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Especial noturno - Xuxa 10 anos

Na quinta-feira dia 4 de julho de 1996, a TV Globo apresentou o Especial Xuxa 10 anos. Ela já tinha apresentado uma edição especial do Xuxa Park, lançado um disco em comemoração da sua década de Globo e ainda fomos presenteados com esse programa que contou com a participação de Renato Aragão.

Os dois fizeram um retrospecto da carreira dela, destacando os melhores momentos de seus programas, suas músicas e outros sucessos. Xuxa falou das suas inspirações para sua carreira como o Capitão Asa em quem se inspirou para criar a sua nave espacial, de Jeannie é Um Gênio em quem se inspirou para usar as xuquinhas... Falou também sobre os fãs, sentimento, solidão...

O Renato Aragão desempenhou o papel de entrevistador e entre uma conversa e outra víamos cenas marcantes dos programas que Xuxa já tinha feito na emissora. A conversa era dividida por musicais e quase tudo feito em estúdio. O especial teve supervisão de Marlene Mattos, mas não foi ela quem dirigiu, a direção foi de Ignácio Coqueiro que teve Ângela Mattos como diretora assistente. Na verdade, tem um monte de gente envolvida, um diretor para cada detalhe, figurino, musical, cenografia... são muitos nomes.

O especial começa com Xuxa caracterizada de palhaço, cujas cenas foram gravadas no circo de Beto Carrero, em Santa Catarina. É onde acontece o primeiro musical com a música Circo do Xegundo Xou da Xuxa. Antes, ela encontra Renato Aragão caracterizado de Carlitos, no camarim, apartir de então os dois passam o tempo todo conversando em distintos ambientes com figurinos diferentes também. 

No estúdio do Xuxa Park nós tivemos uma grata surpresa, ou melhor, teríamos se não tivéssemos visto no programa, cinco dias atrás, a nave espacial do Xou no lugar da pirâmide. Ficou lindo, deveria ter ficado lá para sempre, encaixou perfeitamente. E o musical que veio a seguir foi dentro da nave, ou melhor, construíram um cenário para simular a parte interna e colocaram um monte de gente para performar a música Turma da Xuxa do primeiro álbum do Xou.

Estavam presente as Paquitas Andrea Veiga e Andreia Faria, as duas de farda vermelha pela primeira vez porque no Xou da Xuxa elas usavam azul. Estavam também a Letícia Spiller, Ana Paula Almeida, Cátia Paganote, Ana Paula Guimarães, Roberta Cipriani, Flávia Fernandes, Juliana Baroni, Tatiana Maranhão e acho que a Bianca Rinaldi.

Além delas, estavam a Duda Little, a Raquel Batista e o Caique Benígno que foram repórteres e apresentadores do Jornal do Xou da Xuxa, as Gêmeas, a Bombom, o grupo You Can Dance, Moderninho, Dengue, Praga, Samuka, as Paquitas Nova Geração e o Gênio do Xuxa Park.

Os Paquitos também estavam, três deles, o Marcelo, o Claudio e o Yuri que entrou em 1991 para substituir o Robson. O curioso é que todos os rapazes, inclusive o Robson estavam presentes no último dia do Xou da Xuxa, mas o Yuri não.

Depois teve o musical Dança da Xuxa, do álbum Xou da Xuxa 3, com um monte de Xuxinhas. Um vídeo clipe da música Milagre da Vida, do álbum 4º Xou da Xuxa. E, um vídeo de Lua de Cristal, do álbum Xuxa 5. Ela estava linda nessa época, não tinha mais a franja que ostentou durante todo o perìodo do Xou, ficou com mais cara de modelo, mais elegante.

A única música apresentada nesse especial que não foi da época do Xou é Príncipe Encantado do álbum Luz No Meu Caminho. Se as cenas te parecerem familiares, o seu cérebro tem razão, é uma reprodução do vídeo Diamonds Are Girl's Best Friend de Marilyn Monroe, mas talvez você conheça através do vídeo Material Girl de Madonna.

Depois, tivemos Ilariê que foi a única música apresentada ao vivo, em Salvador na Bahia, com a participação de crianças do grupo Olodum. Em seguida passou o vídeo clipe da música Minha Rainha, com Andrea Veiga, Ângela Mattos e Aline Barros nos vocais e Marcelo Paquito no piano. E o último vídeo musical foi da música 10 anos, do álbum Xuxa 10 anos. É outro vídeo que eu adoro, gosto da música, o vídeo ficou muito bonito e a Xuxa estava linda como sempre.

