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segunda-feira, 29 de maio de 2017

O prazer do novo.

Estou vivenciando a felicidade de ter um novo brinquedinho em mãos e filosofando sobre minha reação a respeito disso.
Depois de aproximadamente um ano e meio com um aparelho de celular que foi comprado as pressas porque o anterior tinha parado de funcionar, a vida útil desse substituto também chegou ao fim, precocemente por sinal.

Bem, lá fui eu novamente, com pouco dinheiro (aliás, mesmo que tivesse muito dinheiro, só se estivesse louco ou visse algo que valeria muito a pena para investir mais de mil Reais em um aparelho de celular) e encontrei um aparelho de qualidade superior ao que tinha acabado de perder e ainda mais barato.
Talvez a minha felicidade maior tenha sido por ter pagado o aparelho a vista. Prefiro assim, pois não fico com aquela parcela me assombrando por meses a fio.
Agora me vejo abrindo e fechando aplicativos, sem necessariamente usá-los. Deliciando-me com a velocidade com que tudo funciona, e até curtindo os barulhinhos de teclas e sons de notificação. Ah, a lua de mel.

Como somos frágeis, suscetíveis e nos contentamos com tão pouco.
Isso deve explicar porque muitas pessoas não param de comprar coisas e trocar de aparelhos de celular. O novo gera uma felicidade, preenche algo, mesmo que por pouco tempo e vira vício. Nós, seres humanos, somos atraídos por novidades e movidos por conquistas, ainda que seja de um simples objeto.

Poucos dias antes, enquanto seguia em uma carona de Uber, eu conversava com o motorista e mencionei o teste de paciência que o meu celular (velho e morto) me exigia, por ser tão lento e travar o tempo todo. Ele me disse, então, que o dele também não era dos melhores e que não tem coragem de investir mais de mil Reais em um aparelho. E ainda, que conhece gente que paga 4 mil por um celular novo.
Gente, 4 mil Reais é mais do que uma passagem de ida e volta para a Europa, ou para os Estados Unidos. Se somos mesmo dependente de novidades e coisas novas, que tal optar por novidades que sejam significativas, que tal uma viagem?
Além disso, celular, carros... são bens depreciativos, perdem o valor rapidamente, ou seja, investir nesses ítens é perder dinheiro. Invista apenas se eles forem utilizados para te dar retorno de alguma forma.
Fica a dica.

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