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terça-feira, 4 de março de 2014

Minhas impressões sobre o Rio de Janeiro.

Eba, março chegou e cá estou novamente para dar continuidade a esse meu xodózinho chamado Leo OnLine. Para começar as postagens de 2014 eu quero falar sobre minha ida ao Rio de Janeiro.
Aproveitando o começo do mês, fora de feriadões e na companhia de pessoas queridas, fiquei alguns dias de fevereiro na cidade maravilhosa.
A princípio foi aquela decepção básica de quem conhece um artista ao vivo e percebe suas imperfeições de pele. Nada do que já não soubesse e não tivesse visto pela tv, mas a realidade é mais chocante. Foi a mesma sensação que tive quando passeei pela primeira vez em São Paulo, as ruas sujas, os muros pixados... Esses detalhes tiram o esplendor das imagens divulgadas pelas tvs e revistas.
Bom, a culpa é da localização do aeroporto internacional Galeão, o percurso não é dos mais bonitos. No entanto, as ruas super arborizadas, os edifícios grudados nos paredões de pedra, o Cristo Redentor visível de quase todos os pontos da cidade obrigam o visitante a ceder e reforçar o coro que se repete a décadas, o Rio de Janeiro continua lindo.
Das praias creio que não preciso entrar em detalhes, pois elas são os pontos que mais se evidenciam da cidade. Além, é claro, do Corcovado e do Morro da Urca, mas esses merecem algumas linhas.
Se você ainda não conhece o Rio, quando for se prepare para ficar algumas boas horas no Pão de Açúcar. O passeio vale o valor cobrado (até esse post, rsrsr) e as instalações oferecem boas horas de descanso com uma vista magnífica. Aliás, ver o Rio do alto é o que ameniza toda e qualquer imperfeição das ruas no nível do mar. E sempre parece ter outro lugar mais alto para a gente ir.
O passeio ao Cristo Redentor foi o mais surpreendente. Há um trem para subir o morro, mas existe a possibilidade de subir de carro também. Quem não tem carro e quer algo mais rápido que o trem, o serviço de transporte por van não falha e ainda dá direito a uma parada no meio do caminho para visitar um mirante (foto) e um heliporto. Vi algumas pessoas subindo de bicicleta, loucura total.
No Morro da Urca tinha gente escalando o paredão de pedras.
A localização do Cristo Redentor, que é uma das sete novas maravilhas do mundo, me pareceu ser o mais quente de todos os pontos que visitei. Com o piso de pedras pretas, a única sombra que oferecia refúgio era da estátua gigante e a junção de muita gente com o sol escaldante não foi muito boa, fiquei poucos minutos. Por sorte tem escada rolante e elevador para acelerar a subida ou a descida.
Visitei também o Jardim Botânico e o Parque de Lajes que ficam bem próximos um do outro. Lajes é um antigo casarão com ares de palácio, onde funcionou um engenho de açúcar, hoje é um café e virou patrimônio de preservação da história do Brasil. É lindo.
Amei o Rio, e também os cariocas que se demonstraram sempre muito solícitos dando mais informação do que a pedida, como dicas de por onde andar e os cuidados necessários para não estragar o passeio com as possíveis armadilhas da metrópole. Aliás, recebemos informação até quando não pedimos, por pelo menos duas vezes pessoas que ouviram nossa conversa pararam para nos orientar. E conseguimos um guia turístico de graça ao visitarmos o sambódromo para o ensaio técnico da Grande Rio e Salgueiro, tamanha foi a gentileza do rapaz que nos acompanhou desde o metrô até a arquibancada onde ficamos e de onde vimos o tombo de Cristiane Torloni, rainha da bateria da Grande Rio.
Confesso que tive um pouco de medo de ter ido na Lapa, mas o passeio foi compensado pela escadaria colorida.
No último dia do turismo visitei o estádio do Maracanã, que de perto, nem parece tão grande quanto pela tv, e tem de fundo o cenário característico do Rio, favelas.
Enfim, gostei e pretendo voltar em outra oportunidade. No dia de retornar já estava com saudades.

2 comentários:

Maristela Winter disse...

Adoro ler os artigos do Leonel Cordeiro!! Eles sao interessantes, inteligentes e com uma dose certa de humor!!!

Leonel Pereira Cordeiro disse...

Obrigado Maristela.