O especial acabou onde começou, no circo, com a Xuxa caracterizada de palhaço. Uns dez dias após sua exibição, o programa foi reprisado.

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Especial de fim de ano da Angélica


Em 1996, depois de oito anos desde a primeira tentativa de levarem Angélica para a Globo, ela finalmente assinou contrato com a emissora para fazer dois programas, um juvenil e outro para o público infantil. O juvenil foi o Angel Mix, e o infantil foi uma série intitulada Caça Talentos.

Caça Talentos foi uma obra feita a muitas mãos, é uma criação de Boninho e teve roteiros de Denise Bandeira, Mauro Wilson, Ronaldo Santos e Gilberto Loureiro, com a colaboração de Mariana Mesquita, Péricles Barros, Márcio Wilson, Flávia Lins e Silva, Duba Elia e Bernardo Guilherme. E contou com a direção de Carlos Magalhãe, Roberto Vaz e Marcio Augusto, com direção geral de Carlos Magalhães e direção de núcleo de Boninho e Jorge Fernando.


Angélica teve o apoio de várias estrelas da casa. Eduardo Galvão, Helena Fernandes, Antônio Pedro, Tony Tornado, Cláudia Rodrigues e Ana Furtado fizeram parte dos papeis principais.


Angélica interpretou a Bela, uma menina que sofreu um acidente de carro ainda bebê, no qual seus pais perderam a vida. Ela foi encontrada por duas fadas, a atrapalhada Margarida vivida por Marilu Bueno, e a sábia Violeta vivida por Betina Vianny, que a levaram para o Mundo Mágico e a criaram como uma fada, dando poderes mágicos para ela também.


Mas quando Bela completou 18 anos, descobriu que nasceu no mundo real e precisava escolher se desejava ser uma fada ou uma humana. Então, para auxiliá-la nesta missão, suas tutoras mandam-na para a produtora de televisão Caça-Talentos, que abriga a passagem entre o mundo mágico e o mundo real, onde ela deve aprender como os seres humanos vivem, se relacionam e lidam com as dificuldades sem o uso de magia, podendo escolher no fim de suas conclusões qual caminho seguir.


O rompimento do mundo real com o encantado se acabaria com um beijo. Ou seja, a fada Bela não podia beijar nenhum humano, pois além de perder todos os seus poderes a sua memória do mundo mágico seria apagada. Obviamente isso se torna um problema porque ela se apaixona por Artur Carneiro, vivido por Eduardo Galvão, o dono da agência, que a contrata como sua assistente.

A roteirista Denise Bandeira disse que escrever uma fada que fosse boazinha e que resolvesse problemas era o que todo mundo esperava da Angélica. Então, a equipe optou por compor uma personagem trapalhona, que acertava, mas normalmente por caminhos tortos.

A série estreou com uma semana de atraso, no dia 16 de setembro. Ia ao ar às 11h30, logo após o Angel Mix e apresentava uma história completa por semana, cada tema novo tinha início na segunda-feira e era concluído na sexta-feira. Então, além dos atores do elenco fixo, vários artistas participaram da série, não necessariamente atores.


A trama se desenrolava em dois cenários, na agência Caça Talentos e na floresta encantada. Como os Estúdios Globo estavam no início de suas operações, só puderam comportar o cenário da floresta encantada. Já a agência Caça Talentos foi montada nos estúdios Tycoon. 

A partir de quatro de agosto de 1997, com o início da terceira temporada, as histórias passaram a ter mais episódios, dez ou mais. E em março de 1998, com o início da quarta temporada, houve uma reestruturação na produção, inclusive de elenco. Chegou ao fim no dia 20 de novembro de 1998.

No último capítulo, após salvar Artur de ser morto por Bárbara, Bela acaba revelando que é uma fada e decide retornar ao Mundo Mágico. A direção do programa tinha a ideia de fazer uma continuação da trama, uma espécie de As Aventuras da Fada Bela, mas o plano não foi adiante.

