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Sandra Annemberg


A TV Globo tem uma grande vantagem em relação as outras emissoras pelo alcance de sua programação e pela influência que exerce na opinião pública e até na cultura do nosso país, mas ao mesmo tempo, devido ao padrão que criou para manter esse ar de superioridade, engessa seus artistas. Com algumas exceções, os programas são sempre muito roteirizados e aí só com muito carisma para roubar a cena. E Sandra conseguiu.


Sandra Annemberg descontruiu o jeito sério de fazer jornalismo na Globo e conquistou a simpatia do público, mas sua carreira não se limita ao jornalismo e nem a Globo, pois ela atuou em várias outras áreas, e em várias outras emissoras também.


Sandra Annenberg nasceu em São Paulo, no dia 5 de junho de 1968. Ela é filha de um engenheiro eletrônico e de uma produtora de televisão, ou seja, cresceu nos estúdios de uma emissora, mais precisamente da TV Cultura, que era onde sua mãe trabalhava. Na época, decidiu que queria trabalhar na TV, e já sonhava atuar no cinema, mas começou fazendo comerciais mesmo, aos sete anos. Fez mais de cinquenta.


Em 1982, com quatorze anos, tornou-se repórter do programa da TV Gazeta Crig-Rá, de jovens para jovens, da produtora independente Olhar Eletrônico. O programa foi dirigido pelo hoje cineasta Fernando Meirelles. Ela fazia reportagens sobre sexo e entrevistava pessoas na rua com conversas pautadas na sexualidade, especialmente dos jovens. Ali se iniciou a construção de sua inclinação profissional ao jornalismo. E em 1983, aos quinze anos, tornou-se apresentadora do programa Show do Esporte ao lado de Luciano do Valle e Juarez Soares.

Em 1984, Sandra comandou o TV Criança, também na Rede Bandeirantes, e junto com ela tinha a participação de algumas crianças, dentre elas estava a Ticiane Pinheiro. O programa ia ao ar diariamente, às 15h, apresentando desenhos animados, jogos entre as crianças e levando atrações musicais, mas a Sandra ficou tempo no comando do infanti.

Em 1986, ela fez uma pequena participação no espetáculo Um Dia Muito Especial, ao lado de Tarcísio Meira e Glória Menezes e começou a fazer a Escola de Arte Dramática na USP. Só começou, porque não finalizou. Ela voltou à TV Cultura para comandar o programa esportivo Vitória, além do programa de música clássica Grandes Concertos e dos Festivais de MPB.

Em 1987, estreou no elenco do programa Bronco, transmitido ao vivo, onde contracenou com Ronald Golias, Renata Fronzi e Nair Bello. Era o mesmo formato do Sai de Baixo, tudo acontecia dentro de um apartamento, e o cenário era montado em um teatro com plateia que acompanhava as gravações.

A sua estreia em uma teledramaturgia aconteceu em 1988, na minissérie Chapadão do Bugre, na Band. Ela contou no programa Que História É Essa Porchat? que era o seu sonho trabalhar com o diretor Walter Avancini e pediu um papel, mas o elenco já estava fechado. No entanto, uma das atrizes acabou saindo e ela a chamou, e já na sua primeira cena teve que ficar nua.


Depois, no mesmo ano, ela foi para a Globo para fazer o seriado Tarcísio & Glória. No ano seguinte, em 1989, Sandra esteve em três teledramaturgias, a primeira foi a novela Pacto de Sangue que foi produzida para celebrar o centenário da abolição da escravidão, ocorrido em 1888. Foi uma obra fechada, ou seja, quando estreou, em maio, todos os capítulos já tinham sido gravados, e a audiência não foi grande coisa não, mas não se podia fazer nada. Essa foi a primeira novela a ter música sertaneja na trilha sonora.


A segunda obra em que ela atuou foi a novela Cortina de Vidro, escrita por Walcyr Carrasco, que estreou no SBT no mês de outubro, um mês depois do fim de Pacto de Sangue. No entanto, essa novela, apesar de ter passado no SBT, tinha muitos atores da Globo no elenco porque a novela foi produzida por uma produtora independente, o SBT basicamente exibiu a novela, mas não interferiu em nada. Depois disso a Globo refez o contrato com seus atores com uma clausula de exclusividade em obras para a TV, para evitar que isso acontecesse outra vez.


