ARQUIVO.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

E em 1992, fez-se as praias.

Eu já comentei em algum lugar sobre as praias de Barcelona. Apesar de a cidade ser banhada pelo Mar Mediterrâneo, as pessoas não cultivavam a cultura de tomar sol nas praias, aliás, não existiam praias.

É compreensível, levando em consideração que as cidades litorâneas eram fortalezas cercadas por muralhas e tinham o oceano como acesso opcional. Foi para as jogos olímpicos de 1992 que o governo restaurou a região e praticamente construiu as praias com toneladas de areias. Eu sabia disso, mas não sabia que para mantê-las lindas como se apresentam aos turistas, exige um trabalho permanente.

Recebi a agradabilíssima visita de três amigos que conheci em Curitiba (PR) e os acompanhei em alguns lugares que não poderiam deixar a cidade sem antes conhecê-los. Um desses lugares visitei apenas com um deles, fomos em Marbella, a área de naturismo de Barcelona. Como estava frio, sabia que não encontraria ninguém nu, enganei-me, pois tinha algumas pessoas despidas, mas a intenção era apenas mostrar como é aquela região que eu gosto muito e fiquei chocado com a situação da praia.

Em alguns trechos a areia praticamente sumiu, reduzindo a área de banhistas a uma estreita faixa de areia. Caramba, exclamei. Eles reconstroem as praias todos os anos depois do inverno, e a confirmação disso foi uma espécie de caçamba que já estava por lá despejando areia e nivelando o local.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

5 coisas sobre Deus Salve o Rei.

Uma novela que foge dos padrões sempre corre o risco de gerar recusa por parte dos telespectadores mais fiéis ao estilo de teledramaturgia, e Deus Salve o Rei, além disso, enfrentou outros problemas, como o remanejamento de atores no decorrer da produção.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como assim você não bebe?

Texto na íntegra do "Entenda Os Homens.com.br"

Dia desses eu estava em um lugar com outras cinco ou seis pessoas. Alguém trouxe vinho, outro trouxe cerveja e começaram a encher os copos. Perguntaram o que eu preferia, e eu disse que não preferia nada, porque eu não bebia. E eis que:

Pessoa 1 – Como assim você não bebe?
Eu – É, não bebo
Pessoa 2 – Parou?
Eu – Não, nunca bebi.
Pessoa 1 – Nada, nada? Nunca bebeu nada?

Eu – Já provei quando era novo, mas não bebo.

Silêncio sepulcral.
Pessoa 3 – Não bebe nunca?
Eu – Não, nunca.
Pessoa 2 – Você fuma muito?
Eu – Eu não fumo
Pessoa 3 indignadissima – Mas maconha tu fuma, né?
Eu – Não
Pessoa 3 já impaciente – Cheira? Toma Rivotril?
Eu – Não, e não. De droga só bebo Fanta Uva e ultimamente tenho visto uns jogos do Fluminense.

Minha piada sensacional foi prontamente ignorada, e o interrogatório continuou:

Pessoa 1 – Mas como você consegue não beber?
Eu – Não bebendo. Não é tipo não respirar ou não comer, eu só não gosto.
Pessoa 2 rindo – Mas você faz o que então, se você não bebe?
Eu grosso e já meio de saco cheio – Não fico por aí enchendo a cara pra me enturmar nem fumando baseadinho pra me sentir “da galera”. É isso que eu faço.

E depois da minha grosseria, o papo acabou. O que eu achei uma pena porque eu estava à beira do meu famosíssimo discurso anti-drogas. Na verdade eu não sou panfletário contra as drogas, eu sou indiferente. Quer fumar, fume, quer beber, beba, o problema não é meu. Mas não venha encher o meu saco com isso, simples assim. E eu não bebo porque realmente não gosto, assim como tem gente que não gosta de alface, tem gente que não gosta de refrigerante, e tem até gente que – pasmem – não gosta de mulher. E eu não fico questionando isso.

Quando eu encontro um gay eu não fico perguntando: “Nossa, como você não gosta de mulher? Como você consegue não gostar de mulher?”, tampouco interrogo os vegetarianos sobre “Meu Deus, o que você faz da vida se você não come carne?”. Eu só quero que a minha preferência, que é não beber, seja respeitada como eu respeito as outras preferências. E às vezes tenho que ser grosseiro e dizer que não preciso de alguma coisa pra alterar meu estado de consciência só pra “ficar mais legal” ou para “abrir a minha mente”.