Após o seu término, a Rede Globo reexibiu os primeiros episódios entre 23 de novembro a 18 de dezembro do mesmo ano. A série foi reexibida pelo canal Viva três vezes. A primeira entre 22 de maio de 2010 a 17 de maio de 2012. A segunda foi logo na sequência até 11 de abril de 2014. E a terceira vez, de forma parcial, entre cinco de agosto de 2019 a sete de agosto de 2020.


Fada Bela ganhou duas canções, uma intitulada Fada Bela, no álbum da Angélica de 1996, e outra intitulada Dança da Fadinha, no álbum Angélica de 1997, ambos lançados pela gravadora Columbia. Hoje, Sony.

A série fez tanto sucesso que ganhou um especial de fim de ano, foi o primeiro especial de Angélica na Globo. O episódio começa com um sonho de Bela cantando ao vivo. Ao despertar, descobre que a agência Caça Talentos aceitou produzir um especial de fim de ano para a TV Galáxia para se salvar da falência. Os funcinários da agência foram convencidos a fazer uma releitura do filme O Mágico de Óz, chamada O Mágico Feroz.

Avalanche, interpretado por Tony Tornado, fez o homem de lata que na versão da Caça Talentos era uma máquina de refrigerante que queria se tornar uma máquina de música. Souboy, interpretado por Igor Lage, fez o papel do espantalho que queria se tornar um grande dançarino de hip hop. Karina, interpretada por Claudia Rodrigues, ficou com o papel do leão, que era uma leoa, e só queria comer menos.

Artur, interpretado por Eduardo Galvão, ficou com o papel do Mágico Feroz. E a menina Doroteia seria interpretada por uma artista misteriosa, então, enquanto ela não aparecia para gravar, Fada Bela assumiu seu papel.

A vilã Silvana, vivida por Helena Fernandes, só pensava em boicotar o trabalho dos colegas com a ajuda de sua fiel escudeira, a Drica, interpretada por Ana Furtado. Para esta missão, juntaram-se ao plano maquiavélico o dono da agência concorrente Mundo Real, Luiz Lobo, intepretado por Davi Pinheiro e Raposo, interpretado por Mauricio Mattar, que conseguiu o papel de príncipe, um personagem extra por sugestão de Bela.

Na época, Angélica e Mauricio Mattar era namorados e tinham gravado um dueto para o álbum dela, lançado naquele ano.

Outro personagem extra foi o duende da sorte, intepretado pelo personagem Tremedeira, papel do ator Antonio Pedro. Silvana ficou com o papel da Bruxa e Drica como a sua mascote macaco voador. Caetano Veloso também faz uma rápida participação.

No final, o homem máquina de refrigerante que queria ser uma máquina de música recebe um rádio do Mágico Feroz. O espantalho que queria ser um grande daçarino ganha uma companheira para formar dupla e a leoa que queria parar de comer recebe um adesivo na boca.

O príncipe vilão admite que tinha a missão de boicotar o especial e recebe a ajuda da fada Bela. A estrela misteriosa finalmente aparece para gravar o especial e é... a Angélica. A bruxa é derrotada e o vilão infiltrado é descoberto.

O especial termina da mesma forma que começou, com um sonho de Bela cantando ao vivo, que na verdade é a Angélica

O primeiro especial de Natal da Xuxa

Xuxa assinou contrato com a TV Globo em 1986 e permaneceu até dezembro de 2014. Nos 29 anos que integrou o elenco da emissora ela apresentou 19 especiais de Natal. Mas não foi na vênus platinada onde começou essa tradição, o primeiro especial de Natal aconteceu em 1985, na TV Manchete.

O primeiro especial de Natal da Xuxa, na Globo, aconteceu em 1989, depois teve um hiato entre 1999 e 2002, e o último foi ao ar em 2010. No entanto, assim como o Xou da Xuxa que não era uma ideia original, o programa da noite de Natal da apresentadora que virou uma tradição teve início quando ela ainda comandava o Clube da Criança. A ideia era basicamente divulgar o álbum Xuxa e Seus Amigos que tinha sido lançado pela gravadora Philips.

