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Super- Heróis brasileiros

Poderia ter nessa lista a Tiazinha que, depois que saiu do programa H, virou uma heroína em uma série na Band. Poderia ter a Super Xuxa, apesar de a Xuxa apresentadora com a sua nave espacial e seu exército de loiras da TV ter mais características de heroína do que a personagem que lutou contra o Baixo Astral no cinema, ou ainda o Gaúcho Negro o nosso Zorro dos pampas. Mas os heróis brasileiros a que me refiro vão mais para a linha dos da Marvel ou dos Detectives Comics, veja a lista.

O Gralha, um super-herói curitibano, cujo alter-ego é um jovem chamado Gustavo Gomes, filho de Guilherme Gomes e neto de Alfredo Gomes, um corretor de imóveis de Curitiba que foi o Capitão Gralha, um alienígena humanoide do planeta Byrdfhom. Ele viajou para a Terra após seu planeta natal ser dominado por Thagos, o usurpador. Depois dele, seu filho, o Guilherme Gomes, foi o segundo a assumir o papel de Capitão Gralha, então Gustavo é a terceira geração do herói.

O Gralha ativa seus poderes através das gemas do poder, desenvolvidas pelo seu avô através da tecnologia originária do planeta Byrdfhom que lhe concedem a habilidade de voar, além de superforça, ventriloquismo, além de um grito capaz de destruir objetos, sugestão mental, visão aguçada e resistência.

O herói surgiu pela primeira vez em outubro de 1997 em uma edição especial da revista Metal Pesado em comemoração aos 15 anos da Gibiteca de Curitiba. Sua criação é atribuída de forma coletiva a todos os quadrinistas que participaram da edição (Gian Danton, Alessandro Dutra, José Aguiar, Antônio Éder, Luciano Lagares, Tako X, Edson Kohatsu, Augusto Freitas e Nilson Mülle). O alter ego do super-herói é Gustavo Gomes, um vestibulando de Curitiba que se transforma no Gralha quando surge algum perigo. As histórias fazem referências a características curitibanas, apesar do nome se referir a gralha-azul que é uma ave típica do Paraná, não se limita só a cidade de Curitiba.

Quanto aos seus inimigos, esses têm mais a ver com características regionais mesmo. Entre eles estão Craniano, Araucária e Homem-Lambrequim, cujos nomes e poderes também remetem a características e símbolos de Curitiba. De 1998 a 2000, o personagem ganhou uma página semanal no jornal Gazeta do Povo e, depois, ganhou álbum em quadrinhos, webcomics livro, curtas metragens e peças teatrais.

A criação do personagem foi tão bem defendida que confundiu muita gente. Supostamente o avô do personagem, o Capitão Gralha, teria sido lançado nos anos 1940 por Francisco Iwerten, um autor local que teria conhecido Bob Kane, o cocriador do Batman. No entanto, o Gralha foi criado como uma zoação dos super-heróis da chamada Era de ouro das histórias em quadrinhos estados-unidenses, e o Francisco Iwerten nunca existiu, mas diversas pessoas passaram a acreditar que a história fosse real e o tal Iwerten até ganhou o Prêmio in memoriam Angelo Agostini como Mestre do Quadrinho Nacional, em 2007.

Só no pós-fácio do segundo álbum do personagem, lançado em setembro de 2014 é que a história foi desmentida. E depois dessa vergonha, em fevereiro de 2015, a AQC-ESP publicou uma nota oficial em seu blog se retratando sobre ter colocado Iwerten na relação de premiados in memoriam como mestre do quadrinho nacional e se desculpando por não terem feito uma pesquisa mais aprofundada sobre a real existência dele.

Em 1994, surgiu o super-herói Pulsar. O seu alter-ego é Carlos, um ex-militante político da década de 1970. Após sofrer experimentos científicos clandestinos conduzidos por cientistas alemães fugitivos no Brasil, ele transformou-se em um reator vivo, adquirindo habilidades sobre-humanas baseadas em bioenergia. Tornou-se capaz canalizar e disparar rajadas de energia através das mãos, pode flutuar e voar em altas velocidades utilizando a propulsão de sua própria energia residual. Desenvolveu um corpo altamente resistente a danos físicos e impactos, além de força muito superior a de um humano comum. Pode gerar calor intenso e barreiras de força.

