ARQUIVO.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Eu assisti Wild Wild Country - a série sobre Osho.

Duas coisas me motivaram assistir a série Wild Wild Country na Netflix, a primeira é que se trata de um documentário, e a segunda é que tem apenas seis episódios.

Pois bem, gosto de buscar uma interpretação que está além do óbvio. Na verdade isso acontece naturalmente depois do curso de Filosofia, que foi onde assisti vários filmes em sala de aula para fazer análises de diversos temas e no caso da série que fala sobre a incrível cidade, com capacidade para 10 mil pessoas, construida em um deserto e que restaurou a vida no local, para abrigar uma comunidade que não se enquadrava no conceito religioso, mas usou deste artifício como forma de legalizar as pessoas que lá chegavam de outros países, eu entendi que tudo se trata de seres humanos.

Explico melhor. A série é centrada sobre os artifícios lícitos e ilícitos que foram utilizados para dar suporte a uma das maiores, se não a maior, comunidade gregária já existente no planeta. Mas por trás disso está a miséria humana, pois os seis episódios exploram bem a sagacidade de poder do ser humano, a aceitação do não convencional pelo interesse pessoal e a intolerância pelo diferente, entre outras coisas.

Apesar do poder absurdo que temos e das nossas potencialidades, a série fala muito da fragilidade do ser humano e da instabilidade, mesmo daqueles que chegaram a um nível altíssimo, se não extremo, de conhecimento. E uma das melhores frases, para mim, apareceu apenas no final, dito por Sheela, a protagonista da série: "Não sei, se ao morrer, irei para o céu ou para o inferno. Mas não importa. Para onde quer que eu vá, farei o meu próprio paraíso".

Ao compartilhar com algumas pessoas, isso soou megalômano, mas para mim, ao menos na primeira impressão, foi uma grande lição de vida. Que eu não devo justificar minhas tristezas ou alegrias por meios externos, que a felicidade é muito mais uma atitude interna do que as influências que me cercam.

Nenhum comentário: