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Junho de 1991

Salomé

No dia 3 de junho de 1991, estreou a novela Salomé na TV Globo. Foi escrita por Sérgio Marques, inspirada no romance homônimo de Menotti Del Picchia publicado em 1940 que, por sua vez está inspirado na passagem da bíblia em que a dançarina Salomé pede ao rei Herodes a cabeça do profeta João Batista. A novela teve direção geral e núcleo de Herval Rossano e contou com Patrícia Pillar, Petrônio Gontijo, Imara Reis, Suzy Rêgo, Edwin Luisi, Rubens de Falco, Flávia Monteiro e Carlos Alberto nos papeis principais.

A trama gira em torno de Salomé, protagonizada por Patricia Pilar, que é uma mulher à frente de sua época. Ela desafia as convenções sociais de Paris do século XIX com um ousado número de dança com véus que a deixa seminua. A repercussão de sua ousadia chega ao Brasil, onde sua mãe, Santa, interpretada por Imara Reis, e seu padrasto, Antunes, vivido por Carlos Alberto, ficam preocupados com a reputação da filha e decidem trazê-la de volta para casa. Ele viaja à França para buscá-la, e a moça só aceita retornar se seus amigos Berta e Ruggero a acompanharem.

Herval Rossano já tinha pensado em produzir essa novela em 1978 e cogitou Gilberto Braga para escrevê-la. Mas como ele passou para o time de autores do horário nobre, o projeto foi abandonado. Somente 11 anos depois, em 1989 é que decidiram retomar o projeto, que estreou em 1991. A ideia original era que a novela tivesse apenas 60 capítulos, mas o . O então o Boni, que era o vice-presidente de operações da emissora, vetou o projeto. Ele liberou com a condição de que o folhetim fosse mais longo.

Salomé teve 107 capítulos, quase o dobro do planejado, mas ainda assim é um dos folhetins mais curtos já produzidos para o horário das 18h. E outro fato é que foi uma obra fechada, ou seja, quando estreou todos os capítulos já tinham sido gravados. Esses dois detalhes comprometeram a audiência que ficou na média de 35 pontos, baixo para os padrões da época, porque ao ser esticada a trama ficou lenta e por ter sido previamente gravada não podia passar por ajustes.

Salomé teve dois álbuns musicais, a trilha sonora nacional com o ator Petrônio Gontijo na capa, e a trilha sonora internacional com a atriz Flávia Monteiro na capa. Ambos com 14 faixas cada um. Na trilha nacional tem um poutporri das canções Jura, Tá-Hi (Pra Você Gostar de Mim) e Agora é Cinza, interpratadas por Andrea Veiga que deu vida a personagem Carmem.

A música de abertura foi cantada por Selma Reis, mas a ideia inicial é que fosse na voz de Mara Maravilha. Ela chegou a gravar, no entanto, houve conflitos de interesses e de estratégia de marketing. Mara chegou a ser convidada para ir para a Globo em 1988, quando estava no auge do Show Maravilha, mas recusou o convite por gratidão e fidelidade a Silvio Santos. No entanto, ela esteve em várias ocasiões no Xou da Xuxa e no Domingão do Faustão. A música Sombra Em Nosso Olhar, que foi tema de abertura de Salomé, em sua voz, entrou como faixa bônus da versão em CD do álbum Curumim.


Disco de estreia de Shakira

No dia 24 de junho de 1991, foi lançado o álbum Magia, o disco de estreia de Shakira, através da Sony Music Colombia. As faixas reunem uma coleção de canções dançantes e baladas que ela mesma havia composto desde quando tinha oito anos de idade.

Os temas foram inspirados em suas experiências de sair com garotos e aventuras e sonhos de viver no litoral.


O Sorriso do Lagarto

No dia 29 de junho de 1991, estreou a minissérie O Sorriso do Lagarto, na TV Globo. Foi escrita por Walther Negrão e Geraldo Carneiro, baseada no livro homônimo de João Ubaldo Ribeiro, com direção geral de Roberto Talma. Contou com Tony Ramos, Maitê Proença, Raul Cortez, Carlos Augusto Strazzer, José Lewgoy, Lúcia Veríssimo e Alexandre Frota nos papéis principais. 