E enquanto Cortina de Vidro estava no ar, Sandra apareceu na minissérie República, em novembro. Foi mini mesmo, teve só quatro capítulos. Depois, em 1990, ela integrou o elenco da minissérie A, E, I, O... Urca, finalizando sua fase de atriz para se dedicar a apresentação novamente e foi contratada pela, quem diria,  Record, onde apresentou o programa Sport Shopping Show, ao lado de Osmar Santos, além do Super Esporte e do TV Franchising, que ia ao ar aos domingos às 7h.

Chamou tanto a atenção que a direção da Globo lhe convidou a voltar para a emissora e ela passou a fazer parte do telejornal São Paulo e um mês depois estreou no Jornal Nacional, como a moça do tempo. Ela foi a primeira mulher a ter um quadro fixo no telejornal e a entrar todo dia no ar. Na época os âncoras eram Sergio Chapelen e Cid Moreira. Deu iniciou ao curso de jornalismo e se formou pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado.


Em abril de 1993, foi promovida a apresentadora do Fantástico junto com Celso Freitas e Fátima Bernardes, onde ficou até 1996. Foi quando conheceu o seu marido, o jornalista Ernesto Paglia. Esses jornalisticos eram produzidos no Rio de Janeiro, ela, então, pediu para sair e voltou para São Paulo, onde ficou até o ano seguinte apresentando e atuando como editora-executiva do jornal SPTV 1ª Edição.


No ano seguinte, em 1997, acumulou as funções de apresentadora e editora-executiva do Jornal da Globo, e em 1998, voltou ao Rio de Janeiro para assumir as mesmas funções no comando do Jornal Hoje. Por pouco tempo porque em 1999 a redação do telejornal foi transferida para São Paulo.

No entanto, em outubro do mesmo ano, com a mudança de formato do Jornal Hoje, Sandra foi morar em Londres para atuar como correspondente internacional e chefe do escritório local da Globo. Ela só voltou a trabalhar no Brasil em 2002, quando retornou ao SPTV 1ª Edição ao lado de Chico Pinheiro.

Em 2003, ela voltou para a apresentação do Jornal Hoje com Carlos Nascimento, que migrou para a Band em 2004, e Evaristo Costa assumiu o posto, formando a dupla de apresentadores mais carismática do jornalismo da nossa TV. Ambos seguiam o roteiro, mas tinham algumas reações espontâneas diante de algumas falhas entre eles na bancada, ou de algum imprevisto no decorrer do telejornal.


E a Sandra foi acumulando funções na TV, em 2005 ela assumiu a função de editora-chefe e apresentadora na parte da manhã do telejornal Globo Notícia. A partir de 2012, ainda assumiu a apresentação dos programas Globo Cidadania, Globo Ecologia, Globo Ciência, Globo Educação, e, Globo Universidade e Ação, que em 2014, foram reunidos em um só programa que se passou a chamar Como Será.

Ah, e ainda tinha o Jornal Nacional que ela apresentava aos finais de semana e cobria folgas dos apresentadores. Tudo isso mudou em setembro de 2019 quando ela passou a apresentar somente o Globo Repórter ao lado da saudosa Gloria Maria. Na época, essa mudança soou estranho porque pareceia mais um castigo, uma aposentadoria forçada, do que uma promoção, já que seu tempo de tela foi reduzido muito, ou seja, ela desapareceu na TV. E vários rumores, vários comentários em programas de fofoca diziam que ela não estava contente com a mudança.


Em 2008, Sandra recebeu o prêmio Mulher Imprensa como melhor âncora do país. Voltou a ganhar o prêmio em 2009, 2014 e 2016. E em 2013, ganhou o troféu de Melhor Jornalista na premiação Melhores do Ano do programa Domingão do Faustão referentes ao ano de 2012.

Famosas que foram Garota Fantasia


O programa Fantasia que estreou em 1997, lançou na TV quase 300 modelos, mais precisamente 279 meninas. Esse número é a soma das quatro temporadas do programa, a primeira foi de 1 de dezembro de 1997, até 15 de agosto de 1998, quando era diário.


A segunda fase foi de 1 de novembro de 1998, até 25 de julho de 1999, quando foi apresentado aos domingos por Carla Perez. A terceira fase foi de 8 de janeiro de 2000, até 10 de junho do mesmo ano, quando foi apresentado aos sábados. E a quarta fase foi de 30 de outubro de 2007, até 17 de março de 2008, sendo apresentado em vários dias e horários diferentes.


Das 279 meninas, 21 delas seguiram carreira, ou pelo menos tiveram algum destaque na TV. 

Amanda Françozo
A Amanda Regina Françozo tinha dezoito anos de idade quando começou a trabalhar como Garota Fantasia, em 1997.


