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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ainda sobre a Argentina.

No meu último dia livre fiz apenas turismo em Buenos Aires e quase dormi em uma praça depois de ter andado muito (já disse que esse planalto engana né?).
De tudo o que vivenciei na capital porteña, apenas a água nao me desceu bem, achei horrível (eu e mais algumas dezenas de pessoas), entao, dá-lhe refri de pomêlo (uma espécie de laranja feia e meio ruim, mas gostosa como refri).
Consegui fotografar o túmulo de Evita Perón, se nao conseguisse ficaria frustrado, pois me hospedei em frente ao Cementerio Recoleta, onde está o corpo da mais famosa e ilustre argentina. Lá dentro parece uma cidade, todos os túmulos sao construçoes magníficas em mármores brancos e pretos adornados com estátuas belíssimas, é uma galeria de arte a céu aberto. Encontrei alguns brasileiros, foi divertido e tive que me conter, já que o ambiente nao é propício a festas e alegria em demasia, exige respeito. Postarei as fotos quando chegar ao Brasil e creio que quando essa postagem entrar online eu já estarei na cidade sorriso.
Falando em cidade sorriso, fui visitar o Jardim Botânico e nem de longe se parece com o que temos em Curitiba, mas tem o seu encanto. O Zoo, em frente, estava fechado e a casa museu da Evita que fica próximo, também. Aff, segunda-feira.
Depois de caminhar, caminhar e caminhar, parei para comer e depois fazer um pouco do que todos parecem valorizar muito, sentar na praça e deixar as horas passarem. Sim, os porteños estendem cangas, toalhas, no gramado das praças e deitam, namoram, conversam ou simplesmente param um pouco para descansar, comer uma fruta tirada da bolsa e depois seguir a caminhada. Foi aí que derepente um cara bem próximo de mim sumiu e daí me dei conta que estava ficando sonolento com a tranquilidade do ambiente. Sobre mim havia uma árvore enorme, tipo aquele cajuseiro, o maior do mundo que temos no Brasil, mas nao era tao grande assim e poucas, muito poucas pombas. Dessa praga na terrinha tem mais.
Nao queria voltar pro hostel, mas precisa, queria estender esse dia até o último segundo e a última chispa de força, no entanto precisava descansar o físico denso. Ai, ai. Saudades.
Mas nao vou chorar por Argentina, voltarei.

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