E sem querer fazer papel de vítima nem nada disso, mas essa é uma discussão que eu raramente vejo por aí. Falam que a sociedade oprime mulheres, oprime gays, oprime crianças, mas e quanto a essa ditadura velada das drogas? De deixar “de fora da turminha” quem não usa nenhuma droga – lícita ou ilícita? O pior é ouvir esse papo de “uau, que absurdo você não beber”, e ter que ser polido e não falar “Nossa, que absurdo você ser um imbecil completo”. É difícil manter a educação. Geralmente eu faço o papel de grosso anti-drogas que sai chamando todo mundo de maconheiro e viciado. É a minha defesa contra essa babaquice de achar que eu sou um completo idiota só porque não bebo.

Uma tática que eu usava e uso às vezes só pra deixar esses imbecis culpados é dizer que eu sou ex-dependente químico e que meu pai é alcoólatra e batia em mim quando criança, e mostro uma cicatriz que tenho na sobrancelha dizendo que isso foi ele que me atirou um copo. A conversa acaba na mesma hora. Mas eu queria, sinceramente, saber como é que pessoas esclarecidas, que deveriam ser cultas e estudadas, engolem com tanta facilidade essa baboseira de que drogas são legais e quem não usa drogas ou não bebe não é legal. Quem  define o que “não é legal”? Não tô dizendo que não sejam, mas isso faz tanto sentido quanto dizer que arroz é legal, ou que maizena é legal, e que se você não come arroz ou maizena você é um idiota.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

The Pussycat Dolls.

O grupo foi criado pela coreógrafa Robin Antin em 1995, na cidade de Los Angeles na Califórnia, inicialmente como uma trupe burlesca. Nesse período o grupo teve várias integrantes e se apresentava com cantoras convidadas com um repertório padrão da música popular dos anos 50 e 60.

As integrantes vestiam lingeries ou se fantasiavam de pinups. Elas tiveram destaque no filme Matters Of Consequence, de Morgan Higby. Algumas integrantes posaram para a revista Playboy e participaram do filme Charlie’s Angels: Full Trottle (aquele em que Rodrigo Santoro estreou em Hollywood), além de atuarem no vídeo clipe da música Trouble da cantora Pink.

Em 2003 Robin negociou um contrato com a gravadora Interscope Records lançando a girl band, mas algumas integrantes resolveram não continuar com o grupo lançado no mercado fonográfico, foi então que Robin convidou Nicole Scherzinger que havia vencido o reality show Popstars e integrado o grupo Eden’s Crush, que, aliás, qualquer semelhança com o Popstars que formou o grupo Rouge aqui no Brasil não é mera coincidência. Ela se juntou a Carmit Bachar, Kasey Campbell, Cyia Batten, Kimberly Wyatt, Ashley Roberts, Jessica Sutta e Kaya Jones. E no mesmo ano, em 2003, Melody Thornton se juntou as meninas. 

As primeiras músicas foram gravadas em 2004 para a trilha sonora dos filmes Shark Tale e Shall We Dance, deste segundo, a música Sway, entrou para o primeiro álbum que foi lançado em 2005, mas antes ainda foi lançada a segunda música, Santa Baby, gravada exclusivamente para o Natal.

Do álbum PCD, a música que fez mais sucesso foi Buttons. E do segundo álbum, Doll Domination, lançado em 2008, I Hate This Part tocou bastante nas rádios e tvs, e esse álbum foi relançado algumas vezes (Doll Domination 2.0, Doll Domination: The Mini Collection, Doll Domination 3.0) com músicas inéditas, como Jai Ho e Hush.

O foco do grupo ficou excessivamente em Nicole o que gerou críticas de especialistas e também o desagrado das outras participantes, a primeira a sair da banda foi Kaya Jones, em 2004, para seguir carreira solo. Em 2005 outras duas saíram, Cyia Batten e Kasey Campbell, para se dedicar a dança. Em 2008, Carmit Bachar deixou o grupo para se dedicar a outros projetos. Em 2010 outras quatro integrantes deixaram o grupo e Jessica Sutta revelou à E! Online que foi expulsa após ter quebrado uma costela durante a turnê do grupo.

