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Viva a Noite dos anos 80 e de 2026

No dia 8 de novembro de 2025 o SBT exibiu uma edição especial do Viva a Noite com o Luiz Ricardo no comando e contou com uma participação de João Augusto, o filho do Gugu que apresentou o quadro do concurso Rambo Brasileiro. 

Depois, assinou com a Record e ganhou um quadro no Domingo Espetacular. Antes ainda de participar do Viva a Noite, em 2023, João Augusto participou da Batalha de Lipsync contra João Silva, o filho do Faustão, no Domingão com o Huck, na Globo. Os dois ficaram empatados.

Essa não é a primeira vez que o SBT resgata o Viva a Noite. Isso já aconteceu em 2007, mas essa versão ficou muito diferente. Teve Gilmelândia como apresentadora e Bruno Chateaubriand e Supla como reporteres. Como vários elementos foram adaptados o programa ficou descaracterizado e não gerou identificação com o público. Estreou no final de março e ficou no ar até o fim de dezembro. Ou seja, durou 8 meses.

A primeira versão do Viva a Noite estreou no dia 16 de novembro de 1982, em uma terça-feira, era dividido em vários quadros e teve vários apresentadores. O Gugu participou desde o começo e foi o único que ficou no decorrer dos vários ajustes pelo qual o programa passou. Foram várias alterações até chegar no formato mais lembrado que é justo com o cenário que foi reproduzido com o Luiz Ricardo. O mesmo só havia estreado em 1988, quando o Gugu voltou da Globo. Ele assinou contrato, foi enviado para o exerior para se aprimorar, foi construído cenário, uma chamada de estreia estava em produçao, mas a estreia nunca aconteceu porque o Silvio Santos foi busca-lo pessoalmente e pagou a multa da rescisão do contrato.

O cenário feito para a nova versão é muito fiel ao que foi usado nos últimos anos do programa com o Gugu, mas a primeira alteração que salta aos olhos são as cores. Com o Gugu, pelo menos nos vídeos disponíveis no Youtube, o cenário tinha tons mais pasteis e agora é tudo muito forte e luminoso. Outro detalhe é o tamanho do estúdio, na época do Gugu o programa era gravado no Teatro Silvio Santos e agora no CDT da Anhanguera, é tudo visivelmente mais amplo.


A presença dos bonecos gigantes eram uma forte características do programa e isso foi preservado, mas não são os mesmos, alguns saíram e outros entraram. O Bugalu e a Mão estão presentes, mas outro personagem que chamava bastante a atenção e que não está é o Olho.

Pela razão do tamanho do estúdio o palco teve que ser adptado. O centro estava no nível mais baixo era bem redondo e as cadeiras dos convidados ficavam foram desse círculo. Na nova versão o degrau para o nível superior seguinte é arrendondado, mas o plano mais baixo não é um círculo e as cadeiras foram colocadas dentro desse nível.

Eu achei muito legal que eles colocaram homens para dançar dentro dos bamboles, antes tinha só mulheres que, aliás, eram muito objetificadas, então isso também quebra essa cultura machista que perdurou até poucos há poucos anos. Inclusive a brincadeira de estourar as bexigas em dupla, no peito e no colo um do outro, na nova versão é feita homem com homem e mulher com mulher, algo impensável nos anos 80. Outra diferença é que os dançarinos estão todos bem comportados, os rapazes estão completamente cobertos e as moças, apesar do vestidinho curto, usam shortinho por baixo. 

Uma das primeiras músicas que o Gugu cantava no programa era a Dança da Galinha Azul, um merchandising dos caldos Maggi. O Luiz Ricardo canta outras músicas que o Gugu gravou, uma delas é Pega o Meu Peru.

O Viva a Noite com o Gugu tinha matérias externas, as vezes com ele mesmo e as vezes com outros repórteres. Tinha também alguns quadros como o Parece Mentira Mas Não É, e o Sonho Maluco que era maluco de verdade, tipo colocar o cantor Agnaldo Timoteo dentro de um carro em alta velocidade para subir uma rampa e atravessar um outdoor... Outra loucura foi o Gugu ter atravessado um túnel de fogo.

Depois que o Gugu reestreou o programa, quando voltou da Globo, o Sonho Maluco virou praticamente um vídeo clipe. Era muito comum um fã passar o dia com seu artista, geralmente um cantor, mas eles basicamente faziam umas cenas que eram exibidas com a música de trabalho do intéprete. E o programa acabava com a música Baile do Passarinho,  esse detalhe foi preservado em todas as adaptações.

O resgate do Viva a Noite vai de encontro com o que Serginho Groisman faz com bastante regularidade no Altas Horas, mas acredito que precisa se desvincular do passado para colocar artistas atuais como convidados também. Pode juntar o passado e o presente e agradar quem já é vintage e conquistar os jovens.

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