O principal arqui-inimigo do Pulsar nas histórias em quadrinhos é o Mestre Satânico, uma entidade maligna que assume e possui o corpo de opressores para tentar destruir Carlos. Ele é o grande arquiteto por trás dos tormentos do protagonista. Além dele, tem o carrasco militar General Euler, responsável por comandar as sessões de tortura e os experimentos clandestinos que quase mataram o herói. E os Cientistas Estrangeiros Clandestinos que são alemães fugitivos escondidos no Brasil pós segunda guerra. Eles atuavam nos porões da ditadura realizando os experimentos genéticos e biomoleculares que modificaram a estrutura celular de Carlos contra a sua vontade.

Pulsar teve a sua primeira aparição oficial nas páginas da revista Força Ômega n° 1, publicada pela ⁠Editora Escala. Foi uma das primeiras publicações de super-heróis totalmente colorida feita no Brasil. O herói foi idealizado e desenvolvido pelos quadrinhistas Arthur Garcia e João Pacheco. Suas histórias saíram em outras revistas da década de 1990, e em 2018, todas as aventuras clássicas do personagem foram reunidas e republicadas no encadernado ⁠Pulsar – Edição Definitiva, lançado pela Revolução Editorial.

A ideia inicial se deu após conversas entre os criadores sobre hábitos dos anos 1970 que desapareceram com o tempo, como ir a uma pastelaria numa época em que não existiam redes de lanchonetes como o McDonald’s, ir no empório da esquina comer doces que não existem mais, homens frequentarem barbearias ao invés de cabelereiros, entre outras coisas. Então, idealizaram o personagem nos anos 70, onde adquiriu consciência política e acabou preso, torturado e assassinado, sendo um dos muitos desaparecidos políticos durante o regime militar. Pois, se esse regime não gostava de pessoas que pensavam diferente dele, imagine o que fariam com pessoas com poder para destruir quarteirões?

Depois adaptaram a história e o personagem foi adormecido por 20 anos, despertando nos anos 1990, totalmente confuso e deslocado, tentando entender o que aconteceu no passado para, então, encontrar seu lugar no presente. O Alexandre Silva, editor de Pulsar, respondeu um comentário no universohq.com que a ditadura militar é apenas pano de fundo para uma boa ficção passada em São Paulo, com muita ação e mistério.

Em outubro de 1969 surgiu o personagem Judoka, cujo alter-ego é Carlos da Silva, brasileirissimo, mais precisamente um jovem carioca que trabalha durante o dia no ateliê de arquitetura de seu tio e estuda à noite, enquanto sonha em ingressar na faculdade de arquitetura. A sua inserção na vida heróica aconteceu após ele salvar a vida de um senhor de idade avançada que estava sendo assaltado no Rio de Janeiro. Esse senhor era, na verdade, o Mestre Minamoto, um idoso japonês e grande mestre das artes marciais, que decidiu adotá-lo como discípulo.

Então, Carlos não desenvolveu superpoderes, ele se tornou um herói do tipo vigilante urbano, como o Batman. E desenvolveu habilidades através de treinamento intensivo, conquistando domínio absoluto do Judô e do Karatê, condicionamento físico no limite humano e passou a usar trajes especiais para proteger sua identidade secreta. Com o tempo ele ganha uma parceira de aventura, sua namorada Lúcia também inicia o treinamento em judô e passa a lutar ao seu lado.

Os vilões das histórias de O Judoka refletiam as ameaças urbanas e de espionagem da época, entre eles está o Samurai, um guerreiro misterioso com armadura tradicional que usava espadas e técnicas mortais de combate. A Organização, uma rede internacional de espionagem e crime organizado que tentava se infiltrar no Brasil e realizar roubos de alta tecnologia. E criminosos comuns e mafiosos que se distribuíam em quadrilhas urbanas e traficantes que atuavam nas ruas do Rio de Janeiro da virada dos anos 60 para os anos 70.

