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sábado, 20 de maio de 2017

Anos 90. Relembre como foi.

Política.
A década de 1990 já começou com uma guerra, a do Golfo. Foram dois motivos para o estopim do conflito:
1- O Kuwait vendia o petróleo por um preço muito barato no mercado internacional. Saddam Hussein não gostou nem um pouco disso, pois isso prejudicava o Iraque.
2- Além disso, Saddam reivindicava a devolução de parte do território pertencente ao Kuwait, mas que o governo iraquiano alegava pertencer ao país no passado.
Essas duas “pequenas” coisas, petróleo + território, foram o suficiente pra deflagrar mais uma guerra no Oriente Médio, só que essa teve um diferencial: foi a primeira guerra televisionada. Isso mesmo, foi transmitida por diversos canais, com direito a comentaristas e tudo mais!

Aqui no Brasil tínhamos o primeiro presidente eleito desde 1964, Fernando Collor foi eleito em 1989, e que devido a uma medida adotada abriu o mercado internacional e proporcionou a entrada de novos modelos de carros no pais, bem como os computadores.
Aliás, a internet começava a engatinhar por aqui. Era cara e limitada. A maioria das pessoas usava a internet discada.
O celular chegou por aqui, mas também era muito caro e só servia para fazer ligação. O aparelho que permitia o envio de mensagem de texto demorou chegar, e era chamado, ironicamente, de tijolar, dado o tamanho do aparelho.
Collor foi deposto no final de 1992 e Itamar Franco assumiu o governo até o final de 1994.

Em 1994, a seleção de futebol do Brasil conquistou o tetracampeonato nos EUA.

O ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso, implantou o Plano Real.
O Brasil utilizou várias moedas ao longo dos anos. Réis, Cruzeiro, Cruzeiro Novo, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro Real, Real.
Na transição do Cruzeiro Real para o Real tivemos que conviver com a URV (unidade real de valor) que corrigia os valores diariamente até o Real entrar em vigor.
1 Real valia mais do que o 1 Dólar. Para comprar um Dólar, gastávamos 0,93 centavos de Real.
Pipocaram as lojas de 1,99 pelo país e os mercados se encheram de produtos importados.
Há, detalhe. O salário mínimo era R$96,00 mas tinha mais poder de compra. O arroz, que hoje custa em média R$3,00 custava R$0,60. O carro popular custava R$7.200,00.

Aconteceu a Eco-92 no Rio de Janeiro.
Essa conferência foi um marco na questão ambiental. Foi naquele momento que a comunidade política internacional admitiu que não dava para continuar buscando progresso degradando o meio ambiente. A partir daí o conceito de “desenvolvimento sustentável”, que você tanto ouviu falar, foi desenvolvido e passou a fazer parte do discurso oficial, como meta para o mundo.

Música.
Na virada de 80 para 90 a lambada estava muito forte. Muitos artistas pegaram carona nesse ritmo que se popularizou com o grupo Kaoma, como a Gretchen, Elba Ramalho, Trem da Alegria, Xuxa, Angélica, Mara, Flor, Sara Jane, Sidney Magal. Aliás, esse virou tema de abertura da novela Rainha da Sucata. Mas foi o Beto Barbosa que conquistou a coroa de Rei da Lambada.
As músicas eletrônicas também tiveram muito espaço e desse gênero se destacou a brasileira internacional, Corona.
Surgiu o axé e se fortaleceu o pagode. Uma enxurrada de grupos invadiu o país (É o Tchan, Terra Samba, Cia do Pagode Banda Eva, Jeito Moleque, Só Para Contrariar, Molejo).
A Deborah Blando despontou para o mundo. Surgiu o funk melody, do qual o Latino é o melhor representante.
Há, e no final da década os religiosos chegaram com tudo. O Padre Marcelo Rossi, o Padre Zeca, a Irmã Inez, a Aline Barros...
E as canções infantis foram se extinguindo.

Nessa década os LPs começaram a ser substituídos pelos CDs. E os artistas a perder dinheiro, porque a pirataria se propagou muito rápido, mas os CDs piratas custavam o que custa um original, hoje.
E surgiu o DVD.

Infantil.
Com o fim do Xou da Xuxa, houve uma transformação no gênero infantil na tv. Quem melhor manteve o estilo Xuxa de ser, foi a Angélica. Mas a Eliana foi a melhor representante dessa nova geração, com um novo jeito de fazer programa infantil.
Aconteceu a dança das cadeiras entre as musas do reino encantando.
A Xuxa foi para a Argentina, Espanha, Estados Unidos, voltou para o Brasil e estreou o Xuxa Park. A Mara foi para a Argentina, voltou para o Brasil e estreou na Record. A Eliana trocou o SBT pela Record e cedeu seu espaço para a Jacky. Angélica deixou a Manchete, foi para o SBT e depois para a Globo.

Tv.
As emissoras investiram bastante em programas ao vivo e em brincadeiras por telefone. O SBT foi quem mais aproveitou essa fase. O Gugu soube explorar muito bem a participação do público no Domingo Legal. Teve ainda o Fantasia, Alô Christinah...
A programação não tinha muito filtro. Ou nada de filtro. A Rede Manchete já explorava bastante a nudez e o sexo em sua programação. O SBT não ficou para trás, apresentou a série Óz, mostrava toda semana matérias sobre campos de naturismo no SBT Repórter, sem tarjas. E a Globo passava o filme Lagoa Azul na Sessão da Tarde, sem cortes.

Novelas.
Grandes novelas foram produzidas. Em 1995 estreou Malhação e o nome fazia sentido porque tudo acontecia em uma academia. Das minisséries, Riacho Doce e Hilda Furacão se destacaram.
O SBT produziu a melhor das suas novelas, Éramos Seis, e também um grande sucesso entre as crianças, Chiquititas. A Rede Manchete apresentou Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Xica da Silva. Na Globo passou Rainha da Sucata, Pedra Sobre Pedra, A Indomada, O Rei do Gado, Renascer, e entre outras, a melhor de todas da década, os vampiros que soltavam raios pelas mãos, Vamp.

Assista a este conteúdo no vídeo abaixo.

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