A minissérie narra a história de amor entre João Pedroso, personagem de Tony Ramos, um biólogo que resolve viver da pesca, e a infeliz Ana Clara, interpretada por Maitê Proença, casada com o corrupto Ângelo Marcos, vivido por Raul Cortez. Paralelamente ao triângulo amoroso, tem o caso de  Lúcio Nemésio, feito por José Lewgoy, que realiza experiências genéticas clandestinas no hospital da ilha, a fim de criar uma sub-raça de seres desprovidos de algumas características humanas.

A história é cheia de mistérios e já começa com a morte inexplicável de Maria das Mercês, que foi feita por Sofia Papo, enquanto fugia com o seu bebê recém nascido. O detetive Peçanha, feito por Carlos Augusto Strazzer, não consegue esclarecer nenhum dos crimes que investiga na cidade e a trama termina como começou, sem que ninguém saiba quem foi o atirador que matou Maria das Mercês, o Dr. Nemésio continua com as suas experiências no hospital, Ana Clara volta para Ângelo, e para aumentar o suspense aparece um menino lagarto nas últimas cenas.

O ator Chiquinho Brandão, que interpretava o Chico Bagre, faleceu num acidente de carro quando voltava para casa depois de uma gravação. Seu personagem desapareceu misteriosamente na minissérie e foi Stephan Nercessian entrou na trama com o nome de Chico, para dar sequência ao papel.

Essa minissérie foi a primeira experiência da Globo em produzir uma teledramaturgia em parceria com um produtora independente, a TV Plus do Roberto Talma que diretor da própria Globo. Ele trabalhava junto com Eduardo Figueira e Márcio Waissman. No entanto, a emissora optou por seguir fazendo as produções por conta própria e a produtora tentou emplacar projetos em outros canais como a telenovela 74.5: Uma Onda no Ar, que foi exibida na Rede Manchete em 1993.

O Sorriso do Lagarto teve um álbum da trilha sonora com o ator Tony Ramos na capa.


Estreia da dupla Sandy e Junior

Foi em junho de 1991, que foi lançado o álbum de estreia da dupla Sandy e Junior, Aniversário do Tatu, através da PolyGram, atual Universal Music, produzido pelo pai da dupla, o cantor Xororó.

O álbum saiu após dois anos da primeira performance dos dois no programa Som Brasil, na TV Globo, apresentado por Lima Duarte.


Gaúcho Negro

E foi no mês de junho de 1991 que estreou o filme Gaúcho Negro no cinema. Trata-se de uma produção de Xuxa Produções, dirigido por Jessel Bus com roteiro de Yoya Wursh, teve o Gaúcho da Fronteira como protagonista, além de Letícia Spiller, Cláudio Heinrich, Juliana Baroni, Egon Júnior, Isabela Silveira, Jimmy Pipiolo e Pinduca Gomes. O filme teve algumas participações especiais, dentre elas a própria Xuxa que atuou como narradora da lenda do Gaúcho Negro e aparece apenas no começo e no final do longa.

O filme foi rodado na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e distribuído por Columbia Pictures do Brasil. A história gira em torno do Gaúcho Negro, um personagem que como o próprio nome define, era um homem com vestimenta negra, de gaúcho, que gerava dúvidas se era um ladrão, um justiceiro, ou somente uma lenda. Ele apareceu algumas vezes durante um festival de músicas, enquanto acontecia também muitos crimes, roubos de gado e queimadas na região.

A parte romântica ficou por conta do casal João, interpretado por Claudio Heinrich, e Adriana, papel de Letícia Spiller. Ele era um visitante do Rio de Janeiro, e ela uma professora local. Além deles, outra Paquita e outro Paquito fizeram parte do filme, o Egon Junior e a Juliana Baroni.

A produção contou com a participação dos moradores da cidade de Rio Grande e enquanto esteve em cartaz levou 535 mil pessoas aos cinemas. Seguindo as mesmas características dos filmes dos Trapalhões e da Xuxa teve o enredo permeado por músicas das bandas e cantores nativos do Rio Grande do Sul, que participaram do festival que serviu de pano de fundo para a história, e estão compiladas no álbum da trilha sonora do longa.


Nasceu Nesse Mês

O ator José Jesuíta Barbosa Neto, nasceu no município de Salgueiro, em Pernambuco, no dia 26 de junho de 1991. Ele é considerado um importante talento do cinema brasileiro, a sua estreia na sétima arte aconteceu em 2012 com o curta-metragem Dias em Cuba. Na televisão, estreou em janeiro de 2014 na minissérie Amores Roubados, na TV Globo, com o personagem Fortunato Dias.

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