Em maio daquele ano a MTV anunciou uma nova formação e o terceiro álbum, mas Scherzinger decidiu seguir carreira solo dizendo que não gostaria de estar no grupo com outras garotas e Nicole também preferiu seguir carreira solo. No começo de 2011 a nova formação foi anunciada, mas mudou o nome para G.R.L.

Curiosidades.
Nos anos 2000 o conceito de Boy Band e Girl Band estava bem forte, foi quando surgiu o grupo The Pussycat Dolls, mas com algumas variações distintas dos grupos que estavam fazendo sucesso. Geralmente os grupos típicos são compostos por 5 integrantes, mas as meninas estrearam no mercado fonográfico em 9. Ou seja, ganharam até das Paquitas que eram 8.

Outra característica distinta do grupo em relação aos demais do mesmo gênero, é que geralmente a vocalista principal deixa o grupo para se lançar em carreira solo. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Ivete Sangalo (Banda Eva), Claudia Leite (Babado Novo), Netinho (Banda Beijo), mas em The Pussycat Dolls a Nicole não teve outra alternativa, pois as outras integrantes foram saindo até que ela ficou sozinha.

Com insinuações de strip-tease, as meninas eram muito flexíveis e super sensuais, fazendo jus ao nome do conjunto. The Pussycat Dolls é algo como As Gatinhas Bonecas (ou As Bonecas Gatinhas). E, sim, elas pareciam ter sido modeladas a mão.

Em 2009, quando o grupo iniciou uma turnê mundial, elas tiveram seus shows abertos por Lady Gaga que ainda estava começando.

Durante um período de férias do grupo, Nicole produziu um álbum solo, mas não obteve a repercussão esperada e o projeto foi engavetado. Algumas canções foram inseridas no segundo álbum do grupo.

Depois que o grupo se desfez, nem uma das integrantes conseguiram o mesmo êxito de quando estavam juntas e em outubro de 2017, foi publicada uma boa notícia aos fãs. Nicole, Melody, Jessica, Kimberly e Ashley estariam tendo alguns encontros e reuniões para a volta do grupo.

Tudo sobre Pussycat Dolls

De um grupo burlesco ao estrelato.
Conheça a história das meninas que quebraram um paradigma de girl band.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Disney Club - Túnel do Tempo.

Em 1997 estreou no SBT um dos melhores programas infantis da emissora, o Disney Club.
Mas, você sabia que o programa tinha sido produzido, a princípio, pela Rede Globo?
De 1993 a 1995, ele foi exibido aos domingos, tendo como atração os desenhos dos estúdios Disney.
Em 1996, sob novo formato, foi exibido pela TV Colosso e contava com um boneco do Zé Carioca como apresentador e saiu do ar junto com o fim da cachorrada.

A nova versão foi formatada por Cao Hamburger, que veio da TV Cultura e colocou um grupo de amigos que montaram uma emissora de TV pirata que interferia na programação do SBT.
O projeto levou apenas um mês e meio para ficar pronto.

Sob o lema “não somos crianças, somos ultra jovens”, os amigos Caju, Chiclé e Maca protestavam na transmissão da tv improvisada, que aliás, se assemelha muito aos canais do youtube de hoje em dia.
Os primeiros desenhos eram do Timão e Pumba e do Pateta.
Com o tempo novos integrantes se juntaram a trupe. A Maluca, o Pipoca e o Rico.

Com o fim da parceira SBT e Disney, o nome do programa mudou para Disney Cruj. Cruj era a sigla da reunião dos meninos. Comitê Revolucionário Ultra Jovem.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

2 de março.

Por sorte, os fatos vão se sobrepondo às datas ao longo de nossas vidas. No entanto, alguns acontecimentos ficam permanentemente registrados no tempo. E será assim o dia 2 de março dos meus próximos anos.

Há um mês eu recebi a triste notícia do falecimento de um amigo muito especial. Aquele do tipo que brigamos, reatamos, sumimos e nos reaproximamos quantas vezes nos for possível. E com este rapaz, eu tinha acabado de reiniciar as conversas porque ficamos alguns meses sem trocar uma palavra, mas quando eu soube que sua mãe havia falecido não tive dúvidas para contactá-lo e me colocar a disposição.

