha sonora mesclando canções brasileiras e internacionais, dentre elas tem Dona Felicidade, do álbum Clube da Criança. Renée de Vielmond, Nuno Leal Maia, Carlos Alberto e Nathália Thimberg estamparam a capa. A novela duas versões internacionais escritas pelo próprio Manoel Carlos, uma em 1987, para o Canal A da Colombia, chamada Brillo. E outra em 1990, para o canal Telemundo dos Estados Unidos, chamada El magnate.

O primeiro nome que ele pensou para a versão original já era Brilho, mas a direção da emissora ficou com receio de que a trama fosse ligada a cocaína, que na época era popularmente conhecida como brilho entre os jovens. Os outros nomes pensados foram: Nome de Mulher, Caminhos Cruzados e História de Amor. Esse último foi usado na Globo, em 1995.


Memórias de um Gigolô

No dia 14 de julho de 1986, estreou a minissérie Memórias de um Gigolô na TV Globo, em 20 capítulos. Foi escrita por Walter George Durst e Marcos Rey, livremente inspirada no romance homônimo de Marcos Rey, com a direção geral de Walter Avancini e teve Lauro Corona, Bruna Lombardi e Ney Latorraca nos papéis principais.

A história relata as memórias de Mariano, personagem de Lauro Corona, um aprendiz de gigolô criado por uma cafetina, a Madame Yara, vivida por Elke Maravilha, que se apaixona loucamente por Lu, feita por Bruna Lombardi, uma prostituta protegida de Esmeraldo, interpretado por Ney Latorraca, um cafetão profissional. A história se passa no auge do ciclo do café em São Paulo dos anos 20 e retrata uma sucessão sem fim de golpes e malandragens aplicadas pelos dois protagonistas para seduzir sua amada, que por não conseguir se decidir, troca entre os dois amantes constantemente

Na adaptação do livro para a televisão, Walter Avancini criou 20 contos independentes, que se interligavam através da trama central da história. Ou seja, os episódios tinham situações que se concluíam a cada dia e com isso tinha muitos personagens que entravam e saíam da história constantemente. Razão pela qual muitas locações também foram usadas, a minissérie teve cenas gravadas em Friburgo no Rio de Janeiro, Santa Cruz das Palmeiras e Mococa em São Paulo, e em Poços de Caldas e Pirapora em Minas Gerais. Os cenários reproduziam a arquitetura dos anos 1920 e teve, mais ou menos, uns 150 ambientes, alguns deles apareciam por apenas alguns segundos em cena.

O livro Memórias de um Gigolô já tinha sido adaptado para o cinema em 1970, por Alberto Pieralise.


Nasceu Nesse Mês

A atriz, cantora, produtora e empresária Lindsay Dee Lohan, nasceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no dia 2 de julho de 1986.

Ela assinou contrato com a Ford Models aos três anos de idade e aos 10 iniciou sua carreira de atriz na novela Another World. Seu primeiro grande papel aconteceu em 1998 em The Parent Trap da Walt Disney Pictures.

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