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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Meus dias de porteño - O Retorno.

Depois de cinco anos voltei a Buenos Aires e vivi novas experiências. Se em 2010 fiquei encantado com tudo o que vi (leia aqui e aqui), desta vez pude ver outras coisas, ou as mesmas da vez passada com outros olhos.
Bem, finalmente consegui visitar a livraria El Ateneo, aquela que fica onde um dia já foi um teatro, e realmente é linda. Segui o caminho dos turistas, visitei o roseiral (rosedal), o jardim japonês e a feira de Santelmo, bem como o mercado das pulgas e a Casa Rosada, mas me senti mais porteño, até porque tive que exercitar bastante o meu portunhol e diferente da vez passada que só andei a pé, usei ônibus (auto bus) e metrô (subte).
Quanto as minhas novas visões, percebi que os argentinos gostam muito da cor dourada, ela está em toda parte e combina bem com quase tudo. O dourado está nas bordas das janelas e das portas e nos cantos do teto das lojas, hotéis e bancos, e até nos postes das praças.
A cidade é bem plana e um ótimo ponto de referência é o obelisco, para onde todas as ruas das redondezas dão acesso, é um monumento bem no meio da Avenida 9 de Julho, a avenida famosa por ser considerada a mais larga do mundo. No entanto, as outras ruas do centro são estreitas, assim como as calçadas.
O que tem de café, falta de restaurante e nos estabelecimentos que vendem comida a quilo poucas pessoas sentam para comer, a maioria prefere levar para casa, inclusive o preço para levar é mais baixo do que para comer no local. Mas, se for levar, terá de pagar pela sacolinha plástica que custa 35 centavos de pesos.
Bem, quanto ao valor do dinheiro local, engana-se quem acha que pelo fato da moeda argentina ter menos valor do que o real, os preços sejam mais baixos. Não são. Neste período (entre os dias 1 a 6 de setembro - 2015) o peso variou entre R$0,33 e R$0,38, ou seja, com R$300,00 eu consegui mais de 800,00 pesos e sobrou uns trocados para tomar café no aeroporto, mas sou econômico. Os preços de lá são similares aos do Brasil ou até mais caro, se um produto custar R$10,00 no Brasil, seguramente na Argentina passe dos 30,00 pesos.
Quanto as pessoas, todas as para quem pedi informação foram bem solícitas. A maioria se veste bem, é comum encontrar senhorinhas bem produzidas e os homens também não ficam para trás, como esta época ainda é frio, os casacões pretos, lenços e cachecóis imperam nas ruas.
No primeiro dia eu já estava com saudades do Brasil, cansado só de pensar no quanto teria que andar por aquela cidade, mas na véspera do retorno já estava com vontade de voltar outra vez.

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