Apenas três meses depois de sua estreia, em março de 1998, ela foi alçada ao posto de apresentadora quando Valéria Balbi saiu para trabalhar com jornalismo. Após o fim dessa primeira fase do Fantasia, Amanda seguiu com sua carreira de apresentadora e foi para outras emissoras.

Daiane Amêndola
Daiane Amêndola era uma garotinha de 13 aninhos, quando começou a trabalhar no programa Fantasia, em 1998. Ela ficou até o final dessa primeira fase e no ano seguinte, em março de 1999, foi uma das finalistas da seleção para o grupo das Paquitas Geração 2000.


Ela recebeu o apelido de Docinho devido o seu sobrenome que parece nome de docê e por sua personalidade também.


Daiane trabalhou como Paquita até julho de 2002, quando Xuxa e Marlene romperam relações e extinguiram o programa Planeta Xuxa e o grupo das Paquitas. Depois, atuou como dançarina no programa Domingão do Faustão, onde ganhou bastante destaque e, posteriormente, foi bailarina no Programa Silvio Santos.

Danielle Sobreira
A Danielle Sobreira passou a trabalhar como assistente de palco do Gugu no Domingo Legal e atuou em alguns filmes também.


Nas informações que encontrei sobre Danielle diz que ela esteve no elenco de Rinha O Filme, de 2008, e o Filme Dos Espíritos, de 2011. E também no elenco da minissérie Presença de Anita, na TV Globo, mas seu nome não consta na relação do elenco na internet.

Jussara Binotto
A Jussara Binotto Hourneaux Moura depois que deixou o programa Fantasia, mudou-se para Portugal onde passou a apresentar o programa Kanal da Ju, na MEO. Ela fez várias entrevistas com políticos, deputados e celebridades de Portugal e do Brasil. A MEO é um serviço de telefone fixo, telefone móvel, internet e IPTV, de Portugal.

Mirella Ferraz
A Mirella Ferraz foi considerada a primeira sereia profissional do Brasil e inspirou para a personagem Ritinha da novela A Força do Querer, de Glória Perez, apresentada na Rede Globo.


Mas ela também construiu uma carreira como escritora, roteirista, bailarina e coreógrafa.

Rafaella Viscardi
Rafaella Viscardi também começou a trabalhar no Fantasia bem novinha, aos 13 anos. Depois do programa, ela se tornou assistente de palco do Gugu no Domingo Legal, chamada sempre de Rafinha.


E quando o Gugu foi para a Rercord, ela foi também. Depois se tornou coreógrafa do Programa do Ratinho e se consolidou no mercado artístico como grande profissional no ramo do entretenimento, realizando trabalhos de coaching, coreografia e fazendo parte de eventos de sucesso.

Fernanda Vasconcellos
Fernanda Vasconcellos também foi trabalhar com o Gugu. A partir de junho de 2000 ela ser tornou uma das assistente de palco e bailarina do Domingo Legal, onde ficou por quase cinco anos. Em 2005, passou nos testes da TV Globo para a décima segunda temporada de Malhação e desde então se dedica a atuação. Já fez várias telenovelas e séries para a TV e plataformas de streamings.

Silvia Burigo
A Silvia Burigo tem um longo curriculum na TV. Ela foi assistente de palco de vários programas mesmo antes de ser uma garota Fantasia.


Primeiro foi Bambina da Mariane, depois Angelicat da Angélica, e então Garota Fantasia. Depois, ainda foi Coleguinha do Caldeirão do Huck. 


Ela também apresentou programas esportivos na Band, participou da novela Pecado mortal, da Record e morou por um tempo na Bélgica e nos Estados Unidos, onde estudou teatro e inglês.

Robertha Portella
A Robertha Rodrigues Portella foi a vencedora do concurso Musa do Brasileirão, do Caldeirão do Huck, em 2006, representando o Clube de Regatas Flamengo. Em 2008 passou a integrar o elenco de dançarinas do Domingão do Faustão, onde ficou até 2012, e em maio de 2012, participou da quinta edição do reality show A Fazenda, da Record, ela ficou em quinto lugar.

Lívia  Andrade
Lívia Regina Sórgia de Andrade, conhecida como Lívia Andrade, ao deixar o programa Fantasia tornou-se uma das Mallandrinhas do programa Festa do Mallandro, na CNT Gazeta.


Depois, voltou ao SBT onde atuou no quadro Jogo dos Pontinhos do Programa Silvio Santos, gravou novela e foi uma das principais apresentadoras do programa Fofocalizando, antes de ir para a Globo para trabalhar no Domingão com o Huck.

