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Abril de 1996

Cocoricó

No dia 1º de abril de 1996, o infantil Cocoricó estreou na TV Cultura. O programa foi destinado a crianças na fase pré-escolar e apresentava a interação do garoto Júlio com animais da fazenda Cocoricó, onde morava com seus avós. Antes da estreia do programa, a TV Cultura exibiu o telefilme Um Banho de Aventura na sua programação de fim de ano, em dezembro de 1989, onde Júlio perdeu seu leão de pelúcia falante, Léo, em uma lavanderia e ao procura-lo em uma máquina de lavar vai parar num mundo fantasioso.

No começo da década de 1990, o especial foi desmembrado em capítulos para ser transmitido no quadro Senta que lá Vem a História, do programa Rá Tim Bum, e em 1996 estreou em substituição ao Glub Glub. Cocoricó foi interrompido em 2001, mas voltou em 2003, reformulado como uma série de 12 minutos por episódio, antes era de 25 minutos. Em 2011 houve outra interrupção e em 2024 a série retornou com novos episódios. 

Cocoricó teve seus videoclipes musicais vendidos em DVDs, além de outros produtos como brinquedos, jogos, livros, revistas em quadrinhos e artigos para festas. O programa foi apresentado no exterior pela primeira vez em 2004, quando a emissora pública japonesa NHK negociou sua exibição, sem sucesso, mas em 2007 foi adquirido pela emissora venezuelana Vive. Depois, estreou em 2009 no serviço de TV paga português ZON TVCabo, em 2010 no Pakapaka, da Argentina, e em 2013 na TV Globo Internacional. A série também chegou a ser exibida em Angola e Moçambique nos anos 2000 e em janeiro de 2011 na França, em um projeto que englobava um episódio especial e vinte curtas sobre a relação entre Brasil e França.


Intercine

No dia 1º de abril de 1996, estreou a sessão de filmes Intercine na TV Globo. Foi a pioneira no quesito interatividade. Durante o intervalo comercial do filme de estreia, O Último dos Moicanos, foram divulgados os números 0800 de telefone, uma chamada sem custo, para que o público pudesse escolher o filme da próxima sessão.

No início eram três opções de filmes, depois passou a ter apenas duas e o prefixo do telefone mudou para 0500, deixando de ser uma ligação gratuita.


Vira Lata

No dia 1º de abril de 1996, estreou a novela Vira Lata, no horário das 19h, na TV Globo. Foi escrita por Carlos Lombardi e contou com a direção geral e de núcleo foram de Jorge Fernando. E teve Andréa Beltrão, Murilo Benício, Humberto Martins, Marcello Novaes, Carolina Dieckmmann, Vanessa Lóes, Mário Gomes e Glória Menezes nos papéis principais.

Essa foi a novela mais problemática de Carlos Lombardi, houve várias alterações no roteiro, apesar de a sinopse ter sido entregue em 1992. Deveria ter entrado no lugar de Olho no Olho, em 1994, e já estava em pré-produção quando a direção da emissora resolveu adiar a estreia pela dificuldade que estavam tendo com o adestramento dos cães, razão pela qual a novela se chama Vira Lata, além de alguns atores escalados que já tinham compromisso com outras produções. E aí a Globo produziu rapidamente A Viagem.

No entanto, quando estreou, esses contratempos que atrapalharam a primeira tentativa perseguiram o autor do começo ao fim. E apesar do tempo que ele teve que esperar, a novela foi produzida as pressas porque deveria entrar em produção só em 1997. E quando estreou o público chiou um pouco porque alguns personagens apresentavam má conduta, e temas como sexo, drogas, corrupção e violência também incomodaram bastante.

Alguns atores chiaram bastante a ponto de pedir para sair, como foi o caso da Glória Menezes que, segundo Carlos Lombardi, não entendeu sua personagem e achava que ele escrevia coisas da vida pessoal dela. A Andrea Beltrão deu bastante trabalho. Carlos Lombardi disse que ela fez bem o papel, mas a chamou de chata, disse que ela não escondia o descontentamento com a personagem e ele nunca mais quis saber de trabalhar com ela.

A Glória Menezes foi substituida por Suzana Vieria. Andreia Beltrão não pediu para sair, mas precisou ser afastada porque adoeceu, então Carolina Dieckmann acabou virando a heroína da história. O Eduardo Moscovis teve que sair devido a um problema pessoal e foi substituído por Matheus Carrieri. O diretor foi trocado porque Carlos Lombardi não estava se acertando com Jorge Fernando. E até a geografia da novela teve que ser redesenhada porque deveria se passar em Ribeirão Preto, mas O Rei do Gado que ocuparia o horário nobre se passava no mesmo local, então Vira Lata foi para Florianópolis.