O personagem nasceu a partir de uma reestruturação da revista O Judoka da editora EBAL que tinha sido lançada em abril de 1969 com histórias do personagem Judomaster, criado pela Charlton Comics, que foi incorporado ao catálogo da DC Comics. O Judomaster foi publicado em seis edições da revista da EBAL, e Adolfo Aizen, fundador da editora, sugeriu a criação de uma nova série de histórias em quadrinhos protagonizada por um herói brasileiro, então, aproveitando o título já estabelecido da revista surgiu o Judoka que permaneceu em publicação até 1973.

No ano em que a revista parou de ser produzida, o personagem ganhou um filme. O Judoka foi lançado nos cinemas em fevereiro de 1973, é considerado o primeiro longa-metragem brasileiro baseado em uma história em quadrinhos e um precursor absoluto do cinema de super-heróis nacional. O filme misturava ação, aventura e comédia, surfando na grande febre dos filmes de kung fu liderada por Bruce Lee que dominava o mundo na década de 1970. O filme segue fielmente a origem das Histórias em Quadrinhos.

O papel de Carlos, O Judoka, ficou com Pedro Aguinaga que tinha sido eleito o Homem Mais Bonito do Brasil, em 1970. A atriz Elizângela, saudosa, interpretou a namorada Lúcia. Lançado pela Ipanema Filmes, o filme foi um fracasso, ficou em cartaz por apenas uma semana no Rio de Janeiro. Foi considerado uma das grandes lendas urbanas do cinema nacional, porque como teve pouquíssimas cópias distribuídas, entrou em um limbo burocrático e sumiu de circulação, simplesmente desapareceu. 

Depois de muito tempo acreditando que restavam apenas fragmentos deteriorados, eis que, em 2017, foram encontrados os negativos originais completos de imagem e som guardados nos acervos da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. E esse trailer que usei na edição deste vídeo só foi encontrado e restaurado em 2022.

Em 1966, surgiu o herói Raio Negro, cujas histórias foram publicadas pela Gráfica Editora Penteado. Seu alter-ego é Roberto Salles, um piloto tenente da Força Aérea Brasileira. Ele foi selecionado para ser o primeiro astronauta brasileiro e enviado ao espaço no foguete Santos Dumont I, numa missão secreta em voo orbital quando foi capturado por um disco voador onde havia um ser agonizante chamado Lid, oriundo do planeta Saturno.

A espaçonave tinha sido atingida por um meteoro e Roberto recebe as instruções do alienígena para conduzir a nave até seu planeta. Como recompensa recebe o anel de luz negra feito com a energia magnética de Saturno que lhe confere superforça, supervelocidade, capacidade de voar e disparar raios de energia que saem do anel. De volta à Terra promete só usar o anel para o bem, assumindo uma nova identidade para combater os criminosos.

Seu principal inimigo é o Capitão Op-Art, cujo nome verdadeiro é Duarte Rodrigues, cientista especializado em robótica, formado na Alemanha e que foi afastado das Forças Armadas por desequilíbrio mental. Ele utiliza ilusões psicodélicas para atacar seus inimigos. 

Se você notou alguma similaridade do Raio Negro com o Lanterna Verde, não é mera coincidência. O criador do personagem foi Geodone Malagola que atuava na Polícia Militar de São Paulo, mas já tinha trabalhado como desenhista e roteirista de revistas de super-heróis. Ele apresentou para a editora o Homem-Lua, que foi recusado, e recebeu orientação para fazer algo próximo de Flash, Lanterna Verde ou Adam Strange. Ele escolheu o Lanterna Verde. Além da similaridade do perfil e da origem de ambos os personagens, Raio Negro usa um visor muito parecido com o do Ciclope dos X-Men, mas disse que sua inspiração teria sido os óculos do vilão Slits da tira Terry e os piratas de Milton Caniff.