Izabella Camargo
A Izabella Spaggiari Brazil Camargo, em 2012, começou a trabalhar como repórter na TV Globo São Paulo, em 2015, participou do rodízio de apresentadores do SPTV.


Em abril do mesmo ano passou a ser titular da previsão do tempo nos telejornais Hora Um e Bom Dia Brasil, além de substituir Monalisa Perrone na apresentação do Hora Um, eventualmente apresentando também o Bom Dia São Paulo.

Ellen Rocche
A Ellen Rocche que ainda não era a loiríssima que se tornou depois, foi uma das primeiras Garota Fantasia e atuou em vários programas da casa, inclusive antes mesmo do Fantasia. Em 1996, participou do programa Se Rolar Rolou, no ano seguinte tornou-se assistente de palco do programa Gol Show. Depois do Fantasia, foi a vencedora do concurso que escolheu a nova dubladora feminina da volta do programa Qual É A Música?


Em 2002, participou do reality show Casa dos Artistas 2 e ficou no segundo lugar embolsando 100 mil reais. Em 2004, ela teve a sua estreia como atriz na novela Metamorphose, na Record, e desde então não parou mais, fez várias novelas, alguns filmes, e programas de humor.

Lívia Lemos
A Lívia Lemos Peçanha foi aprovada em um teste no canal SporTV, da antiga Globosat, hoje Canais Globo, e se tornou a apresentadora mais jovem do programa Zona de Impacto, veiculado no canal, e trabalhou também no Multishow e na rádio Oi FM. Ela foi namorada do jogador de futebol Ronaldo fenômeno e estampou a capa da revista Vip, Playboy e Sexy.


Trabalhou como Stylist por vários anos e cuidou dos figurinos da Anitta. Depois resolveu sair do mundo artístico e investiu em outras áreas, mudou-se para Portugal e passou a residir em Lisboa, onde se estabeleceu como empresária.

Milene Uehara
A Milene Regina Uehara, conhecida como Milene Pavorô, ganhou a competição Canta e Dança, Minha Gente, do programa apresentado por Carla Perez, e chamou a atenção da coreógrafa Joyce Kermann, que a chamou para trabalhar como bailarina no programa Fantasia.

Depois, ingressou no elenco do Programa do Ratinho, onde ficou mais conhecida.

Millena Machado
A Millena Machado investiu  na comunicação, em 2005 e 2006, foi repórter do programa A Casa É Sua, na RedeTV!.


Depois, foi apresentadora do Jornal BandNews e de outros jornalisticos da Band. Em 2011, passou a apresentar o Auto Esporte, na TV Globo, e 2023, o Jornal do Empreendedor no Canal Empreender.

Patrícia Salvador
A Patrícia Salvador do Carmo fez uma longa carreira no SBT. Depois do programa Fantasia, ela foi assistente de palco do programa Tentação, Sorteio da Tele Sena, Roda a Roda, onde algumas vezes trocou de papel com Silvio Santos, e Family Feud. Em 2005, ela assumiu o posto de dubladora do programa Qual é A Música? que tinha sido da Ellen Roche nessa nova versão do programa.


Em 2006, participou como uma das estrelas do Bailando Por Um Sonho, que era uma versão de Dança dos Famosos, e em 2007, passou a ocupar o posto de apresentadora substituta de Adriane Galisteu no programa Charme. depois apresentou Ganhe Mais Dinheiro Com Jequiti, Teleton e Primeiro Impacto.

Renata Sayuri
A Renata Sayuri Kajiyama, depois do programa Fantasia, foi para a Band, onde comadou o programa Band Kids que apresentava os desenhos animados, e se caracterizava de uma heroína, a Kira, inspirada nos personagens de anime.

Ela começou a iniciar faculadade de jornalismo, mas abandou o curso e tornou-se atriz. Em 2002, estreou na novela Pequena Travessa, no SBT, e desde então atuou em várias outras produções. Renata esteve no elenco de Um Só Coração, Sitio do Pica Pau Amarelo, Toma Lá Dá Cá, Malhação... entre outras produções.

Tânia Mara
A Tânia Mara Araújo Almeida entrou para o programa Fantasia como assistente de palco, mas disse que foi enganada, pois lhe disseram que era um teste para cantora. Mas, assim como Amanda Françozo, três meses depois da estreia do programa, assumiu o posto de apresentadora também. A sua oportunidade como cantora aconteceu em 2000, quando foi contratada pela gravadora EMI Music e lançou o seu primeiro álbum. Seu grande sucesso aconteceu em 2005, quando lançou seu terceiro álbum e a música "Se Quiser" entrou para a trilha sonora da novela Páginas da Vida da Rede Globo. O sucesso foi tanto que ficou entre as mais tocadas durante dois anos e o álbum também foi indicado ao Grammy Latino.