Quem assumiu a produção do disco foi o Roberto Menescal, grande mestre da Bossa Nova e diretor da Polygram na época. Ele contou em entrevista para a Veja Rio, que na ocasião a gravadora passava por uma crise financeira e tinha parado com as contratações, além de ter dispensado muitos artistas que já não vendiam mais como antes, então investir em um álbum de uma artista que nem era cantora estava fora de cogitação, no entanto, ele achava que a Xuxa merecia um disco e resolveu assumir a responsabilidade.

Roberto pediu gravações para os artistas da casa, eram músicas que eles já tinham lançado, e colocou a voz da Xuxa cantando com eles. Ou seja, o LP ficou pronto sem gastar praticamente nada. Dentro do encarte havia um quebra-cabeça com a imagem da capa.

Segundo o jornal Tribuna da Imprensa, as vendas atingiram 28 mil cópias no Brasil, em 3 dias de lançamento, e, após um mês, segundo o Correio Braziliense, 50 mil cópias haviam sido vendidas. De acordo com Roberto Menescal, Xuxa e seus Amigos vendeu 500 mil cópias. Foi um sucesso.

Nas músicas Kiddo, Sete Quedas e Acalanto ela faz solo. Em O Leãozinho, O Gato, O Caderno, e Pra Mode Chatear, faz dueto com os intérpretes originais. Em algumas canções Xuxa até solta a voz em alguns momentos, mas passa desapercebida, é o caso de Meu Bumerangue Não Quer Mais Voltar e também em Irmão Sol Irmã Lua. E as músicas Delícia do grupo Ciclone, No Mundo da Lua do Biquini Cavadão, e Xa Xe Xi Xo Xuxa dos Trapalhões ela não canta.

A diferença é que a faixa gravada pelos Trapalhões é uma homenagem para ela, já as músicas do Biquini Cavadão e do grupo Ciclone poderiam ter ficado de fora.

Com o disco em mãos, ela cantou a música Sete Quedas em vários programas de TV, e foi a faixa eleita para ser entregue nas rádios também, em um compacto simples com a música Kiddo, e no ano seguinte fez parte da coletânea TVLândia, lançada pela gravadora Som Livre.

Dirigido por Paulo Neto, o especial teve o mesmo nome do álbum, foi exibido pela TV Manchete, em dezembro de 1985, e contou com a participação de várias personalidades, como Marina Lima, Erasmo Carlos... e também não custou quase nada, porque boa parte das gravações foram feitas em estúdio com o uso de chroma key. E teve festinha de lançamento, a emissora preparou um coquetel para comemorar a exibição do especial que contou com a participação de figuras conhecidas como o ator Paulo Figueiredo e Rubens Furtado.

O programa começa com um grupo de crianças chamando uma a outra para que se reunissem na casa da Xuxa onde a ajudariam a produzir um especial musical. Cada ideia que tinham era expressada em forma de vídeo. Ou seja, era um compilado de videos clipes com um leve fio condutor entre um e outro. E apesar de ser uma ideia direcionada para as crianças, não faltou sensualidade. O Grupo Ciclone aparece logo no começo com muitas moças e rapazes com pouquíssima roupa e closes nos triângulos da felicidade.

Xuxa desde sempre demonstrou uma boa veia cômica e nesse especial ela até faz uma sátira, ou homenagem talvez, se não for cópia mesmo, ao programa do Jô Soares, o Viva o Gordo que passava na época, na TV Globo. A vinheta de abertura era ele interagindo com políticos e personalidades famosas da época através do uso do chroma key e ela faz algo parecido em uma das cenas.

Com o plano formatado ela se dirige aos estúdios da TV para apresentar o especial onde canta outras duas canções que fecham o especial.


Curiosidades.


Na Globo, o especial Natal da Xuxa costumava passar na noite do dia 24 de dezembro, foi transmitido interruptamente até 1998. Depois voltou a ser produzido em 2003 e teve a sua última edição em 2010.

Em relação ao disco Xuxa e Seus Amigos, a recepção da crítica especializada foi mista.  O crítico do jornal O Poti chamou-o de um disco muito criativo e moderno, mas o Edgar Augusto, do Diário do Pará, criticou os vocais da cantora e disse que o melhor do disco era a capa.

Em 1990, foi lançado pela PolyGram Discos na Argentina, e a contracapa dessa versão é toda em preto e branco, e a fonte das letras também diferem da versão brasileira. Aliás, o disco foi lançado com o título em espanhol, Xuxa Y Sus Amigos.

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