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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Qual o sentido de ter que crer em algo?

Assisti o programa A Tarde É Sua, na Rede TV!, com  a Sonia Abrão quando ela falou sobre a entrevista do Roy Rossello, onde ele conta os abusos que sofreu enquanto integrou o grupo Menudo.
Roy disse que por algumas vezes tentou se matar e se lançou na frente de carros, além de procurar lugares perigosos onde pessoas já tinham perdido a vida, mas nada lhe aconteceu. E sobre isso Sonia disse que talvez a sua crença em algo superior tenha feito a diferença e lhe poupado a vida.
Para mim, isso não faz sentido nenhum, na mesma proporção que faz sentido para ela.

Senti necessidade de escrever a respeito porque no meu ponto de vista nós não precisamos acreditar em um ser superior para sermos uma boa pessoa ou para preservarmos a vida.
Acredito na natureza, no instinto de sobrevivência, no apego que temos a vida, já que essa é a única certeza que podemos experimentar. E tão valiosa quanto a nossa vida, é a vida de qualquer outro ser humano ou a vida de qualquer outra espécie.
Sou ateu e sou vegetariano. Acho que isso é bem significativo, pois não preciso tirar a vida de nenhum animal para me alimentar. Nem todos os vegetarianos são ateus, assim como nem todos os ateus são vegetarianos, mas no caso dos que não creem em nenhuma entidade resta a valorização do humano e um respeito que pode ser até maior à vida, do que aqueles que acreditam que serão perdoados e compensados por um ser, em outra dimensão.

Quanto ao fato de Roy não ter perdido a vida nas tentativas de suicídio, acredito que ele simplesmente não queria morrer. O nosso instinto natural é de preservar a vida e qualquer risco a que nos submetemos são, inconscientemente, calculados para que as chances de sobrevivermos sejam maiores.
Com todo respeito a opinião de Sonia e aos sentimentos de Roy, eu digo que a vida é tudo o que temos e não vale a pena encurtá-la, e preservá-la só depende de nós.

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