Na época, as histórias em quadrinhos já eram um mercado consolidado no Brasil e vendia mais de 20 milhões de exemplares por mês, mas as editoras, inclusive o Roberto Marinho, dono da Globo, publicavam títulos de super-heróis estrangeiros, então, os sindicatos e a Associação dos Desenhistas de São Paulo fizeram pressão para dar mais espaço a criações brasileiras. Até foi elaborada uma lei que reservava 60% do mercado para os quadrinhistas brasileiros, mas nem chegou a ser colocada em prática. No entanto, a hipercompetitividade e o domínio das histórias estados-unidenses acabaram propiciando o surgimento de quadrinhos nacionais.

A primeira série de revistas do Raio Negro teve 15 edições consecutivas. Todas desenhadas e roteirizadas por Gedeone Malagola, exceto a edição 13 que teve Edmundo Rodrigues como ilustrador. Na última edição o herói luta ao lado de Unus, um vilão dos X-Men. Em 1981, o Raio Negro ganhou uma edição especial de 100 páginas pela editora Grafipar do estado do Paraná.

Em 1954, surgiu o Capitão 7, cujo alter-ego é Carlos.  A justificativa do seu nome é que quando criança ele foi levado por alienígenas ao sétimo planeta onde cresceu aprimorando corpo e mente e retornou à Terra já adulto. Em sua identidade civil, é um brilhante químico e quando a situação exige a presença de um herói, ele se transforma no Capitão 7.

Diferente dos heróis apresentados anteriormente que surgiram em revistas em quadrinhos, Capitão Sete foi pensado para a televisão, mais precisamente para a TV Record que era sintonizada no canal 7, por isso o nome do herói. A série estreou em 1954, com o ator Ayres Campos no papel do personagem que ficou no ar durante 12 anos, até 1966. A revista em quadrinhos teve início em 1959, pela editora Continental/Outubro e durou cerca de 40 edições, até 1965.

O Capitão 7 é capaz de voar e se mover com grande velocidade, possui super-força e é praticamente invulnerável, além de ser capaz de resistir a ambientes inóspitos, viajar através do vácuo, e usa uma arma de raios paralisantes e lentes de raio-x. Mas seus poderes só funcionam quando ele está utilizando seu uniforme que é feito de uma malha atômica, então o seu ponto fraco é a cabeça que fica completamente vulnerável.

Então, os roteiristas criaram um banho de raios de invulnerabilidade cujo efeito dura mais ou menos uma semana. Enquanto ele circula como civil, carrega seu uniforme em uma caixa de fósforos.

Sempre que necessário, o Capitão 7 pode viajar até o Sétimo Planeta e recorrer a ajuda de seus patronos, donos de uma ciência e tecnologia muitíssimo mais avançadas do que as da Terra. E, detalhe, ele é casado. Sua esposa se chama Silvana, no início escondeu sua identidade de herói, mas depois não só se revelou, como a levou até o sétimo planeta, onde a moça adquiriu poderes semelhantes aos seus e, desde então, passaram a atuar em conjunto. Além disso, o seu sogro, o Dr. Moreira, é uma importante fonte de informação e apoio ao casal, já que é um agente da Interpol e repassa informações aos dois.

Como inimigos, Capitão 7 tem o Caveira. Era o bandido Cid que foi capturado pelo Capitão 7 e ao tentar escapar da prisão acabou destruindo seu rosto nas cercas elétricas. Ele jurou vingança e se tornou um dos principais antagonistas da revista em quadrinhos, sua primeira aparição aconteceu na edição 19.

Além dele tem o Dr. Corvus, um cientista louco do sétimo planeta, criou uma terrível arma química que lhe dá o poder de hipnotizar ou até mesmo fulminar alguém com os olhos usando a força de seu pensamento, e possui garras venenosas. E tem também o Dr. Solano, um gênio do mal que tenta derrotar Capitão 7 com seus diversos aparatos científicos, até chegou a criar um exército robótico com suas feições e a trocar de corpo com Dr. Moreira.

