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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Viviane Pasmanter.

Vivianne Pasmanter nasceu em São Paulo, no dia 24 de maio de 1971.
De origem judaica, seu primeiro curso foi ainda criança na Escola Hebraica de Teatro, em São Paulo. Dentro de sua formação estão a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (EAD - USP), cursos com Antunes Filho e Miriam Mehler, dentre outros.

Iniciou a carreira nos anos 80 fazendo comerciais, como o das calças jeans Staroup. Um de seus primeiros trabalhos como atriz foi uma participação no papel de uma fada, em um dos episódios do quadro "Senta que lá vem história...", do programa Rá-Tim-Bum da TV Cultura, no ano de 1990, mas sua primeira grande oportunidade na carreira ocorreu mesmo em 1991, quando se mudou para a cidade do Rio de Janeiro, a fim de desempenhar seu primeiro trabalho em novela, a neurótica vilã Déborah de Felicidade, escrita por Manoel Carlos. Ainda com o mesmo autor fez muitos outros trabalhos marcantes, como a inesquecível Laura de Por Amor, a romântica fotógrafa Isabel de Páginas da Vida, e mais a espirituosa Shirley de Em Família, cujo desempenho foi considerado um dos maiores acertos da trama.
Além da parceria profissional, Vivianne e Manoel Carlos tornaram-se amigos muito próximos, não foi a toa que o autor a convidou para ser madrinha de nascimento do seu filho caçula Pedro, que veio ao mundo quando ela estreou na TV. Maneco declarou diversas vezes publicamente o seu carinho pela atriz que descobriu: "- Quando penso em Vivianne penso em conflito, é uma grande antagonista, por mim ela estaria em todas as minhas novelas!", "- Desde o inicio sabia que ela seria uma estrela".

Além dos trabalhos com Manoel Carlos, em sua carreira coleciona atuações de destaque em importantes telenovelas de diversos autores, como a rebelde Malu de Mulheres de Areia, trama de Ivani Ribeiro, a estudante metida a detetive Irene de A Próxima Vítima por Silvio de Abreu, a sem teto Lavínia de Anjo de Mim escrita por Walter Negrão, Bete a loira ambiciosa de Andando nas Nuvens, trama de Euclides Marinho, Maria João, mecânica sonhadora de Uga-Uga de Carlos Lombardi , Regeane Cordeiro, perua de Tempos Modernos, novela de estreia de Bosco Brasil, e a sofrida Liliane Bocaiuva Monteiro, no fenômeno de audiência Totalmente Demais, história escrita por Paulo Halm e Rosane Svartman.

Sua carreira também se destaca no teatro, onde já viveu papeis muito diferentes, a exemplo da cafetina Madame Clessi, na peça teatral Vestido de Noiva, clássico de Nelson Rodrigues em montagem dirigida com êxito no Rio de Janeiro por Caco Coelho em 2012, ano que se comemorou o centenário do autor. E teve também a índia Domingas, personagem completamente avessa as suas feições, que viveu em 2008 no espetáculo Dois Irmãos dirigido por Roberto Lage. A atuação foi muito elogiada inclusive por Miltom Hatoum, autor do romance que inspirou a peça.

No cinema sua diversidade como interprete marcou principalmente no filme Quase um Tango, onde viveu quatro personagens, o feito lhe rendeu o prêmio Kikito de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado em 2009. A carreira de Vivianne na sétima arte percorre caminhos opostos aos da televisão, se na TV ela é lembrada geralmente por mulheres ricas, densas e poderosas, no cinema ela vem se destacando pela leveza em comédias, e tipos mais humildes, como a dona de casa Maria de Meninos de Kichute, filme que lhe rendeu o troféu de melhor atriz no Los Angeles Brazilian Film Festival em 2013.

Sobre seus 25 anos de carreira feitos em 2016, Vivianne fez um balanço: "- Tive a oportunidade de fazer personagens muito diferentes, singulares e marcantes. Essa diversidade me desafiou e me estimulou como atriz, mas também trouxe muito aprendizado pessoal. Não se passa impune por um personagem."

Uma característica de Vivianne é sua timidez, na época do colégio chegava a pedir para sair da sala quando tinha vontade de tossir para não chamar atenção de ninguém, os amigos daquela época se surpreenderam quando ela estreou como atriz, e ainda assim apostavam, baseados no seu jeito reservado, que ela só faria papeis de boa moça, o que logo caiu por terra desde a primeira novela. Sobre ser tímida e atriz, Vivianne afirma: "- Eu me escondo nos meus personagens, não me exponho neles". Talvez ai a explicação também para poucas capas de revista, fotos e exposição em sites de fofocas, sua personalidade é completamente avessa a badalações.

Perda seu pai, Ricardo, vítima de câncer, quando ainda era adolescente, e declarou em entrevistas que este é um amor e uma saudade para vida inteira.
Vivianne é ativa em movimentos contra o câncer, campanhas de doação de sangue e agasalho, dentre outras.
Casou-se em 2001 com o empresário Gilberto Zaborowsky, e na primeira tentativa de ser mãe sofreu um aborto espontâneo. A segunda gestação foi acompanhada de muita tensão, porém satisfatória com a chegada de Eduardo, seu primogênito. Lara, sua segunda filha, nascida em 2005, não foi planejada; quando ela pensava em voltar ao trabalho em televisão, descobriu-se grávida. Durante cinco anos curtiu a vida em família, voltou ao trabalho em teatro e cinema, com a peça Tartufo e o filme Viva Voz. Ficou casada com Gilberto durante sete anos, a separação confirmou-se em 2008.
A atriz também namorou o diretor Ignácio Coqueiro, com que chegou a morar, e o roteirista Vinícius Vianna.

Sua novela de estreia.

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