Eu conheci a sua família, pequena, aliás, comparando-se com a minha. Além dos pais, ele tinha apenas um irmão, de resto, geralmente não contamos como parte do núcleo familiar, não é mesmo?

Tínhamos uma história delicada, mas eu me sentia privilegiado por fazer parte das poucas pessoas que ele se permitia manter em contacto. Nos conhecemos em 2005 e nos meses que convivemos, praticamente diariamente, eu aprendi muita coisa com ele e me sentia especial por ouvir que também lhe ensinava. O que esse cara nunca soube era o tamanho da importância que ele teve no curso da minha vida que eu tomei depois de conhecê-lo. Não que eu nunca lhe tivesse dito, mas porque talvez não conseguisse medir mesmo.

Senti-me tocado pela sua perda, e mais ainda pela sua dor. E as vezes me culpo por ser tão discreto e pouco invasivo a ponto de não ter ido até a sua casa e o arrancado para a rua, ou simplesmente para lhe dar um abraço. Pois preferi respeitar o seu tempo e mais uma vez me conformar que não iríamos nos encontrar antes de eu deixar a cidade. O problema é que agora eu estou morando mais longe, bem mais do que os 100 km que nos separavam até meados de 2017. Porém, infelizmente esse encontro jamais vai acontecer, pois em menos de um mês depois de sua mãe, ele partiu para outros planos. Infelizmente para nós que ficamos, prefiro pensar assim.

Agora resta esperar que o tempo cure as feridas da perda, porque preencher o vazio deixado sei que jamais o fará. E que sejamos felizes, porque ele eu sei que agora é, e em sua plenitude.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Alguns fatos de março.

Depois de Bailando, o grupo Rouge já tem um segundo vídeo clipe.
As Spice Girls estão preparando um retorno e adivinha quem está fazendo charminho.
E outras cositas más.

segunda-feira, 26 de março de 2018

E se fôssemos como as águias?

Já nos enta, repenso os valores da vida.
Dizem que a vida começa aos 40, dizem também que há uma grande crise de identidade nessa idade. Bem, eu não tive crise alguma, mas de fato, a idade do lobo me fez repensar alguns valores.

Estou em minha segunda experiência fora do Brasil, vivendo em Barcelona, e dessa vez mais trabalhando do que passeando, e esforçando todos os neurônios para assimilar o castellano que, ao contrário do que parece, não é tão fácil.

Recentemente sofri duas perdas significativas em minha vida. Acredito que em se tratando de pessoas, sempre são significativas as chegadas e partidas, mas o partir para sempre nos pega de um jeito que mesmo sabendo que um dia acontecerá, nunca estamos preparados. E dessa forma partiu uma amiga, uma pessoa com quem não tive uma grande história, mas a conhecia por tempo suficiente e o bastante para gerar empatia pelos seus sentimentos e experiências de vida. Ela havia superado um tratamento de leucemia e quando tudo parecia bem, veio a surpresa, a doença voltou e dessa vez foi mais forte do que a sua vontade de viver.

O outro caso foi de um amigo, esse mais próximo, embora estivéssemos praticamente sem contato por algum tempo. Eramos amigos de verdade, porque entre as discussões e afastamentos sempre nos reaproximávamos e tive a sorte de contactá-lo e expressar o quão importante ele era para mim antes da fatalidade que nos separou de vez.

Minha amiga já possuia algumas coisas que para muita gente é o suficiente. Tinha uma família composta pelo esposo e dois filhos, todos lindos. Todos mesmo, ela, ele e os meninos. E meu amigo ainda estava em busca de realizações, havia atingido algumas metas e de onde estava para o pulo do gato era só uma questão de tempo.

Já, eu, sou muito diferente de ambos. Privei-me dos filhos e nunca fui tão ambicioso e nem persistente para correr atrás de algo que estivesse muito acima do meu chão. Por outro lado, cheguei mais longe do que ambos, em termos geográficos e talvez consiga o dobro de tempo que ambos tiveram aqui na Terra. E quanto as conquistas, eu ainda tenho muitos objetivos, mas o que já consegui serviu para provar que apesar de manter os pés fixos no solo, posso ir longe.