Vanessa Zotth
A Vanessa Zotth, além do programa Fantasia, também trabalhou no Canta e Dança, A Praça é Nossa e Domingo Legal. Depois que saiu do SBT, ainda se juntou a uma das formações do grupo Banana Split. E, de 2004 a 2005, integrou o elenco de Panicats do programa Pânico na TV.


Em 2010, ela foi contratada pela Rede Record para fazer participações no Show do Tom, foi bailarina do Programa do Gugu e no ano seguinte integrou o elenco do quadro humorístico Escolinha do Gugu para interpretar a personagem Dona Fifi de Assis. Em 2012, foi capa da revista Playboy.

Viviane Porto
A Viviane Porto da Silva já tinha bastante experiência no teatro quando entrou para o elenco do programa Fantasia. Logo em seguida, em 1999, deu início a sua carreira de atriz na TV, a primeira produção em que atuou foi a novela Louca Paixão, na Record.


Depois atuou em outras produções do SBT e da TV Globo, e em 2016, interpretou a personagem Aline na série 3% da Netflix.

Thammy Miranda
E para finalizar, Thammy Miranda, que era uma jovenzinha de 16 anos quando integrou o elenco do programa Fantasia. Thammy já era um bom exemplo de Nepo Baby, antes mesmo desse termo ficar conhecido no Brasil. Trata-se de celebridades que seguiram os mesmos passos de seus pais famosos, em seu caso, a Gretchen, sua mãe.


Thammy trabalhou com a Gretchen fazendo parte do corpo de balé e na época disse que era para ficar mais perto da mãe. Depois, foi uma das eleitas para o programa Fantasia,  e em 2001, lançou um CD. No mesmo ano foi capa da revista Sexy pela primeira vez, a segunda foi em 2005. Em 2006, ainda apresentando-se socialmente como mulher, assumiu publicamente sua homosexualidade e entre 2007 e 2008, fez três filmes para adultos pela produtora Brasileirinha.


Em 2012, atuou na novela Salve Jorge. E em 2014, assumiu sua identidade de gênero e deu início ao processo de transição. Thammy candidatou-se a vereador de São Paulo nas eleicões de 2016, 2020 e 2024. Ficou como suplente na primeira vez e foi eleito nas duas eleições seguintes.

Cassandra Peterson

Cassandra Peterson nasceu nos Estados Unidos, no dia 17 de setembro de 1951. Ela é uma artista multi talentosa, pois atua como atriz, roteirista, dançarina e cantora. O seu personagem mais forte é a Elvira, do filme Elvira a Rainha das Trevas, de 1988.


Ela estreou no cinema em 1971, com um pequeno papel de dançarina no filme 007, Diamonds Are Forever, e desde então fez uma longa sequência de trabalhos na TV e no cinema, além de gravar 5 álbuns musicais.

Cassandra é dona de alguns fatos bem curiosos. Ela é vegetariana e já fez um anúncio humorístico de Halloween para a PETA, promovendo uma dieta sem carnes. Em uma entrevista de 2008, revelou ter perdido a virgindade com o cantor Tom Jones, e que precisou levar pontos devido a ele ser um amante agressivo. Ela se casou com seu gerente pessoal, Mark Pierson, em 1981, com quem uma filha, e se divorciou em 2003.

Em uma entrevista em outubro de 2016, revelou que foi escaldada em mais de 35% do seu corpo em um acidente de cozinha, quando ela tinha apenas um ano e meio de idade. Disse que foi provocada na escola por causa de suas cicatrizes e brincou dizendo que a fantasia de Elvira "mostrava apenas os bons pedaços.

No auge das suas sete décadas de vida, revelou em seu livro de memórias, Yours Cruelly (Cruelmente Sua, em tradução livre), que está em um relacionamento de 19 anos com outra mulher, Teresa “T” Wierson. Nascida Cassandra Peterson, ela discute sua sexualidade na obra, como relatou o site The Advocate.

As Chacretes

De 1957 até 1988, o apresentador Abelardo Barbosa, que era conhecido como Chacrinha, manteve-se no ar com basicamente o mesmo tipo de programa, mesmo passando por diversas emissoras. Ele estreou na TV Tupi, na década de 1960, teve seu programa exibido na TV Paulista, TV Rio e TV Excelsior e, em 1967, foi contratado pela TV Globo, onde chegou a fazer dois programas semanais, o Buzina do Chacrinha e Discoteca do Chacrinha. Cinco anos depois voltou para a Tupi e depois disso teve passagens pela TV Record, Tupi de novo, TV Bandeirantes e, em 1982, retornou à Globo, onde ocorreu a fusão de seus dois programas num só, que se originou então o Cassino do Chacrinha, dominando as tardes de sábado.

