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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Escrava Anastácia - Telenovela.

Há 27 anos estreou a minissérie Escrava Anastácia, de Paulo César Coutinho. Estreou no dia 15 de maio de 1990, na Rede Manchete.
Com direção de Henrique Martins, a minissérie teve 4 capítulos e contou com a atuação de Ângela Correa, Tarcísio Filho, Carolina Ferraz, Neuza Borges e Solange Couto, entre outros.
A minissérie foi reprisada no mesmo ano, de 10 a 13 de setembro.

A trama conta a história em geral dos negros que eram levados da África a força para outros países, tendo que se habituar aos costumes, religião, língua e cultura do homem branco.
A minissérie gira em torno da bondosa, porém sofrida Escrava Anastácia, que ainda com seu nome de batismo Ojú Orun, é caçada na África e brutalmente levada como mercadoria, sofrendo todo tipo de castigo e humilhação, através do navio negreiro rumo ao Brasil, onde é marcada em ferro em brasa, é vendida e passa a se chamar Anastácia. Ela passa a trabalhar num engenho de açúcar, uma grande fazenda, sendo forçada a aprender a língua portuguesa e a cultuar o catolicismo. O homem que a comprou, e agora seu senhor a quem deve obedecer em tudo sem contestar se chama Dom Antônio.

Anastácia revela ter o dom da cura, um dom mediúnico para curar as pessoas com rezas e ervas e passa a fazer essas curas em negros doentes e começa a despertar em seu senhor a atenção por sua imensa beleza, causando muitos ciúmes em sua patroa, Sinhá. Outro homem que fica perdidamente enfeitiçado pela negra é o Feitor Fluentes. Isso desperta a maldade entre o feitor e o senhor da fazenda, que pensam em satisfazer seus desejos sexuais com a pura escrava.

Nesse novo rumo que sua vida tomou, agora ela se tornou um ser infeliz, pois foi privada da liberdade a qual todos tem direito. Ela também sofre por todos os negros que estão na mesma situação de escravos, porém, mesmo sofrendo, seu bondoso coração jamais deixou de ajudar e amar o próximo. Nessa fazenda tudo de mau pode ocorrer a pobre escrava, já que agora ela passou a ser um objeto de trabalho e prazer, e não um ser humano, aos olhos cruéis dos brancos ricos.


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