Lembrei-me do conto da águia. Dizem que as águias, aos 35 anos aproximadamente, arrancam suas penas, as garras, e quebram o bico para que lhe nasçam novas penas, garras e bicos e, então, conseguem chegar aos 70 anos, ou mais, de vida.

Estou na minha segunda experiência na Espanha e me sinto como uma criança que está dando seus primeiros passos, aprendendo suas primeiras palavras... Ou seja, recomeçando. Sinto-me como a águia sem as suas proteções naturais, e talvez essa fragilidade, somada a necessidade de me manter vivo, funcione como um combustível para que eu possa chegar mais longe.

Esses dois amigos que se foram me fizeram pensar sobre o tempo que temos, curto, diga-se de passagem, do quão frágil somos e, portanto, do risco que corremos em qualquer coisa que façamos.

Que risco você quer correr?
De viver só com o suficiente e transbordando de alegria, de viver cheio de bens e transbordando de alegria, de ficar cheio de bens e desperdiçando a sua vida para mantê-los.

Ou...

Que risco?

sexta-feira, 23 de março de 2018

Hebe.

Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani nasceu em Taubaté, SP, no dia 8 de março de 1929.
Colecionadora de joias, carros e dona de propriedades milionárias, Hebe tinha fama de ser uma pessoa acessível e muito simpática, embora tenha levado alguns processos por ter feito afirmações duras e críticas direcionadas a pessoas famosas em seu programa. Ela iniciou sua carreira como cantora de rádio na década de 1940, na rádio Tupi, e se tornou a maior comunicadora da tv brasileira.

Hebe foi convidada por Assis Chateaubriand para se juntar ao grupo que foi ao porto de Santos buscar os equipamentos para dar início a primeira rede de tv no Brasil, a Rede Tupi. Entre os convidados estava o Lima Duarte e Inezita Barroso. Ela foi convidada também para participar da primeira transmissão ao vivo da tv, mas não compareceu alegando um mal-estar, e anos mais tarde revelou que faltou a inauguração da tv porque teria que cantar o hino da tv brasileira e achou a letra horrível.

Uma de suas primeiras participações na tv foi no programa Rancho Alegre, em 1950, e em 1955 estreou o primeiro programa feminino da tv brasileira, O Mundo é Das Mulheres.
Não por acaso, Hebe recebeu o título de a Rainha da TV Brasileira. Ela se tornou a maior entrevistadora do Brasil, tendo entrevistado diversas personalidades ao longo de sua carreira, como Neil Armstrong, Edith Piaf, Julio Iglesias e Xuxa.

Aliás, Hebe e Xuxa se tornaram grandes amigas. As duas participaram do programa uma da outra, incluindo a vez em que Xuxa estava em seu auge quando foi até o SBT e outra vez em que apareceu na plateia de Hebe, com Ana Maria Braga, quando a apresentadora retornou às gravações depois do tratamento contra um câncer. E ainda, na Rede TV!. Já Hebe, foi entrevistada por Xuxa na estreia de seu programa Xuxa, que foi ao ar aos domingos em 1993 e no especial da Globo, 50 Anos Luz, que celebrou os 50 anos da tv no Brasil em 2000. Elas ainda estiveram juntas em eventos beneficentes e atuaram no mesmo filme (Xuxa e o Mistério de Feiurinha).

Troca de emissoras. Ao longo de sua carreira, Hebe trocou algumas vezes de emissora. Em 1950 ela fez as suas primeiras aparições na Rede Tupi, onde estreou em 1955 o seu programa e permaneceu até 1964, saindo para dar à luz ao seu filho Marcello Capuano. Em 1966 ela retornou pela Record TV a contragosto de seu marido, o Décio Capuano, quando estreou o programa que ficou no ar por mais de 40 anos, o programa Hebe. Em 1974 ela retornou a Rede Tupi onde ficou até 1975. Em 1979 estreou o programa na Rede Bandeirantes. Em 1986 o programa estreou no SBT, onde ficou até 2010 e participou de vários especiais na emissora, quando surgiram boatos de que sua saída aconteceu devido o corte de seu salário de 1 milhão e 500 mil para 1 milhão e depois deveria cair para 250 mil numa época de declínio da rede. Em 2011 estreou na Rede TV!, onde ficou até 2012 quando teve o contrato rescendido após algumas internações.