A diferença da série da TV e do gibi, é que na televisão os recursos eram super limitados, lembre-se que o vide-tape só foi criado na década de 1960, então nos primeiros anos era tudo ao vivo. Já nos quadrinhos, não tem limite para a imaginação. 

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Revistas em quadrinhos dos famosos

A primeira história em quadrinhos foi publicada nos Estados Unidos, em 1894, em uma revista chamada Truth, pelo americano Richard Outcault. A revista se chamava The Yellow Kid. Já no Brasil, o primeiro gibi apareceu a pouco mais de um século, em 1905. O Tico-Tico foi idealizada por Renato de Castro e publicada pelo periódico O Malho, mas foi em 1960, que realmente deu um boom.  A Turma do Pererê, criação de Ziraldo, foi a primeira publicação nacional totalmente colorida.

Antes de A Turma do Pererê surgir já aparecia meio timidamente uma tira e outra de alguns personagens como Bidu e Franjinha, mas nada que despertasse tanta atenção. Foi nos anos 60, que Maurício de Souza ganhou destaque com a sua turma da rua do Limoeiro.

Mas, entre esses clássicos das revistinhas infantis volta e meia aparecia, ou aparece, algum filão. Ou seja, alguém que está na moda e pode render alguma graninha para os seus criadores e para a pessoa inspirada. Já teve, por exemplo, revista em quadrinhos do Leandro e Leonardo, do Ayrton Senna, do Pelé, do Ronaldinho Gaúcho, e até do Tiririca.

Agora prepare-se para se surpreender com outras dez revistinhas de famosos, começando da mais recente até a mais antiga. 

Na décima posição temos Ana Maria Braga. Ela está em frente às câmeras desde 1977, quando era jornalista na TV Tupi. Na década de 1990, a apresentadora se destacou fazendo um programa à tarde, direcionado para mulheres, na Rede Record, onde ensinava a fazer artesanatos, culinária... ficava ao vivo durante horas, todos os dias, e já tinha a companhia do seu fiel companheiro o Louro José. Ana ganhou a sua revista em quadrinhos, a Aninha, em abril de 1998, antes de ir para a Globo, que era publicada pela Editora Nova Cultural, e como todas as revistas em quadrinhos infantis, as histórias têm um humor leve. É mais bonitinho do que engraçado.


Na nona posição temos TV Colosso. Que foi um infantil criado em 1993, para substituir o espaço deixado pela Xuxa. Ou seja, ocupou a mesma grade de horários em a rainha dos baixinhos ocupava. O programa  teve discos, filmes e revistas em quadrinhos. Apesar de ser um produto da Rede Globo, a revista foi para as bancas através da Editora Abril, a partir de novembro de 1994, e tinha como roteirista Laerte Coutinho. Ou seja, as pessoas que trabalhavam na criação do infantil eram todos grandes profissionais.

Em oitavo lugar, Fausto Silva. Os quadrinhos do apresentador chegaram nas bancas em março de 1991, dois anos depois de sua estreia na Globo. A publicação era feita pela Editora Abril e apresentava dois personagens fictícios, o Faustinho e a Faustinha. O menino virou um personagem no programa de tv também, foi o mesmo ator que mais tarde interpretou o macaco no Disney Club, antes ele tinha sido repórter mirim do Xou da Xuxa.

Na sétima posição temos Angélica. Assim que assumiu o comando do Clube da Criança na Rede Manchete, ela se tornou uma sensação rapidamente e gravou discos, fez filmes, teve bonecas e revista em quadrinhos. A publicação chegou nas bancas em julho de 1989, pela Editora Bloch. A fada do Brasil conversava com seu ursinho de pelúcia, sapo... entre outros personagens, e ao invés de aparecer fim quando acabava as histórias, era o seu jargão bye que bye bye bye.