Ele sempre contou com o auxílio das chacretes, as suas assistentes e dançarinas, cada uma com uma característica própria e apelido geralmente dado pelo apresentador. Aproximadamente 500 moças passaram pela função nos mais de trinta anos em que a Discoteca, a Buzina ou o Cassino estiveram no ar, e muitas delas são lembradas até hoje.

A princípio elas eram conhecidas como “as vitaminas do Chacrinha”, eram parte importante dos programas e acabaram criando uma tendência, imitadas por outras atrações semelhantes, inclusive o nome do grupo virou uma referência. No Clube do Bolinha haviam as Boletes, e a Angélica nomeou suas assistentes de Angelicats.

E no caso dela, da Angélica, o fato dela existir como artista se deve as Chacretes. Porque ela gostava de assistir o programa do Chacrinha e imitar as moças, aí um dia sua mãe foi convidada por uma parente para levá-la numa gravação a fim de conhecer as dançarinas e coincidiu de ser convidada para assumir o lugar de uma criança num concurso de a criança mais bonita do Brasil.

Quando as Paquitas ganharam visibilidade no Xou da Xuxa praticamente todas as meninas queriam ser uma delas, e o mesmo acontecia com as Chacretes. Tornar-se uma Chacrete era o sonho de muita garota, antes das Paquitas surgirem, ainda que elas fossem muito vulgarizadas pela visão de muita gente.

Aliás, a sensualidade era o principal critério para que uma garota fosse escolhida como Chacrete. Elas tinham que ter o que chamavam de savoir faire e/ou sex appeal. Ou seja, um modo específico de se portarem, além de saber dançar, porque nem sempre uma mulher bonita fotografa bem na televisão, e segundo o critério de escolha, as vezes uma com charme dá mais certo. Então, desde o processo de seleção, os produtores já se atentavam para gestos, trejeitos e estilos que mexessem com imaginário do telespectador.

Era o próprio Chacrinha que dava a palavra final na escolha das candidatas, e segundo ele, mulheres brancas não serviam, isto é, moças de pele clara e de cabelos pretos. Em suas palavras, Chacrete tinha que ser loura ou mulata.

Ou seja, as Chacretes tinham que ser pretas ou louras, porque eram mais sensuais. Então, várias garotas que eram claras com cabelos escuros, usavam perucas louras. Mas aquelas que tinham a pele com tendência mais para pretas, no entanto, com cabelos lisos, entravam para categoria de índias.

Elas deveriam ter mais ou menos o mesmo tamanho uma da outra, e apesar de esse critério de seleção ser totalmente físico e da má fama que recebiam, segundo algumas delas, o Chacrinha eram um paizão. Ele cuidava delas e se preocupava que tivessem um bom comportamento, além de pedir que não namorassem para que se dedicassem totalmente ao trabalho, mesmo assim as moças davam o seu jeitinho e muitas delas acabaram ficando com vários famosos da época, inclusive com Silvio Santos.

Ao longo dos anos passaram pelo palco do Chacrinha aproximadamente 500 moças, e elas já foram retratadas tanto em documentários quanto na ficção, citando-se como exemplo a telenovela Beleza Pura e o documentário Alô, Alô, Terezinha!. Algumas delas, depois que deixaram o grupo seguiram na carreira artística, a mais conhecida de todas é a Rita Cadillac.

Rita de Cássia Coutinho, passou a ser chamada de Rita Cadillac quando se tornou Chacrete em 1976, posto que ocupou até 1983, quando decidiu seguir a carreira de cantora. Na época, a Gretchen estava fazendo muito sucesso com um estilo novo, ela foi pensada totalmente para a Televisão e não tinha nenhuma concorrente a altura. Então, as gravadoras estavam loucas atrás de uma moça que cantasse e dançasse igual, e assim a Rita Cadillac foi a eleita para ser lançada no mercado fonográfico. A sua canção de maior sucesso, É bom para a moral, entrou para a trilha sonora da telenovela A Lei do Amor, em 2017.

Além de gravar discos, Rita fez participações em telenovelas, gravou filmes, inclusive com a Gretchen, aliás, as duas fizeram até pornô, separadas, mas pela mesma produtora. E a eterna Chacrete sempre esteve na mídia participando de programas de auditório e realitys, mas não foi a única a fazer sucesso como cantora.

