sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A PELE QUE HABITO.

Assisti o último dos mais polêmicos filmes que estão em cartaz, "A Pele Que Habito", mas já com um certo preparo para ver cenas fortes e talvez por isso, não tenha achado tão forte quanto me disseram.
Bem, na verdade o que ouvi das pessoas que assistiram e não queriam entrar em detalhes para manter a surpresa era exatamente o que estou tentando fazer agora. Encontrar palavras.
Ele é denso como Cisne Negro?
Nem tanto.
Macabro como Jogos Mortais?
Não exatamente.
Terror...
Hmmm... Não.
Terror psicológico?
Talvez, mas não chega a traumatizar.
É uma história simples, louca, mas simples.
Sem exageros e sem sustos.
O diferencial está na forma de ser narrada, fora de ordem. Em como os personagens vão sendo colocados no enredo.
O que posso adiantar para quem ainda não viu é o seguinte:
Um homem (Antônio Banderas) resolveu fazer experiências mesclando genes de porco com humano para criar uma nova pele resistente a queimaduras, depois que sua esposa sofreu um grave acidente.
Assim como os autores de novelas que são facilmente identificados pelo estilo que compõem os personagens e desenrolam o folhetim, os diretores também tem suas marcas registradas e acredito que para criar (dirigir) um personagem ou uma história é preciso uma identificação do profissional com a ficção. E pelo jeitão do Almodóvar, acho que ele é psicopata, hehe.
O filme não acaba de forma mirabolante, como Hollywood costuma fazer, até porque não foi Hollywood que fez (me corrijam se estou errado).
O diferencial está no peso da narração e na sutileza dos personagens.
Saí do cinema repetindo como um mantra, "que dó".
Ou seja, é impactante.
Vale a pena assistir.

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