Em sexto lugar, Xuxa. Desde que a modelo estreou como apresentadora na TV, em 1983, ela teve uma carreira sempre em ascensão e no Xou da Xuxa contava com uma turma de personagens, além de ter na equipe um cara que já tinha experiência com quadrinhos, o Reinaldo Waisman que tinha trabalhado com o Mauricio de Souza. Ou seja, ela tinha o queijo e a faca nas mãos. A revistinha chegou nas bancas em janeiro de 1989, pela editora Globo. Reinaldo conseguiu sensualizar ainda mais a apresentadora, mais do que ela já era na vida real, e as historinhas tinham a presença de toda a sua trupe, além de alguns personagens fictícios, como a sua arquirrival Mocreia Fantástica que sempre queria roubar o seu posto de rainha dos baixinhos, além de Maria, a senhora que trabalhava em sua casa na vida real. E até as Paquitas tiveram gibi também. Elas eram presença obrigatória nos quadrinhos da Xuxa, mas ganharam os seus próprios.

Em quinto lugar, Sergio Mallandro. A revista em quadrinhos chegou nas bancas em outubro de 1988, pela editora Abril. Mas aí em 1990, ele assinou com a Globo e as historinhas passaram a ser publicadas pela Editora Globo, zerou tudo e começou de novo.

Em quarto lugar, o rei dos sábados, Gugu. Gugu liderava a audiência nas noites de sábado com o Viva a Noite, ele era tipo a versão masculina da Xuxa em termos comerciais. Tinha discos, bonecos, fez filmes e é claro, uma revista em quadrinhos. A primeira edição chegou nas bancas em setembro de 1988, pela editora Abril. E aí a Editora Sequência também publicou algumas revistinhas com traços e histórias diferentes do que Abril costumava fazer.

O terceiro lugar é do Fofão. O personagem mais popular do saudoso humorista Orival Pessini. O alienígena foi criado para integrar o infantil Balão Mágico na Rede Globo e ganhou vida própria. Ele gravou discos, filme, teve o seu próprio programa de TV, o nome e a imagem licenciada para vários produtos, entre eles o gibi. A primeira publicação do Fofão chegou às bancas em abril de 1987, pela Editora Abril e o roteiro ficou por conta do próprio Orival, tudo o que levava o seu nome, tinha o seu dedinho.

O segundo lugar é dos Trapalhões. O humorístico estreou na TV em 1974, na Tupi e depois, em 1977, foi para a Globo. A trupe é um dos recordistas de filmes nacionais, eles chegaram a gravar discos também e até fizeram participações nos álbuns de outros artistas, cantaram com a Xuxa, com a Angélica, quando elas ainda estavam na Manchete. A primeira versão da revista em quadrinhos chegou nas bancas em 1976, pela Editora Bloch. Em janeiro de 1988, a revistinha passou a ser publicada pela editora Abril com um design reformulado. E em 1996, a Bloch voltou a publicar a revistinha. 

E o primeiro lugar, a revista em quadrinhos mais antiga é do Bozo. O personagem foi criado por Alan Livisgston, em 1946, como narrador de discos infantis, e quem emprestava a voz ao palhaço era o ator Pinto Colving, o dublador original do Pateta, da Disney. O programa de TV só foi estrear em 1949, e em 1954 ele chegou no Brasil.

Em janeiro daquele ano, o Gibi Batuta passou a publicar os quadrinhos de "Bozo, o Rei dos Palhaços". Ou seja, a primeira publicação das histórias do Bozo chegou às bancas em janeiro de 1954, através da editora Orbis. A capa era colorida, mas os quadrinhos em preto e branco.

Detalhe, o programa só estreou no Brasil em 1981, com Arlindo Barreto, além dele teve o Paulo Seyssel e o Luiz Ricardo que também vestiram a fantasia do palhaço, só para citar alguns, porque existiram vários. Mas antes de todos, o humorista José Vasconcelos vestiu a roupa do Bozo para fazer shows e para promover as vendas dos álbuns em lojas de discos. Aliás, ele gravou também as versões em português dos álbuns. O primeiro foi A Canção das Boas Maneiras, um disco com duas faixas musicais. E em 1956, ele gravou outros três discos, Bozo nas Selvas, Vamos Rir Com Bozo e O Palhaço Bozo Apresenta Suas Aventuras. Os discos mesclavam canções e histórias infantis.

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