Além dela teve também a Suely Sagres, conhecida como Suely Pingo de Ouro, que atuou ao lado de Chacrinha entre os anos 1981 e 1987. Ela já cantava antes e lançou vários álbuns de forró depois que deixou a TV.

É uma pena não saber por onde andam todas e o que elas fizeram depois da carreira de Chacrete. Algumas se converteram em evangélicas e abandonaram o ramo artístico, outras seguiram em uma carreira bem-sucedida por um tempo, e outras continuam de uma forma mais discreta, como Regina Pintinha que ensina dança e se tornou professora num projeto sociocultural, em Copacabana.

Abaixo você conhecerá algumas das 500 que passaram pela TV.

A Verinha Furacão foi Chacrete entre 1969 e 1974. Ela tem uma história bem curiosa. Só deixou os palcos porque ficou grávida, e depois estudou instrumentação cirúrgica e trabalhou em uma clínica no Rio. Apaixonou-se por um colega, mas ele era gay, e anos mais tarde revelou que teve um rolinho com Silvio Santos. Disse que brigavam constantemente, principalmente quando descobriu que ele saía com outras duas Chacretes ao mesmo tempo, mas o rompimento entre ambos foi porque o homem do baú não era bom de cama.

Não funcionou com a Verinha Furacão, mas funcionou com a Jussara Mendes. Ela estreou no Cassino do Chacrinha em 31 de agosto de 1985, e foi batizada como Jussara Concorde, depois mudou para Jussara Mendes Bumbum. Ela saiu do grupo e retornou antes de sair outra vez definitivamente. Não namorou o Silvio Santos, mas casou-se com o futebolista Müller, com quem teve seus filhos.

Outra Chacrete que teve uma carreira bem agitada foi Dalva Garcia. Ela foi coreógrafa do apresentador Raul Gil, estreou com o Chacrinha em 1975, na Record SP como Estrela Dalva. Depois o acompanhou em 1979, na Tupi SP e Tupi RJ, mas um dia resolveu fazer a Xuxa e ir gravar careca. O Chacrinha fez o Silvio Santos e a mandou embora, antes, tentou que ela usasse peruca, mas não deu certo. Em 1982, participou como atriz de uma novela na Band e tempos depois mudou-se para o Japão para dar aulas de dança. Lá, ela conheceu seu marido, e seguiu a vida dando aulas de balé.

Outra que foi para o Japão é Sandra Pérola Negra, que foi Chacrete entre 1972 e 1979. Quem deu o apelido para ela foi o cantor Luiz Melodia. Quando saiu do programa passou a fazer shows, e dançou por todo o Brasil e até lá na terra do sol nascente. Depois, se casou e abandonou a carreira.

Glória Maria Aguiar da Silva, era a Índia Potira. Ela foi uma das mais famosas Chacretes de todos os tempos. Atuou no programa entre 1969 e 1973, e segundo suas amigas, foi a que ganhou mais dinheiro na época. Mas nem tudo foi flores em sua vida, pois ela teve um romance com um bandido e foi presa algumas vezes por envolvimento com drogas. Mais tarde foi diagnosticada com câncer e teve que tirar um dos seios. Em 2010, gravou uma participação na novela Amor à Vida.

Fátima Lopes Santiago ficou conhecida como Fátima Boa Viagem. Ela foi chacrete entre 1978 e 1988, ou seja, ficou até a morte do Chacrinha. E depois, assim como a Índia Amazonense, atuou como Bolete, no programa do Bolinha, mas não se adaptou.

Maria das Graças foi a Chacrete Gracinha Portelão. Ela entrou no programa entre 1980 e ficou até 1986. Sempre quis ser Chacrete, mas trabalhou antes com o Sargentelli, e depois fez curso de artes dramáticas e até ganhou um papel na novela Hipertensão, da Globo. Continua dançando até hoje.

Cleonice, ou Cleo Toda Pura, foi Chacrete nos primeiros anos da década de 70, e depois que deixou a TV foi para os Estados Unidos, onde morou por dez anos. De volta ao Brasil, trabalhou na Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro.

Daisy Bianco estava cursando faculdade de psicologia quando se tornou a Daisy Cristal. Ela estava com dificuldades para encontrar uma vaga no mercado de trabalho e, com a ajuda da amiga Dalva, fez um teste com o Chacrinha e foi contratada. Estreou em 1978, e só saiu do programa em 1986, depois resolveu dedicar-se a sua profissão de formação.