Em 2012, dois dias após a Rede TV! anunciar a sua saída da emissora, o SBT anunciou o seu regresso. No entanto, em uma entrevista o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega disse que Silvio Santos sabia que ela não estrearia, deixando claro que a sua recontratação teria sido um gesto solidário com a apresentadora, em consideração pelos anos de casa, de amizade e como uma forma de dá-la uma razão para buscar forças em seu tratamento. Um bonito gesto.

Quando estreou como cantora na Rádio Tupi, Hebe tinha apenas 15 anos. Ela montou com sua irmã e mais duas primas, o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá que durou três anos. Depois, fez dupla caipira com sua irmã, a Rosalinda e Florisbela. Em 1960 lançou o seu primeiro disco, Sou Eu, seguido por outros nove: Hebe Comanda o Espetáculo (1961), Hebe e Vocês (1963), Hebe (1964), Hebe 65(1965), a Coletânea Hebe (1994), Hebe Pra Você (1998), Hebe Camargo & Convidados (2001), Hebe Mulher e Amigos (2010) e Hebe Mulher (2010).

Em 2010, a apresentadora descobriu que tinha um tumor raro na região abdominal, que foi exterminado após um tratamento. Mas, em 2012 o tumor reapareceu e após algumas internações e cirurgias ela morreu no dia 29 de setembro daquele ano, em São Paulo, aos 83 anos.

Curiosidades. 
Apesar de fazer a linha ostentação, Hebe teve uma infância pobre e estudou só até a 4ª série.
Só em 1957, sete anos depois de sua estreia na tv, é que Hebe tingiu os cabelos de loiro e desde então nunca mais usou os fios escuros.
Em 1981 Hebe sofreu um acidente de avião.
Em 1985 foi convidada para posar nua para a Playboy.
Hebe teve dois casamentos, o primeiro em foi 1964 com Décio Capuano, de quem se separou em 1971. O segundo foi em 1973 com Lélio Ravagnani, com quem viveu até a sua morte, em 2000.
E ela alimentava um amor platônico por Roberto Carlos, que nunca ficou claro se o que falava era de verdade ou só brincadeira, já que sempre demonstrou bom humor.
Além dos programas da Xuxa, Hebe esteve na Globo em outras ocasiões. Em 2000 ela participou do programa do Jô ao lado de Nair Belo e Lolita Rodrigues. E em 2010 recebeu de Faustão o troféu Mario Lago.
Hebe ganhou uma avenida em sua homenagem com o seu nome na cidade de São Paulo, a Avenida Hebe Camargo.

Hebe Camargo - a rainha da tv brasileira.

Ela inaugurou a tv no Brasil e se tornou a maior apresentadora, e entrevistadora, da televisão em nosso país.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Músicas safadinhas de Angélica.

Alguém recebeu uma iluminação para criar o politicamente correto, que é tão criticado por muita gente que se sente limitada por poder fazer piadas, entre outras coisas, ofensivas a terceiros, mas a medida nos fez ver como realmente precisávamos de um freio. E isso não tem a ver com censura, ou moralismo.

No vídeo desta semana eu resolvi mostrar duas canções da Angélica em que a intenção da letra estava além das nossas percepções infantis.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Rouge - Confia em mim.

E não é que elas voltaram mesmo?
As meninas do grupo Rouge, que lançaram recentemente a música Bailando depois do retorno com as cinco integrantes no projeto Chá da Alice, já tem novo clipe.
Elas gravaram a canção Acredite em Mim, para o filme "Pedro Coelho".

sexta-feira, 16 de março de 2018

Década de 2000.

Se você nasceu depois do ano 2000, saiba que você nasceu depois do fim do mundo.

Muito se falou da virada do ano 2000, que o mundo ia se acabar, e muita gente acreditou nessa profecia. Paulinho Moska escreveu a música Último Dia e, acredite, muita gente fez na virada do milênio as coisas que ele canta. O mundo não acabou, mas bugou. 
O sistema operacional entrou em colapso porque os computadores não conseguiram fazer a transição dos dígitos de 1999 para 2000. Isso ficou conhecido como o bug do milênio.

