Jornal Tupi
No dia sete de abril de 1980, entrou no ar o Jornal Tupi, no horário das 19h, na TV Tupi. Com duração de uma hora, sob direção do jornalista Heitor Augusto, e a apresentação de Antônio Casale, Fausto Rocha, Lívio Carneiro e Rejane Limaverde. Além do noticiário internacional, tinha ampla participação das emissoras da rede na produção nacional, refletindo uma proposta do seu diretor, Rubens Furtado, de fazer com que a população tomasse conhecimento dos fatos de todos os estados.
Esse foi o último noticiário produzido pela emissora, indo ao ar entre 7 de abril e 16 de julho de 1980, dois dias antes do encerramento de suas transmissões.
Em 1980, os problemas financeiros da Rede Tupi se agravaram bastante, o que fez com que a emissora extinguisse as atividades do seu departamento de teledramaturgia e o cancelasse várias atrações. A solução foi transmitir enlatados e reprises, mas Antonino Seabra, que tinha assumido a direção no final de 1979, tinha a missão de continuar mantendo um padrão de qualidade elevado para que a rede comemorasse o seu aniversário de 30 anos de uma maneira digna. Essa foi a razão da criação do Jornal Tupi.
Infelizmente a TV Tupi não conseguiu quitar as dívidas e foi extinta naquele ano, o Jornal Tupi ficou no ar até o dia 16 de julho de 1980, dois dias antes do encerramento das transmissões da emissora.
TV Mulher
Foi também no dia 7 de abril que estreou o TV Mulher, na TV Globo, que revolucionou a programação matinal. Era exibido de segunda a sexta-feira, e foi pioneiro ao trazer temas voltados para o público feminino, mas sem deixar de lado pautas polêmicas e inovadoras para a época. Sob a direção de Nilton Travesso, o programa teve como madrinha a cantora Elis Regina e contou com um elenco de peso como Eduardo Mascarenhas, Leiloca e muitos outros.
A formação original do programa marcou época, com Marília Gabriela, Ney Gonçalves Dias, Ala Szerman, Fanny Abramovich, Xênia Bier, Marta Suplicy e Clodovil Hernandez. O TV Mulher também contava com participações especiais, como Zora Yonara e quadros locais apresentados em várias capitais do Brasil. No Rio Grande do Sul, Balala Campos e José Paulo Bisol comandavam a versão regional.
Entre os apresentadores que passaram pelo TV Mulher estavam nomes como César Filho, Amália Rocha, Irene Ravache, Esther Góes e Marilu Torres. O programa tinha quadros icônicos, como Comportamento com Eduardo Mascarenhas, Astrologia com Leiloca, Moda Mulher no Rio com Amália Rocha e Claquete com Hildegard Angel.
A abertura do programa era marcante, mostrando uma central técnica da Globo comandada apenas por mulheres, ao som de Cor-de-Rosa Choque, de Rita Lee.
Um momento histórico se deu quando o apresentador Ney Gonçalves Dias, empolgado durante um comentário, acidentalmente acertou o pé direito da mesa, com sua perna, o que fez com que se movesse um pouco, quase a derrubando. Ainda falando, Ney tentou reajustar o pé da mesa, mas acabou derrubando-a e caindo junto, tudo ao vivo.
E as polêmicas não paravam por aí. Durante a ditadura militar, Marta Suplicy chocou o público ao falar sobre orgasmo feminino e usar a palavra vagina na TV. Isso gerou protestos de grupos conservadores, como as Senhoras de Santana, que exigiram a retirada do quadro do ar.
Outra cena marcante foi quando Xênia Bier invadiu o cenário de Marília Gabriela e jogou moedas nela, fazendo uma referência ao episódio bíblico de Jesus Cristo contra os filisteus.
E claro, Clodovil Hernandez também protagonizou um dos momentos mais polêmicos do TV Mulher ao abandonar o programa ao vivo, protestando contra Marília Gabriela. Foi substituído por Ney Galvão, que assumiu o quadro de moda.
Depois de várias reformulações, o TV Mulher chegou ao fim na sexta-feira dia 27 de junho de 1986. Na segunda-feira seguinte, dia 30, estreou o Xou da Xuxa que ocupou o horário, marcando uma nova fase nas manhãs da Globo. Marília Gabriela ainda comandou o Show dos Shows, mas o formato foi encerrado pouco tempo depois. No entanto, seu impacto foi tão grande que inspirou programas como o Hoje em Dia, da Record, e o próprio Encontro da TV Globo.
Trinta anos depois, em 2016, o TV Mulher voltou ao ar pelo Canal Viva em um reboot de dez episódios, com apresentação de Marília Gabriela e direção de Jorge Espírito Santo. A trilha sonora foi regravada por Arnaldo Antunes e Tulipa Ruiz, e a nova versão contou com colunistas como Ronaldo Fraga, Fernanda Young, Flávia Oliveira e Regina Navarro Lins.
15 anos da Globo
No dia 26 de abril, a TV Globo completou 15 anos no ar. O vídeo comemorativo colocou a atriz Rosana Garcia, que interpretava a Narizinho do Sitio do Pica-Pau Amarelo, e que estava completando 15 anos também, como protagonista da campanha. Com a ajuda de Jacira Sampaio, na pele da Tia Nastácia também do Sitio do Pica-Pau Amarelo, ela se arruma, põe um belo vestido branco e recepciona os convidados.
Entre eles, Suzana Vieira, Paulo Gracindo, Mièle, Fátima Freire, Tarcísio Meira, Ísis de Oliveira, Dennis Carvalho, Milton Gonçalves, Yara Cortes, Lídia Brondi, Bertha Loran, a cantora Alcione que apresentava o musical Alerta Geral, Myriam Rios, Jonas Mello, Sura Bertichevisky, Luciano do Valle, Lady Francisco, Os Trapalhões, Bibi Ferreira e Sócrates o boneco de Orival Pescini do humorístico Planeta dos Homens, entre outros artistas do casting da emissora.
Com a Tupi lutando para sobreviver, Record e Band praticamente insignificantes, e sem SBT e Manchete que ainda não existiam, a Globo nadava de braçadas.
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