Leila Batista era a Sarita Catatau. Foi Chacrete entre 1980 e 1984, o seu apelido era por causa da sua baixa estatura. Depois que deixou o programa, se tornou ativista ecológica. 

A Elizabeth Barbosa da Cruz Alves ficou conhecida como Beth Boné. Foi Chacrete entre 1972 e 1979, o apelido é porque usava um boné para prender os cabelos. Beth se tornou evangélica e passou a celebrar cultos em casa com o marido, mas não tem problemas com seu passado de fama. 

A Chacrete mais rapidinha, a que durou menos tempo, foi Lisete. Ela entrou para o programa Buzina do Chacrinha em 1978, e ficou apenas oito meses. Enquanto hoje em dia os artistas acabam o casamento para continuarem na mídia, naquela época o casamento era mais importante, e foi por isso que ela deixou a TV, para casar. Pena que o casamento não durou para sempre, pois se divorciou e passou a morar sozinha. Mais tarde, formou-se em pedagogia e passou a trabalhar em uma escola no Amapá.

Essas são apenas algumas das que ainda estão por aí e podem ser encontradas a qualquer momento, em qualquer lugar. Além delas, olha outros nomes, como o Chacrinha era criativo, ou seja lá quem for que as apelidava: Aurea Figueiredo, Baby, Beth Balanço, Bia Zé Colméia, Cambalhota, Chininha, Claudia Paraguaia, Cris Saint Tropez, Daisy Cristal, Débora Lúcia, Edilma Campos, Elvira, Elza Cobrinha, Érica Selvagem, Garça Dourada, Geni, Gláucia Sued, Gleice Maravilha, Gracinha Copacabana, Índia Ana Farias, Jussara Mendes, Karina Fofura, Lia Hollywood, Loura Sinistra, Marlene Morbeck, Mirian Cassino, Mariângela Furtado, Pimentinha, Raquel Coelho, Regina Belô, Rosane da Camiseta, Roseli Dinamite, Sandra Veneno, Sandrinha Radical, Sandrinha Pureza, Valderez, Valéria Mon Amour e Eva Furacão.

Algumas já estão em outros planos, mas continuam vivas na memória de quem teve a oportunidade de conhece-las naquele tempo, e também na memória da nossa televisão.

Anna Maria de Angelo Ribeiro era a Chacrete Leda Zepellin. Considerada uma das mais belas de todos os tempos, ela começou a trabalhar com o Chacrinha em 1979, aos 19 anos de idade e ficou até 1984, quando foi para o Bolinha, mas fez apenas um programa. Leda faleceu em 1998, com apenas 38 anos de idade.

Maria Aparecida Alves Fernandes ficou conhecida por Fernanda Terremoto, ela nasceu em 1961, e estreou como Chacrete em 1978, e ficou durante 6 anos. Quando saiu, em 1984, atuou no filme Furacão Acorrentado, e em 1985, se lançou como cantora. Apesar de ter sido eleita a cantora revelação do ano, deixou a carreira dois anos depois. Ela faleceu em 2003.

Lucia Souza de Mattos Monteiro ficou conhecida como Lucinha Apache, era outra que fazia parte do grupo das índias. Ela nasceu em 1951, e faleceu em 1 de abril de 2010.

Cirlene da Silva ficou conhecida como Marli Bang Bang. Ela nasceu em 1957. Depois que deixou de ser Chacrete mudou-se a Portugal, onde faleceu em 17 de agosto de 2013.

Outra Chacrete que nos deixou, foi Sandra Mattera. Ela nasceu em 1952, e faleceu no dia 27 de janeiro de 2018.

Lindalva Ferreira de Lima foi a Chacrete Índia Amazonense. Ela estreou na TV em 1978, após uma breve passagem como bailarina pelo Programa Carlos Aguiar na TV Gazeta. Em 1983 deixou o programa do Chacrinha e estreou no Clube do Bolinha, como Bolete, onde permaneceu até 1989. Lindava faleceu em abril de 2019.


Curiosidades.

Em 1985, a Som Livre lançou o disco Chacrinha e Chacretes cantam para todas as festas. E realmente serve para festinhas de carnaval, de reveilón, de aniversário...

E em 1996, foi lançado um CD tecno dance das Chacretes intitulado Uma festa dançante em homenagem ao velho guerreiro, era um grupo formado por outras quatro Chacretes que eu ainda não tinha mencionado aqui no vídeo. A Cida Cleópatra, a Regina Polivalente, a Cristina Azul e a Ester Bem Me Quer. Elas gravaram algumas canções bem conhecidas, como Lindo balão azul, Meu ursinho blau blau, Aquele abraço e Erva venenosa.

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