A década de 2000 foi retrô. Isso ficou bem evidente na moda que trouxe de volta para as ruas alguns modelos de anos bem distantes como a calça com boca de sino. A Madonna fez sucesso com um álbum de discoteca e os grupos infantis Trem da Alegria e Balão Mágico ressurgiram. Os cinemas levaram para as telas os super-heróis dos quadrinhos como Spider-Man, Incrível Hulk e Batman. Além da série de tv, As Panteras.
Mas teve também séries de livros, como Harry Potter e O Senhor dos Anéis e outras novidades e ousadias como O Segredo de Brockeback Mountain e Cidade de Deus.

Música.
No começo da década de 2000 as Spice Girls ainda estavam no auge e no Brasil surgiu o grupo Rouge, que assim como as meninas inglesas em escala mundial, as brasileiras formaram a girl band de maior sucesso do nosso país, mas elas não foram as únicas, pois SNZ fez bonito.

Shakira conquistou a América do Norte com seu álbum Loundri Service quando ainda mantinha uma postura roqueira. E por lá, a bola da vez era a Britney Spears, aliás, ela foi do céu ao inferno e ascendeu outra vez. Mas Madonna também fez bonito, ela lançou o melhor álbum de sua carreira. E ainda tinha Beyonce tocando todas e foi a década do nascimento da Mother Monster Lady Gaga.

Outro fenômeno que tocou exaustivamente nas rádios e tvs, foi o grupo mexicano RBD. E quando esse grupo surgiu, outros desapareceram, como o Nsync dando lugar a carreira solo de Justim Timberlake. Mas os Backstreet Boys se mantiveram firmes.

Sandy & Junior tentaram carreira internacional e o sertanejo universitário lançou um caminhão de duplas solistas. Mas não foi só, tivemos também canções pop como, Felipe Dylon, Luka e Kelly Key. Românticas, muito bem represantadas por  Marina Elali. O axé  de Ivete Sangalo e Claudia Leite. E muito rock, NxZero, LsJack, Skank, Vinny e Pitty.

TV.
No Brasil surgiram os reality musicais. Primeiro foi o Popstars, depois Fama e Ídolos que trouxeram novas vozes para o acervo musical do nosso país.

Os programas infantis foram sumindo da grade das tvs abertas. Xuxa, que não queria perder a coroa de rainha dos baixinhos, fez algumas tentativas. Depois do incêndio horroroso nos estúdios do Xuxa Park que culminou no fim do programa, ela lançou o Xuxa No Mundo da Imaginação e Tv Xuxa que durante alguns anos foi diário e infantil e depois semanal e familiar. Angélica mudou de público, Eliana também... Ou seja, a década de 2000 foi o fim da era das musas infantis.

Economia.
O Brasil passou pela melhor fase de crescimento como não se via a muito tempo, se é que alguma vez cresceu tanto.
Ganhamos mais acesso às universidades e também mais universidades. Tivemos mais poder de compra e pudemos realizar o sonho de algumas facetas que eram restritas a um público bem menor, os ricos, como viajar de avião. E o mais impressionante, é que o país deixou de emprestar dinheiro do Fundo Monetário Internacional e passou a emprestar o dinheiro.
E a Petrobrás anunciou a descoberta do pré-sal, uma reserva de petróleo em águas profundas.

Tecnologia.
Foi a década da estréia da TV digital, as operações começaram em 2007.
A internet ficou mais acessível e o Youtube começou a ganhar os seus primeiros vídeos virais e youtubers que hoje já são estrelas da web.
Surgiram as redes sociais, a mais famosa foi o Orkut. E o barato do Orkut é que no começo a gente precisava receber o convite de alguém que já estava usando a rede para criar o perfil.
Surgiram os sistemas de download por torrent, ou seja, foi decretada a morte das locadoras de vídeos e lojas de cds, porque quem tinha internet podia baixar os filmes e as músicas que queria, gratuitamente.

Pasmem.
Passou rápido pra caramba.

Anos 2000 - Depois do fim do mundo.

Durante anos a profecia sobre o fim do mundo, nos anos 2000, provocou medo nas pessoas. O mundo continua inteiro, e muitas transformações aconteceram nos primeiros anos desta nova era. Veja no vídeo abaixo.