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segunda-feira, 12 de junho de 2017

A Pedra Do Reino.

A minissérie A Pedra do Reino estreou no dia 12 de junho de 2007, na Rede Globo.
Escrita por Luiz Fernando Carvalho com a colaboração de Luis Alberto de Abreu e Bráulio foi uma homenagem aos 80 anos do escritor, dramaturgo e poeta nordestino Ariano Suassuna, autor do livro-base Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta e é a terceira realização de Luiz Fernando Carvalho com base em obras do autor paraibano. O diretor já tinha adaptado para a televisão Uma mulher vestida de sol (1994) e A farsa da boa preguiça (1995).

A partir de A Pedra do Reino, Luiz Fernando Carvalho criou o Projeto Quadrante, uma série de programas regionais de dramaturgia através de adaptações de textos literários de autores naturais de cada estado do Brasil. Da mesma forma, atores locais encenariam os textos. A riqueza do projeto esteve na descoberta de talentos regionais: autores, atores, compositores, artistas em geral. O projeto prestigiou o potencial humano de cada cultura regional, superando a visão simplista do cartão postal. Além de A Pedra do Reino, compuseram o Quadrante as minisséries Capitu (2008), baseada no livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, e Dois Irmãos (2017), de Milton Hatoum.

A história é narrada por Pedro Diniz Ferreira Quaderna, em três momentos. No primeiro, ele está preso durante o período do Estado Novo (1937-1945), em Taperoá, na Paraíba, e começa a escrever sua história, a partir das memórias de seus ancestrais. No segundo, aparece como um velho palhaço que conta seu passado num teatro improvisado no centro do vilarejo. Por fim, enfrenta o juiz corregedor que investiga a morte de seu padrinho, dom Pedro Sebastião Garcia-Barreto.

A minissérie recebeu, em 2008, o prêmio de Melhor Direção de Fotografia, oferecido pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), mas a audiência da estreia foi a menor, da emissora, desde que o Ibope começou a ser medido com os métodos atuais. A Rede Globo ficou em 3º lugar nas tvs abertas, mostrando que as pessoas que consomem telenovelas não estão dispostas a entender tramas mais complexas, ou artísticas, e preferem o padrão água com açúcar dos formatos tradicionais.

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