Em uma cena de violência, Rômulo Arantes, saudoso, deveria simular o estrangulamento da personagem de Cinira Camargo, mas ultrapassou o limite da representação e ela acabou hospitalizada, tendo de usar colar ortopédico. A atriz mirim Alessandra Aguiar sofreu uma queda de um escorregador durante as gravações e fraturou a clavícula, interrompendo temporariamente sua participação. Marcello Novaes contraiu uma verminose e precisou ser afastado, e até o próprio autor enfrentou um quadro de desidratação que o afastou momentaneamente do trabalho.

Como se não bastasse tudo isso, parte das locações foi destruída por uma ressaca do mar e foi preciso reescrever sequências inteiras para adaptar as cenas em outro local. E com tantos ajustes, a novela perdeu a chamada frente, aquela margem de capítulos prontos que garante um respiro na produção. Teve episódio que foi finalizado no dia em que foi ao ar.

Carlos Lombardi disse que deveria ter batido mais o pé nas escalações e que no final do primeiro capítulo ele se deu conta que a escalação estava errada o que fez ele demorar para ajustar a trama. Apesar de tudo, Vira Lata teve média geral de 36 pontos, tendo uma audiência estável. E foram lançados dois álbuns musicais, a trilha sonora nacional com Humberto Martins na capa, e a trilha sonora internacional com Marcello Novaes na capa.


Jornalismo da Globo

No dia 1º de abril de 1996, houve uma grande dança das cadeiras no jornalismo da Globo. William Bonner e Lilian Witte Fibe entraram no lugar de Cid Moreira e Sérgio Chapelin no Jornal Nacional. Renato Machado e Leilane Neubarth estrearam no Bom Dia Brasil. E Fátima Bernardes assumiu o lugar de Cristina Ranzolin no Jornal Hoje. Além de a emissora estrear novos cenários nesses telejornais e também no Jornal da Globo.


Globo Repórter

No dia 5 de abril de 1996, foi a grande estreia de Sérgio Chapelin no Globo Repórter, ocupando o lugar de Celso Freitas, onde permaneceu por 23 anos, até 2019, quando foi substituido por Sandra Annemberg, fazendo par com Glória Maria que já estava com Sergio Chapelin desde 2010.


Chico Total

No dia 6 de abril de 1996, estreou Chico Total na TV Globo. Foi a segunda versão do programa que tinha estreado, originalmente, em 1981 dentro da Terça Nobre. Dessa vez, exibido nas noites de sábado, contava com platéia presente no saudoso Teatro Fênix, mas teve vida curta. Não teve boa audiência e saiu do ar quando Chico Anisyo fraturou a mandíbula em um acidente doméstico. Ele só voltou ao ar em 1999, com O Belo e as Feras.


Antônio dos Milagres

No dia 15 de abril de 1996, estreou a novela Antônio dos Milagres, na CNT. Foi escrita por Geraldo Vietri, com direção de Lucas Bueno e Toninho Correa, e produzida pela Associação do Senhor Jesus. Contou com a atuaçao de Eriberto Leão e Patrícia de Sabrit, entre vários outros atores.

A novela contou a vida de Fernando Bulhões que nasceu no dia 15 de agosto de 1195, em Lisboa, em Portugal, e se tornou Santo Antônio, um dos santos mais cultuados do Catolicismo. A CNT teve o seu momento Record, de produzir novelas com temas religiosos, no entanto, católicas.


Na Rota do Crime

No dia 19 de abril de 1996, estreou o jornalistico Na Rota do Crime, na Rede Manchete. A ideia surgiu de Fernando Barbosa Lima, o diretor geral da emissora, na época, devido o sucesso do episódio Na Rota da Morte, do jornalístico 24 Horas. O programa foi concebido para ir ao ar aos domingos, às 20h30, mas a mudança de horário ocorreu porque o tema não era condizente com o momento que costumava ter programas leves e descontraídos.

Na Rota do Crime acompanhava o trabalho dos grupos especiais das polícias militar e civil de São Paulo, desde estouros de bocas de fumo a cenas de tiroteio entre policiais e traficantes, e até o flagrante de uma mulher acusada de traficar crianças. O programa também mostrava criminosos foragidos com o número do Disque Denúncia. O repórter não aparecia no vídeo, nem havia locuções em off, as ações eram narradas pelos próprios policiais o que passou a ser considerado o primeiro reallity show da TV brasileira. Na época este termo sequer existia, em nenhuma televisão do planeta.

Na Rota do Crime estreou na sexta-feira e conseguiu 8 pontos de audiência, e se manteve com 10, contra 4 do SBT, com picos de 16. Fez tanto sucesso que passou a brigar pelo primeiro lugar com a Globo, posto que alcaçou várias vezes, e ganhou uma edição diária também, com meia hora, a partir de setembro de 1996, antes do Jornal da Manchete. O programa foi extinto em 1998, quando a emissora paralisou a produção de programas devido sua última e derradeira crise.


Não Fuja da Raia

No dia 23 de abril de 1996, estreou o musical Não Fuja da Raia, na TV Globo. O programa ia ao ar mensalmente na faixa Terça Nobre. Foi idealizado por Sílvio de Abreu e Jorge Fernando a partir de uma peça de teatro, com o mesmo nome, protagonizado por Claudia Raia.

O episódio piloto foi exibido em 27 de dezembro de 1995, como parte do Especial de Fim de Ano da Globo, mas a ideia surgiu em meados de 1988, após a morte do Chacrinha. Na ocasião, Cláudia Raia recebeu a incumbència de fazer um programa de talentos infanto-juvenis para as tardes de sábados, um piloto  foi gravado e... arquivado.


Casa da Angélica

No dia 26 de abril de 1996, chegou ao fim o programa Casa da Angélica, no SBT. Na época o infantil era transmitido por volta das 7h30 da manhã com duração de apenas meia hora. A decisão da emissora em colocar a atração nesse horário era para evitar o desgaste da imagem de Angélica que já apresentava pela tarde o Passa ou Repassa e o TV Animal.

No entanto, há quem diga que a mudança de horário era recorrente no SBT, quando uma apresentadora infantil não correspondia com a expectativa de Silvio Santos. Aconteceu com Simony e Mariane, e na ocasião Angélica em negociação com a Globo. Casa da Angélica chegou ao fim alcançando apenas 2 pontos de audiência.


Mara Maravilha Show

No dia 27 de abril de 1996, estreou o programa Mara Maravilha Show, na Record. Esse foi o retorno de Mara à televisão brasileira, ela estava afastada desde sua saída do SBT, quando deu fim ao Show Maravilha, em março de 1994, e aceitou apresentar um programa similar na Argentina. Mara Maravilha Show era exibido aos sábados, tinha brincadeiras com o auditório, convidados e atrações musicais, além de vários personagens cômicos interpretados pela apresentadora. Teve uma indigena, uma robozinha, uma roqueira, uma fofoqueira, uma garçonete, e uma professora maluca. 

O cenário trazia ambientes com natureza, tecnologia, teatro e artes. Mara contava com o apoio do Robô Léo, feito por Léo Áquilla, com as Maravilhas e os dos bonecos personagens Mara Yara e Guaraná, além da participação dos palhaços Catchup e Mostarda. Mara Maravilha Show chegou ao fim em 28 de fevereiro de 1997, quando Mara passou a apresentar outro infantil, o Mundo Maravilha, nas manhãs da emissora.


Quem Sabe… Sábado!

No dia 27 de abril de 1996, estreou o Quem Sabe… Sábado!, na Record. Tratava-se de um musical com os grandes nomes que tocavam no rádio, com apresentação de Renato Barbosa já bem conhecido pelas paródias musicais que apresentava no Show de Calouros do Silvio Santos, no SBT, nos anos 1980. Haviam quadros como a visita ao artista, onde era apresentada cada parte da casa de um famoso, e o programa também desenvolvia diversas promoções em conjunto com as emissoras de rádio FM de São Paulo.

O primeiro cenário foi um reaproveitamento do Programa Raul Gil que tinha acabado de migrar para a Rede Manchete. Em 1998, com a transferência da sede para as novas instalações na Barra Funda, o programa ganhou novo estúdio e novo cenário. Quem Sabe... Sábado! saiu do ar em 1998, para o retorno de Raul Gil. Renato Barbosa continuou na emissora trabalhando na produção e no roteiro de um outro programa, o Amigos & Sucessos.


Barraco MTV

No dia 29 de abril de 1996, estreou o Barraco MTV, um programa comandado por Astrid Fontenelle que apresentava debates ao vivo sobre temas polêmicos, com especialistas no assunto proposto e uma plateia de até 15 adolescentes. O programa passou por momentos intensos, como a recusa de evangélicos em participar e discussões acaloradas quase resultando em brigas físicas.

Após a saída de Astrid Fontenelle, Soninha Francine assumiu como a nova apresentadora. Ela já trabalhava na MTV como VJ em outras atrações e na produção do próprio Barraco. Sua entrada trouxe uma nova dinâmica, sendo reconhecida por sua seriedade e credibilidade. No ano 2000, o programa começou a enfrentar desgaste e baixos índices de audiência, a última edição inédita aconteceu em 10 de julho, mas continuou no ar com reprises.


Universo Online

No dia 28 de abril de 1996, entrou na rede o site Universo Online, conhecido como UOL. Hoje, pertentecento ao Grupo Folha, O UOL foi fundado por Luiz Frias, sendo o primeiro portal de conteúdo do país.

Não a toa é o maior portal do Brasil e presente em vários países. Os serviços foram expandidos para vários setores e um deles é o canal de televisão linear distribuído através de serviços pagos e pelo Youtube.

Para assistir a este conteúdo, clique na imagem abaixo:

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